Presidente do Comercial prega cautela com metas esportivas em possível SAF

Com a possibilidade de o Comercial se transformar em Sociedade Anônima do Futebol (SAF), a diretoria do clube evitou detalhar metas esportivas na parceria com a empresa Alliance Football, dos empresários Eliel Fraga e Caian Oliveira.
A meta inicial da gestão é estruturar o futebol alvinegro para conquistar o acesso imediato na Série A4 do Campeonato Paulista e construir uma base para as disputas da Copa Paulista e da Série A3 nas temporadas seguintes.
A proposta prevê a divisão de ações em 90% para a Alliance Football e 10% para o clube associação. A oferta envolve investimentos projetados em R$ 300 milhões ao longo de dez anos – montante que pode incluir parcerias com terceiros –, além do repasse do aluguel do estádio Palma Travassos à empresa, com possibilidade de renegociação de receitas futuras. A aprovação no Conselho, que pode acontecer ainda em setembro, dará início ao processo de due diligence para auditoria das garantias e da dívida comercialina, estimada em R$ 42 milhões.
Estádio Palma Travassos, do Comercial, em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Fábio Marchiselli/CBN Ribeirão
Apesar de desenhar os passos da equipe dentro de campo, o presidente Wesley Rios ressaltou as dificuldades competitivas do futebol paulista.
– É muito difícil dizer. Obviamente, a intenção é montar um time supercompetitivo na Série A4, já conseguir o acesso na A4, ter essa base e reforçar o elenco para uma Copa Paulista, ter o time da Copa Paulista já para uma Série A3 do próximo ano. Esse já seria o planejamento até o segundo ano. Mas, às vezes, a gente pode bater na trave, na A4. Então, é muito difícil hoje prometer, fazer um planejamento de resultados – declarou o dirigente.
O mandatário alvinegro reforçou que o compromisso da nova gestão terá foco na capacidade de montagem de times fortes para disputar as primeiras colocações.
– Se você pegar todas as propostas de resultados e planejamentos que tem em todos os clubes, todo mundo fala que vai subir, mas só sobem dois clubes [por ano]. É muito difícil, mas o que a gente sempre vai fazer é cobrar que o Comercial tenha times competitivos e a gente consiga brigar sempre – completou Wesley Rios.
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