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Wednesday, October 28, 2026

Onde e como se comprava roupa nos anos 90?

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Maria, este fim de semana andei em arrumações no sótão e tu nem sabes o que eu encontrei.

Tu não me digas que vais trazer cotão pro estúdio, Margarida.

Não, nem cotão, nem ratos, prometo.

Pronto.

Só aquelas fitas com bonecas que usávamos no cabelo. Sim, miúdas, nos anos 90, mais ou menos.

"Do Avesso", um podcast sobre moda com Margarida Brito Pais e Maria Ramos Silva. Essas fitas, se não me engano, eram da Cenoura. Eram um clássico do vestuário infantil dessa década. Ainda hoje eu olho com saudades pra algumas peças supercuriosas que eles tinham. Sabes que eu ainda há muito pouco tempo encontrei uma imagem com um kispo reversível, com duas cores que era uma coisa incrível, rosa e roxo, imagina.

Tinha peças espetaculares.

Mas tinha.

A Cenoura foi fundada em 1972 por Leonor Lobato e Carmo Franco e tornou-se um clássico das famílias portuguesas. Até chegou a atravessar fronteiras e chegou a aparecer numa revista "Hola" em 1988, imagina. Tinha etiquetas em inglês, o que na altura era uma coisa supervanguardista, e até chegaram a vender através do Correio da Manhã.

Bem, espetáculo. Muitos destes aspetos são citados por Pedro Buchinho Mendes no livro lançado há não muito tempo sobre os anos 90, "A Década Fabulosa". Nessa época, a marca tinha a representação da Walt Disney, a Cenoura, a quem pagava royalties. Os desenhos eram feitos por eles e misturavam com figuras da Disney, que é uma coisa também muito destes miudagens dos anos 90.

Até houve um programa de televisão apresentado pelo Júlio Isidro, em que falava desta confecção. Imagina, por cada compra, o cliente levava um sumbongo, que era outro clássico da época. Mas aqui, de facto, as licenças da Disney vieram mudar a roupa infantil. Foi quando começou a era da bonecada, que permanece até hoje. Deixámos de ter só folhinhos e laços e passamos a ter Mickeys e Minneys e um monte de outras princesas. Lembro-me tão bem daqueles conjuntos, não sei se tu usavas, de calções e t-shirt de algodão estampado.

Sim, eu cheguei a ter um fato de banho, imagina com a cara do Mickey, uma coisa também toda muito flash.

Mas esse era uma coisa que tanto dava pra dormir como dava pra praia, lembro-me perfeitamente.

Havia muito por onde escolher. Foi nessa altura que a Disney lançou os seus maiores clássicos também. "O Rei Leão", "Aladino", "Pocahontas", "Hércules", "Tarzan", "Mulan", só pra citar alguns nomes e anos 90 adentro, faz sentido começar por referir, de facto, o boom das marcas infantis. Porque há muitas lojas e marcas que trazem uma abertura no acesso e na diversidade nesta altura.

E muitas delas até são bastante anteriores.

Sim, lá estou, como a própria Cenoura.

Como a própria Cenoura, mas seguem populares, como a francesa Jacadi, que nasceu nos anos 70, aos célebres Porfírios, que nos anos 90 vão caminhando pros seus últimos anos, mas também ainda continuavam a ser superfamosos. E também penso na Materna.

Também portuguesa.

Também portuguesa e que se instalou originalmente na Baixa em 1963 pra vender artigos pra bebês e futuras mamães e fechou a última loja na Avenida de Roma só em 2012.

Olha, a loja das Amoreiras era um clássico nos anos 90, da Materna, com roupa de vestia mais cara, sobretudo pra momentos de festa, ocasiões especiais, um pouco à semelhança da Bonpoint. Recordas também?

Que ainda existe, mas que já não existe em Portugal.

Sim, verdade. O que nos leva ao papel também dos centros comerciais e das grandes superfícies no advento do grande consumo nesta década. Quando falamos na capital, pelo menos, onde há essas grandes referências, estes grandes templos do consumo, como também era a grande loja que a Cenoura chegou a ter, por exemplo, nas Amoreiras, eu recordo-me tanto lá ir, amiga.

É verdade. Depois tínhamos também a L'Agnesse, no centro comercial da Portela. Também era o próprio centro comercial muito popular na altura. Mas curiosamente, sabes que é na rua que arranca a maior revolução da moda desta década, com a popular Zara, primeiro em Santa Catarina, no Porto, e depois na Guerra Junqueiro, em Lisboa.

A roupa em geral, e pra miúdos em particular, neste caso, era de facto muito acessível e por isso lá vinham os pais carregados de sacos de compras com pechinchas.

É desse tempo recordo, olha, que us tínhamos imensas saias de peitilho. Não tens essa era?

Tenho.

