ESPN DeportesEl Porto, con Gimenez en la banca, se mide ante el sotaneroESPNHow a group of Texas students, alumni turned overnight stadium camp-outs into traditionThe Jerusalem PostSaudi pipeline attack exposes growing power of Iran-backed militias - analysisRTP DesportoLando Norris conquista pole para Grande Prémio de Espanha por 11 milésimosPunch2027: Haske dumps APC, picks Adamawa APM gov ticketוואלהגבר בן 23 נפל מסוס סמוך לתל שבע - מצבו בינוניWirtualna PolskaZastąpił Morawieckiego. Bielan nowym szefem EKRThe South AfricanWeather: Cloudy skies set to bring showers and rainDeadline‘ER’s Big Payday: How Hit Medical Drama Scored Record $13M An Episode From NBC – Book ExcerptOnet88-letnia pacjentka wypadła z okna szpitala w Koninie. Nie przeżyła upadkuANSALa benzina vola, rebus nuovi sostegni per il governo
The Daily Newsstand · Free, Always
Saturday, September 12, 2026

O groove atemporal do Jamiroquai hipnotizou o Rock in Rio 2026

Translate

Oito anos após a última passagem pelo Brasil, Jay Kay prova que acid jazz e funk não envelhecem

Kadu Soares (@kadusoares__)

COMPARTILHE WhatsApp Icon Facebook Icon Flipboard Gmail
Jamiroquai
Jay Kay lidera o Jamiroquai no Palco Sunset do Rock in Rio 2026 (Foto: Daniel Pinheiro/BrazilNews)

O Jamiroquai dispensa apresentações — mas precisa, de tempos em tempos, lembrar ao mundo que ainda está aqui. Na última sexta, 11, a banda britânica encerrou a programação do Palco Sunset do Rock in Rio 2026 e entregou exatamente o que prometia: groove contagiante, acid jazz sem prazo de validade e Jay Kay no centro de tudo — de agasalho esportivo, tênis brilhantes e um chapéu de LED piscante (ridículo em qualquer outra pessoa, mas nele funciona perfeitamente).

O público do Sunset não foi o mais numeroso da noite, em um dia dominado pelo pop coreano e pela atração principal, Stray Kids. Ainda assim, a diversidade de quem apareceu era curiosa: jovens que descobriram a banda pelo TikTok e pelo Spotify; pessoas que cresceram ouvindo “Virtual Insanity” na MTV; e pais que levaram os filhos ao festival. O que uniu todo mundo foi o balanço: quem não conhecia as faixas menos famosas dançava do mesmo jeito que quem sabia cada palavra. Esse é o poder do Jamiroquai: hipnotiza antes que a cabeça perceba o que está acontecendo.

Jay Kay entrou sem alarde e não parou mais. Durante todo o show, cruzou o palco de um lado para o outro, bateu o pé, dançou, pulou, chutou o ar, deu socos no vazio e manteve uma energia que faria artistas décadas mais novos passarem vergonha. Só quem estava lá sabe como não desabou de calor. A interação com o público foi econômica, alguns “Rock in Rioooo”, uns “Brasiiiil”, mas bastou descer para o corredor durante “Alright” e cumprimentar fãs de perto para o Palco Sunset ir ao delírio.

O setlist passeou por diferentes fases da banda. “Little L” e “Love Foolosophy”, de A Funk Odyssey (2001), exibiram o lado mais dançante e pop do grupo. Já “Space Cowboy”, do clássico Travelling Without Moving (1996), foi um dos pontos altos mais celebrados.

Além disso, o espetáculo conversou com o palco de um jeito raro. O desenho de luzes sobre Jay Kay e a estrutura do Sunset pulsavam nas mesmas cores, transformando o ambiente em um espetáculo visual que amplificava cada batida. A catarse veio com “Virtual Insanity”: trinta anos depois do lançamento, a música continua capaz de roubar a atenção de qualquer um.

O Jamiroquai não foi ao Rock in Rio para provar nada — e nem precisava. Veio para aproveitar e fez todo mundo dançar junto.

+++LEIA MAIS: Slipmami analisa revolução das mulheres no rap e revela paixão por games: ‘Hoje eu consigo’

+++LEIA MAIS: Guilherme Arantes destaca ‘afinidades’ com Roupa Nova após Rock in Rio

Kadu Soares (@kadusoares__)

Kadu Soares é formado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, possui um perfil no TikTok e um blog no Substack, onde faz reviews de projetos musicais.

View the original on Rolling Stone Brasil

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.