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Tuesday, October 6, 2026

13h. França. Ministro lamenta protestos estudantis violentos

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Boa tarde. Está a começar o Jornal da Uma com a edição do Miguel Vilela. Miguel, já vamos mergulhar na tumultuosa atualidade política em Espanha, mas começamos este jornal com a intervenção do primeiro-ministro na sessão plenária do Parlamento Europeu. Luís Montenegro recusa pedinchices, mas pressiona Bruxelas a não cortar nos fundos europeus destinados à agricultura e à coesão.

Numa altura em que está a ser negociado o próximo quadro comunitário de apoio, que vai vigorar entre 2028 e 2034. O chefe de governo teme o que aí pode vir, tendo também em conta, Miguel Vilela Dias, a vontade dos países que mais contribuem para o orçamento comunitário de desembolsarem menos.

Momentos antes de entrar no Hemiciclo, Luís Montenegro disse estar preocupado com o próximo quadro de financiamento, mas já em frente aos eurodeputados, avisou.

Portugal não encara o quadro financeiro plurianual como um concurso de pedinchices.

E respondeu diretamente aos países frugais que querem cortar nos fundos comunitários.

A contribuição portuguesa para o orçamento da União é superior às contribuições dos Estados-membros ditos frugais. Há que reconhecer uma coisa simples: dar 10 de 100 é muito mais do que dar 50 de 1000.

Luís Montenegro, que deixou sugestões para a mudança do cálculo dos fundos com uma conclusão sobre a forma como a Europa deve atuar.

A nossa resposta não pode ser apenas tecnocrática, tem de ser política, tem de ser concreta, tem de ser sentida na vida dos europeus.

O primeiro-ministro que pediu respostas concretas, primeiro para o aumento do preço dos combustíveis.

Temos de pôr cobro a uma espécie de masoquismo coletivo que está a causar danos a todos. A crise com o abastecimento e o preço do petróleo e, por via dele, dos combustíveis e, por via deles, de outros bens essenciais à vida das pessoas e das empresas, está a prejudicar todos. E como está a prejudicar todos, é também coletivamente que temos de encontrar respostas.

Montenegro quer um modelo internacional para calcular o preço dos combustíveis e na habitação, menos papelada e mais dinheiro.

Seria também aqui muito útil que a nível europeu pudéssemos ter uma resposta complementar, contribuindo através da simplificação de procedimentos e regulação e da mobilização de financiamento.

O primeiro-ministro, que criticou ainda as lágrimas de crocodilo do PS sobre este tema no primeiro discurso no Parlamento Europeu, em Estrasburgo.

Miguel Vilela Dias aqui com algumas das mensagens expressas pelo primeiro-ministro no Parlamento Europeu esta manhã.

E a eurodeputada socialista Marta Temido deixou alguns reparos a esta intervenção.

Em particular às considerações feitas por Luís Montenegro sobre as dificuldades de acesso à habitação.

No passado, considerou que este era um problema de cada país. Continua hoje a achar, e depois daquilo que nos disse hoje, que a União não tem nenhum papel nesta crise que tanto afeta todos. Recordo que em Portugal uma das políticas do atual governo foi colocar o teto de uma renda moderada em € 2.300, o dobro daquilo que esta eurodeputada paga por uma renda em Bruxelas.

A crítica de Marta Temido à política seguida pelo governo no setor da habitação. Já António Tajer Correia, eurodeputado eleito pelo Chega, aproveitou a oportunidade para questionar o apoio do governo português ao atual presidente do Conselho Europeu.

Como justifica o seu apoio a António Costa para a presidência do Conselho, a pessoa que deixou Portugal num estado calamitoso em termos de coesão? Falemos agora da nossa capacidade de produzir. Desde que entrámos na CEE, perdemos 64% das capturas de pescado, perdemos mais de 62 da frota pesqueira. Produzíamos cerca de 60% das nossas necessidades de trigo, agora produzimos 5%. Mas temos painéis solares. Faz-se uma excelente cozido à portuguesa com painéis solares.

A ironia de António Tajer Correia. Pela Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo lamentou a falta de reformas e Catarina Martins e João Oliveira, do Bloco e do PCP, criticaram o governo pela cedência da Base das Lajes, no âmbito da intervenção militar dos Estados Unidos no Irão.

E Luís Montenegro afasta a possibilidade do PS recuar na viabilização do Orçamento do Estado por causa da lei das rendas.

Uma resposta ao pedido ontem feito pelo secretário-geral do PS à margem da cerimônia oficial do cinco de outubro. José Luís Carneiro pediu isso mesmo, que o governo abandone a proposta de revisão da lei do arrendamento com o Chega. Luís Montenegro respondeu.

Não tem nenhuma ligação com outras iniciativas legislativas que estão neste momento em apreciação na Assembleia da República. O Partido Socialista decidiu radicar-se numa posição fechada e votou contra. Nós, naturalmente, estaremos nesta fase mais disponíveis para dialogar com quem quer viabilizar, não é com quem quer votar contra, isso não existe. A menos que o Partido Socialista diga que quer aprovar a lei.