Eu acho que se usava muito mais do que agora. E também tenho a sensação que as nossas bainhas dos vestidos e das saias eram supercompridas. Se calhar, hoje em dia, com a influência das marcas espanholas que gostam de ser tudo mais curtinho, acabamos por usar coisas mais curtas, pelo menos até à idade escolar. Também sabemos é que a qualidade era bastante superior, até porque temos peças com 30 anos que ainda estão impecáveis. A roupa era, de facto, feita pra durar, pra passar de irmãos pra irmãos. Uma coisa que hoje em dia é difícil.

É muito difícil.

Porque a competitividade de preços está muito alta, por isso os materiais têm que ser mais baratos e os processos também acabam por ser mais industrializados. Pelo menos isto quando pensamos aqui em marcas de massa, que isto tem um impacto na qualidade.

Aliás, isso também se nota na roupa pra adultos. Eu ainda hoje guardo algumas peças Zara, por exemplo, da minha mãe, que podem ser consideradas quase vintage, se não mesmo vintage, com ótimos materiais, acabamentos, forro, imagina saias e vestidos com forro, cortes, etc.

É tudo muito bem feito, parece mentira. Há pouco falávamos de marcas que sobreviveram pelos 90 e além dos 90, mas temos também um caso curioso aqui em solo nacional. Parfois.

Pois é. É um belo exemplo.

Uma marca que nasce no Porto em 1994, que mudou o mercado ao democratizar o acesso a malas e bijuteria de tendência a preços baixos, mas que na verdade precisou aqui de algumas décadas até ter o reconhecimento que tem hoje.

Sim, é muito curioso, porque há muitos portugueses, eu penso que alguns deles ainda hoje, que só recentemente vão sabendo que a marca fundada pela Manuela Medeiros é portuguesa, de facto, porque nos anos 90 também havia muito este culto de lançar etiquetas com nomes estrangeiros. As pessoas não sabiam sequer se eram nacionais.

Olha, e algumas até conquistaram mesmo o estrangeiro. Como a Fly London, que foi criada em 1994 e que se tornou um fenômeno com os seus sapatos de solas de borracha compensadas e designs irreverentes. De facto, houve uma alturaEm toda a gente andava todos chapados, só se falava disto. Mas também a Salsa Jeans, por exemplo, que também foi fundada-

Também é deste ano. Muitas coisas são deste ano

...desta vez em Vila Nova de Famalicão e aqui era focada nos cortes inovadores da ganga.

Sim, o estilo denim explodiu entre os jovens nos anos 90. Nós se tivéssemos que escolher só uma peça, eu acho que seriam provavelmente os jeans, a ganga, de alguma maneira.

Sim, os blusões. Não sei se os blusões, as camisas, porque é quando se começa a usar mais o look completo.

É, de facto, muito universal nesta altura, pelo menos muito omnipresente. E aqui também entra a Tifosi, lá está mais uma que parece estrangeira e não é, nascida ali dois anos depois, em 96, e que apostava num público jovem, mais com essa linha de jeanswear acessível e, portanto, também aqui muito inscrita nisto.

Há todo um advento da cultura jovem e desportiva, algo mais urbano, assim dentro de uma onda do surf e do skate.

Sim, aliás, convém lembrar que a famosa Ericeira Surf Shop é outro clássico deste tempo, de 94, lá está mais uma, tornou-se um local de eleição para comprar mochilas, bonés, camisolas de marcas internacionais, até porque havia pouca ou nenhuma concorrência nesta área. Também tínhamos a Resina, tu lembras que era uma marca também nacional, associada às calças mais largas, ao estilo skater e ao hip-hop do final da década.

E depois tens o estilo mais betinho, que eu me lembro melhor.

É todo de seguimento.

Que é impossível de esquecer marcas como as Amarras, que era famosa pelas suéters chart grossas, de estilo náutico, com um nó de marinheiro atado. Também a portuguesa Quebra Mar, com um estilo também muito náutico. E depois tínhamos a espanhola Coronel Tapioca, lembras? Com aqueles pulês, com bolsos.

Eu cheguei a ter, não o colete, mas umas calças assim amarelo torrado, também com imensos bolsos, que eram incríveis. Tenho imensa saudade delas. Olha, a marca entrou em Portugal em 92, 93 e chegou a ter 11 lojas por cá e mais de 160 espalhadas pela Europa.

Um verdadeiro sucesso. E para quem procurava roupa mais formal e fatos para o dia a dia, surgiram opções como a Saco Brothers, que ainda é de 1989, mas descola nos 90. E também tínhamos a Lanidore e a Decénio, aqui tanto no plano masculino como feminino.

