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Friday, October 2, 2026

Os 5 melhores álbuns de todos os tempos, segundo Alex Lifeson, do Rush

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Em entrevista, o guitarrista revelou os álbuns que moldaram seu estilo e sua visão sobre o instrumento

Kadu Soares (@kadusoares__)

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Alex Lifeson
Alex Lifeson, do Rush, durante a turnê ‘Rush: Fifty Something’, em julho de 2026 (Foto: Gary Miller/Getty Images)

Alex Lifeson — nascido Aleksandar Živojinović em 27 de agosto de 1953, em Fernie, no Canadá, filho de imigrantes sérvios — foi o único integrante a permanecer no Rush durante toda a trajetória da banda, desde a formação original, em 1968, até o encerramento das atividades, em 2018. Sua guitarra conduziu um dos projetos mais ambiciosos do rock progressivo: do rock pesado do álbum de estreia ao uso de sintetizadores em Signals (1982), passando pela épica suíte de 2112 (1976) e pela força polirrítmica de Permanent Waves (1980). Em entrevista à Guitar Tricks Insider (via Cygnus e FarOut Magazine), em 2018, Lifeson revelou cinco álbuns essenciais para sua formação, uma lista que ajuda a entender como o guitarrista chegou a um som tão singular e difícil de classificar.

O álbum que abre a lista é Electric Ladyland (1968), do The Jimi Hendrix Experience, o único álbum duplo de Jimi Hendrix lançado em vida e, para Lifeson, representa algo quase inexplicável. “Esta é uma das canções e arranjos mais bonitos já gravados. Hendrix pegou uma música folk de Bob Dylan e a transformou em uma sinfonia. A guitarra acústica nessa música tem uma compressão tão bela. Ela não te bate; ela te acaricia. Essa música agarra seu coração e vai embora com ele. Soa diferente de qualquer coisa que alguém já fez. Essa era a magia de Hendrix: mesmo que você copiasse o que ele gravou e tentasse tocar como ele, nunca seria igual”.

O segundo nome da lista, Jeff Beck, representa outro tipo de excelência. Blow by Blow (1975), álbum instrumental, consolidou Beck como referência da fusão entre jazz e rock e de uma abordagem melódica da guitarra. Lifeson nunca escondeu sua admiração: “Jeff Beck tem um timbre como ninguém mais, talvez porque não toque muito com palheta. Ele também tem uma mão esquerda muito forte e consegue mover as cordas quase sem esforço”. Após a morte de Beck, em 2023, Lifeson prestou homenagem ao guitarrista.

As duas posições seguintes revelam a influência decisiva do rock progressivo britânico sobre Lifeson. Discipline (1981), do King Crimson, marcou o retorno da banda após seis anos de inatividade, com uma formação renovada: Robert Fripp e Bill Bruford ao lado de Adrian Belew e Tony Levin. O álbum combina polirritmias complexas, guitarras em contraponto e o Chapman Stick de Levin em uma arquitetura sonora que antecipou novos caminhos para o rock progressivo nos anos 1980. Na sequência vem Feels Good to Me (1978), álbum solo de estreia do baterista Bill Bruford, que também integrava o King Crimson. Este foi o primeiro disco solo do baterista Bill Bruford — o mesmo que integrava o King Crimson de Discipline — e representou uma virada para o jazz-rock de fusão. O álbum colocava as composições de Bruford em diálogo com músicos como o guitarrista Allan Holdsworth e a vocalista Annette Peacock, criando uma sonoridade que, para muitos críticos, era tão rigorosa quanto emotiva.

A lista termina com Voyage of the Acolyte (1975), álbum solo de estreia do guitarrista Steve Hackett, então integrante do Genesis. Lifeson destacou a importância de Hackett: “Steve Hackett é tão articulado e melódico, preciso e fluido. Acho que foi durante nosso período de Caress of Steel que mais me influenciei por ele. Há até um solo naquele álbum que é quase uma cópia direta do estilo dele. É um dos meus favoritos, chamado “No One at the Bridge””, disse à revista Guitar.

Juntos, os cinco discos traçam um mapa das influências que ajudaram Lifeson a encontrar sua própria linguagem: blues elétrico, virtuosismo introspectivo, polirritmia intelectual e o melodismo preciso do rock progressivo britânico. Ao combinar essas referências, criou um som que não se parecia com nenhum deles — mas que não existiria sem todos.

Os cinco álbuns favoritos de Alex Lifeson

The Jimi Hendrix Experience — Electric Ladyland (1968)

Jeff Beck — Blow by Blow (1975)

King Crimson — Discipline (1981)

Bill Bruford — Feels Good to Me (1978)

Steve Hackett — Voyage of the Acolyte (1975)

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Kadu Soares (@kadusoares__)

Kadu Soares é formado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, possui um perfil no TikTok e um blog no Substack, onde faz reviews de projetos musicais.

TAGS: alex lifeson, Bill Bruford, Jeff Beck, Jimi Hendrix, king crimson, rush, steve hackett
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