Corinthians recebe sinal de avanço por quitação da Arena e espera Caixa para formalizar negócio

Encerrado o primeiro turno das eleições no Brasil, o assunto andou nesta segunda-feira, e a diretoria do Corinthians está otimista com a resolução da negociação, iniciada há meses e que se intensificou nas últimas semanas.
A expectativa no Corinthians é de que a Caixa possa confirmar que aceita assumir os naming rights do estádio, em troca de a dívida, hoje na casa dos R$ 630 milhões, ser considerada quitada.
Os dirigentes receberam também a informação de que a proposta apresentada pelo Corinthians será discutida no Conselho de Administração da Caixa.
O Corinthians espera que a Caixa formalize em breve o avanço no negócio, com a confirmação da suspensão do pagamento da dívida até que a negociação para trocar os naming rights seja efetivamente concluída.
Outra formalização esperada é sobre a devolução dos R$ 27 milhões depositados em uma conta reserva no processo de pagamento da dívida com o banco estatal.
Na semana passada, o Corinthians deixou de pagar a terceira parcela trimestral de 2026 da dívida, no valor de cerca de R$ 28 milhões, dizendo nos bastidores ter recebido o aval para suspender os pagamentos enquanto durasse a negociação.
Neo Química Arena preparada para jogo entre Corinthians e Santos — Foto: Vitor Chicarolli
A diretoria considera que os naming rights atualmente valem cerca de R$ 70 milhões por temporada, bem acima dos R$ 15 milhões anuais, corrigidos pela inflação, que a Hypera paga desde a assinatura do contrato, em 2020.
O projeto ainda envolve outros ativos, como lançamento de títulos de capitalização, transferência de toda a operação financeira do clube (contas e pagamento de salários) para a Caixa e até cartões para o programa Fiel Torcedor.
Com o valor dos naming rights pactuado entre Corinthians e Caixa, seria possível dar a dívida como quitada, já que o banco teria o direito de explorar comercialmente o nome do estádio por determinado período.
O assunto voltou à tona neste ano, em razão dessa grave crise, cuja principal motivadora, no entendimento da diretoria, é justamente a dívida da Arena. O presidente Osmar Stabile costuma repetir que o seu principal objetivo na presidência é quitar o estádio.
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