Sim, colossos do consumo, lá está, de novo voltando aos centros comerciais, o Colombo, mas também pesos mais leves como o Centro Fonte Nova, em Benfica, que nos devolvem aos anos 90 e às experiências in loco. Mas o que esta geração mais recente, Marialinda, se calhar, não sabe, é que nós já podíamos fazer compras à distância mesmo sem internet.

Ora aí está. E fazíamos compras por correspondência.

Por catálogo.

Por catálogo, os famosos catálogos da La Redoute, que chegam a Portugal em 1988. Imagina tu com um tímido folhetim de 16 páginas.

Que parecia só aquelas brochuras do supermercado.

Uma coisinha muito pequenina. Mas o sucesso foi estrondoso e nos anos 90 eram catálogos que chegavam às 1000 páginas. Uma verdadeira bíblia.

Eu lembro-me tão bem. Adorava escolher aquilo.

Eu também, em casa da minha avó, no Cercal do Alentejo, portanto, mesmo no-

Portugal mais profundo

...mais profundo. Era uma alegria quando ela nos dava o catálogo para escolher, depois era só preenchermos o boletim com as coisinhas que queríamos, esperar que a encomenda chegasse e fazer o pagamento à cobrança. E sabes que eu acho que foi o meu primeiro contacto com a moda internacional, foram estes catálogos.

É verdade. A década deu-nos diversidade máxima, de tal forma que temos segmentação por todas as estripes, como já vimos, e não apenas minimalismo ao estilo Calvin Klein. Também já tivemos isso.

É verdade que esse registo mais conceptual é uma das heranças da década, não há dúvida, e que está super em voga hoje. Mas acho que estamos todos a esquecer que os anos 90 também foram a época dourada de nomes como a Versace.

Ora bem, e nem é preciso ir tão longe. Eu olho, por exemplo, o álbum de família e vejo cor, que ainda vem muito dos anos 80. Padrões, fios exuberantes, laços, travesões de cabelo, coisa assim mais elaborada. Os acessórios, cintos que faziam todo um look, malhas com imensa atitude. Aliás, isso também vai muito para os miúdos, aquelas malhas, aqueles tricotados com imensa cor.

Isto sobretudo em Portugal, em que ainda vínhamos de uns coloridos anos 80, e a verdade é que as coisas não se esbateram logo. Há uma imagem da primeira edição da Moda Lisboa, em 1991, que mostra bem essa realidade, que é uma imagem com quatro blazers oversized de cores vibrantes.

Sim, nessa edição participaram nomes como a Bonanza Matos Ribeiro, fundadores da Semana da Moda, Ana Salazar, José António Tenente, Júlio Turcato, Lena Aires, Luís barbeiro, Luís Buchinho, a dupla Manuel Alves, José Manuel Gonçalves, Manuela Gonçalves, Nuno Eusébio e Nuno Gama. Imagina. Grande equipa.

É engraçado, é grande equipa. É engraçado ver como alguns nomes se mantiveram tantos anos na moda de autor e como outros foram escolhendo caminhos diferentes, ainda dentro deste setor.

É sim, por exemplo, o Tenente hoje dedica-se sobretudo aos figurinos, fazendo coisas incríveis para teatro, espetáculos, enfim, que aliás, é uma área muito fértil também para outros nomes, até contemporâneos, emergentes. Lena Aires é um caso muito interessante, porque entretanto lançou um projeto curioso de acessórios, por exemplo, inspirada pelo filho, que é velejador, e tem feito uns sacos muito especiais a partir de velas de desperdício, que depois são todos reutilizáveis.

E é imperativo também nesta altura falar de Ana Salazar, José Carlos e Augustus. Claro que estes começaram a ter muito sucesso ainda nos anos 80, mas tornaram-se as grandes estrelas da moda nos anos 90. Quem vestia Ana Salazar pertencia a uma tribo urbana que era super reconhecível.

Era uma coisa à parte.

Era uma coisa à parte, dava-te um status até. Já Augustus foi autor de muitos dos míticos vestidos da Amália Rodrigues nos anos finais e era ainda escolhido por muita gente para os vestidos de festa, para ocasiões assim mais exuberantes.

O José Carlos, que é um nome incontornável dos anos 90. Foi autor dos looks, por exemplo, da Catarina Furtado no "Chuva de Estrelas". Quando o programa depois passou a ser apresentado pela Bárbara Guimarães, em 97, quem ficou com essa missão foi José António Tenente, lá está, que assumiu o comando do figurino.

E que cumpriu lindamente também. Claro que não nos podemos esquecer que esta década também foi muito produtiva em novos talentos. Temos o Nuno Baltazar, o Paulo Cravo, o Luís Buchinho, o Filipe Faísca, a Fátima Lopes, a Maria Gambina, o Miguel Flor, a Cátia Chiomara. E olha, de certeza que falta alguém que tenha dado os primeiros passos aqui nos 90.

