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Sunday, September 20, 2026

Batidas em postes crescem até 171% na região de Campinas; saiba quem paga o reparo

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Além dos transtornos com a falta de energia elétrica, os motoristas identificados como causadores das colisões precisam arcar com o prejuízo da troca da estrutura, que custa em média R$ 6 mil.

De acordo com levantamentos das concessionárias Neoenergia Elektro e CPFL, diversos municípios registraram alta nas ocorrências. Valinhos lidera o ranking percentual da região. Veja os dados:

  • Valinhos: aumento de 171% (19 casos no primeiro semestre).
  • Mogi Mirim: alta de mais de 30% (26 batidas de janeiro a 10 de setembro de 2025, contra 34 no mesmo período deste ano).
  • Monte Mor: aumento de quase 17%.

Na contramão da região, Campinas teve uma queda de quase 10% no número de acidentes com postes entre os meses de janeiro e junho.

O gerente do Centro de Operações da Neoenergia Elektro, José Aparecido da Silva, explica que as colisões costumam ocorrer em vias de trânsito rápido, durante a noite ou em dias de chuva, mas que a principal causa é a imprudência.

"Um evento desse traz um prejuízo, vem a quebra do poste, a quebra de muitos condutores elétricos. E esse prejuízo gira em torno de uma média de R$ 6 mil em cada ponto", afirma.

A concessionária possui um processo para identificar o condutor do veículo e enviar a cobrança do conserto. Moradores que tiverem equipamentos elétricos danificados pela queda de energia causada pela batida também podem acionar a distribuidora.

Após análise de procedência, o valor do ressarcimento é incluído na conta enviada ao motorista responsável.

Batidas em postes crescem até 171% na região de Campinas — Foto: Reprodução/EPTV

Transtornos

Em Mogi Mirim (SP), o aposentado José Beraldo sentiu os impactos de um acidente desse tipo. Um caminhão atingiu o poste perto da casa dele, danificando a estrutura e deixando a residência sem energia.

Segundo o morador, a troca demorou mais de um ano para ser feita e o serviço não foi totalmente concluído.

"O poste está solto e está balançando agora, perigoso cair. E a parte de fiação de cima está tudo solto", relata.

A EPTV, afiliada da TV Globo, perguntou à Neoenergia Elektro sobre os problemas apontados por José Beraldo, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.

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