Luís Montenegro, em reação ao pedido ontem feito por José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, pede ao governo que abandone a negociação em torno da nova lei das rendas com o Chega.

E o ministro da Educação francês lamenta a violência nos protestos estudantis em França. Fala numa situação nunca antes vista.

Quase três semanas de protestos que terminam hoje. É pelo menos essa a expectativa. Está prevista uma manifestação final em Paris, a capital. São esperadas milhares de pessoas. O resultado das manifestações, para já, centenas de escolas que sofreram danos. Há mais de 200 feridos entre alunos e funcionários. O ministro francês da Educação, Édouard de Jeoffrey, fala numa situação nunca antes vista em França. Em entrevista a uma rádio gaulesa, o ministro diz que a prioridade tem que ser o fim da violência, que considera inqualificável.

Há situações de violência extrema no interior destas manifestações e, desde o início, apelei ao diálogo. Aplei, precisamente, a que não fossem incentivados os bloqueios, porque logo nos primeiros dias vimos elementos extremamente violentos infiltrarem-se nos movimentos estudantis. Vimos agressões à polícia com tudo o que tinham disponível. Há comportamentos que são de uma violência absolutamente inqualificável.

O ministro da Educação de França fala numa situação inédita. A França está a ferro e fogo há quase três semanas, tendo por base estes protestos promovidos por estudantes do ensino secundário. Milhares de alunos saíram às ruas para exigirem melhores condições, chamar a atenção para os problemas que enfrentam. Há mais de 500 escolas fechadas por ordem do governo. Vários estabelecimentos de ensino foram vandalizados. Os protestos resultaram ainda em milhares de detenções e mais de 300 feridos entre alunos e funcionários dos estabelecimentos de ensino.

E Miguel, já é conhecido o vencedor do Prêmio Nobel da Física deste ano.

Sim, o físico belga Francis Hauzen é o vencedor da edição deste ano. É distinguido pela descoberta de neutrinos, ou seja, partículas elementares que não possuem carga elétrica, altamente energéticas e de origem astrofísica. O observador conversou com José Maneira, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Sublinha que Francis Hauzen inaugurou o campo da astronomia de neutrinos.

Uma das grandes vantagens dos neutrinos é serem partículas que são neutras e, portanto, não sofrem desvios de campos magnéticos, não são absorvidos por poeiras interestelares, etc. E, portanto, se nós detectarmos a direção desses neutrinos, estamos a fazer apontar para uma determinada direção no espaço. E os resultados da experiência confirmam que foram observados neutrinos dessas energias muito elevadas, que as direções são compatíveis com observações feitas, por exemplo, no espectro visível também. E, portanto, inaugurou o novo campo, que é o campo basicamente da astronomia de neutrino.

Explicação do professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, José Maneira, entrevistado pelo jornalista Carlos Pedro Francis Hauzen. É o distinguido deste ano com o Prêmio Nobel de Física.

E na Alemanha foi detido esta manhã o antigo chefe dos serviços secretos, suspeito de traição ao Estado.

Algo stunning, que liderou o BND, assim se designa o serviço secreto alemão, entre 1998 e 2005, está sendo investigado por espionagem, por alegadamente ter passado informações a um serviço secreto estrangeiro que não é identificado. Foi também detido um outro alto funcionário da secreta alemã que, segundo noticia o "Der Spiegel", passou centenas de documentos classificados a Henning, a troco de dinheiro. Os dois vão ser presentes a um juiz ou hoje ou amanhã. A editora de política do "Der Spiegel" considera que este é o maior escândalo de espionagem do século na Alemanha.

Uma hora e nove minutos, Miguel, que outras notícias vão marcando a atualidade esta terça-feira.

"Uma questão de humanidade" é a expressão usada pelo chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez. Justifica desta forma a aprovação esta manhã, em Conselho de Ministros, de 21 medidas relacionadas com o mercado de habitação. Algumas destas medidas resultam de ligeiras alterações aos decretos que foram chumbados na passada sexta-feira pelo Congresso, com os votos contra do Partido Popular, Vox e Juntos pela Catalunha. Sánchez argumenta que é imperioso intervir, diz que os preços praticados ultrapassam em muito o que resulta da lei da oferta e da procura. Ainda em Espanha, o Tribunal Constitucional ordena ao Supremo Tribunal que anistie os políticos catalães acusados de peculato por uso de dinheiro público no âmbito do processo de independência da Catalunha. É uma decisão que abre caminho ao regresso de Carlo Puigesmont, antigo chefe do governo da Catalunha, exilado há vários anos. Um incêndio urbano no Montijo fez um morto e um ferido grave. As chamas deflagraram hoje de manhã, no primeiro andar de um prédio na Rua José Joaquim Marques. A Proteção Civil de Setúbal indica à Agência Lusa que o alerta foi dado por volta das 9h. O fogo foi rapidamente extinto. O ferido grave foi transportado para o Hospital do Barreiro. Para o local foram mobilizados cerca de 30 operacionais apoiados por 10 viaturas.

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