Muitas gente, certamente. E depois tens também os nomes dos bastidores e o trabalho nos bastidores, que também se desenvolvem muito nesta altura essenciais para o crescimento do meio, como por exemplo, agências, modelos como a Central Models, fundada ainda em 89 por Toimi Romano, mas depois acabam por estar associadas a esta dinâmica. Na TV, Marialinda, programas de nicho, mas que são recordados até hoje, como o "86 186".

É verdade. E tens os modelos portugueses, que também tinham um estatuto de superestrelas na época. Há que se pensar o que acontecia lá fora.

É a época das top models também.

Tinhas a Ana Cristina Oliveira, a Sofia Aparício, a Naíma Mingas, a Sandra Teixeira, a Maria João Bajinha, a Dalila Martins, a Diana Pereira, a Anette, tantas outras.

Ganhou o Supermodel of the World em 97. Olha, no masculino também, nomes como Paulo Macedo, Paulo Pires, Pedro Lima, estes dois últimos que acabaram por transitar para a televisão.

Um percurso que acabou por acontecer muito.

Também aconteceu no feminino com a Marisa Cruz, a Catarina Furtado, a Fernanda Serrano, a Maria João Bastos, por exemplo. Enfim, podemos continuar por aqui a manhã toda ou a tarde toda, a noite toda.

E falando de modelos, não nos podemos esquecer que é em 1995 que arranca o Portugal Fashion com quatro nomes de peso internacional.

Lá está, as top internacionais.

Tivemos cá a Claudia Schiffer, a Elle Macpherson, a Carla Bruni e a Helena Christensen. No ano seguinte, a Claudia Schiffer voltou e depois a Linda Evangelista veio cair em 1998.

Uma feitura. Olha, se é para falar em momentos em que fomos internacionais, não nos podemos esquecer daquela grande polémica que parou a Moda Lisboa. Imagina que envolve quem mais? John Galliano, sempre metido em confusões. Passados 40 anos, continua metido em confusões. Parece que a organização, resumindo a história, fez o convite, mas os custos de trazer o designer eram tão elevados que criou uma discussão tão grande interna, que a edição acabou mesmo por ser cancelada e depois o evento só regressou em 94.

Olha, mas pelo menos deu uma ótima t-shirt.

Pois deu. Isso mesmo, é uma peça de culto.

Com a frase: "Quem tem medo de John Galliano?"

É verdade. Sabes do que eu tenho mais saudades também? Deste tempo, as revistas de moda. Aposto que também encontraste algumas coisas antigas nessa limpeza de sótão.

Olha, é verdade, tinha para lá umas Burdas em caixotes.

Outro clássico.

Ainda com os moldes para copiar em casa. Sim, porque os anos 90 também é uma época em que ainda existiam máquinas de costura em casa.

É verdade. Depois, entretanto, voltaram. Também temos um revivalismo. E provavelmente estes catálogos também voltaram com alguma pujança.

Mas também foi a época de outro tipo de revistas, um pouco mais vanguardistas, que quebraram padrões e regras e colocaram assuntos que eram tabu, sobretudo num país fechado e conservador. Em cima da mesa tivemos a Marie Claire, a Cosmopolitan, a Elle, a Máxima e depois a Ativa, que mudaram, de facto, o conceito que existia sobre a mulher na sociedade portuguesa.

Mais do que para lá da roupa, sim, um papel importantíssimo. Aliás, até as revistas para adolescentes chegaram a contribuir muito, creio eu, para quebrar ideias feitas. Basta ver que este mercado da adolescência e juventude, como já falámos, também se desenvolve muito nesta altura.

Tínhamos a Bravo, com as suas fotonovelas melodramáticas e os posters das estrelas do momento.

Muitos futebolistas. Pelo menos para as miúdas.

E a Super Pop também. Depois tinham sempre aqueles testes para ver se ele estava interessado, se não estava interessado. Era tudo muito à volta do amor, da sexualidade, que era de facto arrojado.

E era formação. De alguma forma, não era só divertimento, também te trazia uma marca de formação. Olha, a conclusão é que seria muito difícil nós fazermos uma coleção cápsula dos anos 90, não é?

Impossível.

Porque nós tanto temos Keds como Doc Martens, grunge como t-shirts da Fiorucci, roupa desportiva da Kappa, coisas da Quicksilver, mas depois também Hugo Boss.

E ainda temos o Fantasy Bra da Victoria's Secret, que é original.

96.

É de 96 e foi feito à medida para a Claudia Schiffer. Só que na altura era apenas mostrado em fotografia e foi numa campanha já a piscar o olho ao Natal.

Olha, de facto, este episódio podia levar-nos tanto tempo quanto as tuas arrumações no sótão.

Tenho dúvidas, porque são intermináveis as minhas arrumações. Por isso acho que é melhor é voltar para as arrumações e aos anos 90, se calhar, também.

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