Luiza Ambiel: 'Posso ser liberal sexualmente, mas sentimento é diferente'

Ex-Banheira do Gugu e criadora de conteúdo adulto afirma que produção profissional não define a forma como escolhe viver seus relacionamentos
Luiza Ambiel, de 54 anos, não vê contradição entre trabalhar com conteúdo adulto e manter limites bem definidos na vida amorosa. Ex-garota da Banheira do Gugu, a atriz e influenciadora conta que costuma ser abordada por pessoas que presumem que, por causa de seu trabalho, ela estaria aberta a qualquer tipo de dinâmica afetiva — inclusive relacionamentos não monogâmicos.
“Uma coisa é o que eu produzo profissionalmente, outra é como eu escolho viver meus relacionamentos”, afirma.
Segundo Luiza, a ideia de que ela necessariamente aceitaria uma relação aberta aparece com frequência, mas as abordagens partem principalmente de mulheres e casais. “Tem homem que chega achando que eu vou aceitar qualquer dinâmica porque produzo conteúdo adulto, mas, na verdade, quem mais costuma falar comigo sobre isso são mulheres e casais. É como se criar conteúdo adulto significasse automaticamente que você não sente ciúmes ou não pode ser monogâmica. E uma coisa não tem nada a ver com a outra”, explica.
A atriz conta que sua relação com o sexo mudou ao longo dos anos e que hoje se considera mais aberta a experimentar diferentes possibilidades, desde que exista diálogo e acordo entre as pessoas envolvidas.
“Minha cabeça abriu muito e eu posso ser liberal sexualmente, dependendo da situação. Mas sentimento é diferente”, diz.
Para Luiza, a principal diferença está justamente entre uma experiência sexual e o vínculo afetivo construído com outra pessoa. “Beijo, abraço, carinho, querer cuidar e se preocupar com a outra pessoa são coisas que eu não consigo dividir”, afirma.
É nesse contexto que Luiza se define como uma “monogâmica liberal”. Para ela, a liberdade dentro de um relacionamento pode existir no âmbito sexual, sem que isso signifique abrir mão da exclusividade emocional.
“Sexo pode ser conversado e até liberado dependendo do acordo. O que eu não libero é o sentimento. Posso experimentar, ter fantasias e trabalhar com conteúdo adulto, mas a parte afetiva é outra coisa. Para mim, é aí que está a exclusividade”, conclui.
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