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Monday, September 28, 2026

Antibióticos e álcool: afinal, pode ou não pode?

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

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Hoje vamos esclarecer uma dúvida que quase todos já tivemos: afinal, posso ou não beber um copo de vinho ou uma cerveja enquanto estou a tomar antibiótico? Dr. João, bom dia, bem-vindo.

Olá, bom dia, Maria João. Tudo bem?

Podemos?

Sim, é uma excelente pergunta e de facto é um dos dilemas mais conhecidos na medicina. Perguntam-nos muito isto nas nossas consultas.

Imagino.

Depende muito do antibiótico. Na maioria dos casos, um consumo ligeiro não afeta o efeito do antibiótico, mas há exceções graves e razões importantes para evitar o álcool enquanto estamos doentes.

Exceções graves. Então vamos começar por aí, pelas exceções. Em que situações é que é mesmo proibido beber álcool?

Em primeiro lugar, há antibióticos onde a proibição é absoluta. O exemplo principal é o metronidazol ou o tinidazol, que são antibióticos mais específicos para algumas infeções muito concretas. Mas se beber álcool enquanto toma algum destes medicamentos, até mesmo três, quatro dias depois de parar o antibiótico, pode desencadear um quadro clínico moderado ou até mesmo grave.

Que tipo de sintomas provoca essa reação?

Por exemplo, o rosto fica muito vermelho e quente, surge náuseas muito intensas, vômitos, dores abdominais, tem um aumento da frequência cardíaca, uma taquicárdia, e o coração acelera bastante. É um mal-estar mesmo muito significativo.

Ou seja, a pessoa percebe logo que alguma coisa não está bem.

Exatamente. É muito intenso. Portanto, com estes antibióticos, a regra é zero álcool. Normalmente o médico assinala isto quando prescreve algum destes medicamentos, mas na dúvida, lembrando destes medicamentos, é mesmo melhor não beber nada.

Durante e após três dias.

Três dias de terminar o tratamento.

Então, dr. João, e no caso dos antibióticos, aqueles mais habituais, como os que tomamos quando estamos com uma amigdalite ou uma infeção respiratória?

Nestes casos, os antibióticos mais comuns são, por exemplo, a amoxicilina com ácido clavulânico, ou isoladamente, ou a azitromicina, por exemplo. E aqui a evidência científica mostra-nos que o consumo moderado de álcool não afeta o efeito do antibiótico. E não existem estas reações graves que falámos anteriormente. Ainda assim, há uma questão muito prática. Estes antibióticos já têm como efeito secundário frequente alguma irritação do estômago e desarranjos gastrointestinais. Portanto, se em cima disto juntarmos o álcool, podemos agravar estas náuseas e a diarreia.

E dr. João, além da interação com o medicamento, o álcool afeta a própria recuperação da doença, por exemplo, numa infeção respiratória?

Sim, aqui vai afetar. Este é talvez o ponto mais importante. O álcool não vai anular o efeito do antibiótico, mas enfraquece temporariamente o nosso sistema imunitário. Isto vai prejudicar um pouco o trabalho das nossas células de defesa, tornando mais difícil para o organismo eliminar as bactérias e, sobretudo, vai atrasar a nossa recuperação.

Ou seja, o corpo demora mais tempo a recuperar, é isso?

Exatamente. O álcool, durante uma infeção, vai aumentar o risco do quadro se agravar. E isto vai aumentar o risco de complicações. Se o corpo já está a gastar muita energia a combater uma infeção, vamos lhe acrescentar álcool e dificuldade em metabolizar o álcool, e com isto tudo também atrasar a recuperação. Isto é um caso em que o álcool não deve ser utilizado como desinfetante.

Portanto, fica a dica bem clara. Mesmo que haja casos em que o álcool não interage com o antibiótico, o melhor para a imunidade é dar descanso ao corpo até ele estar restabelecido. É assim, dr. João?

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