Larissa Riquelme, musa do Paraguai na Copa, desabafa após ter dinheiro bloqueado em banco: 'Anos de trabalho'; entenda

Larissa Riquelme, de 41 anos, conhecida como musa da seleção paraguaia na Copa do Mundo de 2010, é uma das milhões de pessoas afetadas pela crise do Ueno Bank. Considerado o principal banco digital do Paraguai, a instituição teve as operações suspensas pelo Banco Central do país na última segunda-feira (2), prejudicando correntistas e investidores.
Em entrevista ao Band Entretê, a modelo contou que o impacto do colapso bancário em sua vida pessoal é duplo: além de ter dinheiro e uma aplicação de renda fixa bloqueados na instituição, ela era contratada da VMedia, empresa de comunicação do mesmo grupo que controlava o banco.
“Mais de 300 funcionários foram desligados. Temos participado de manifestações e estamos vivendo dias de muita preocupação e incerteza”, disse Larissa.
Segundo ela, embora tenha outras fontes de renda e conta em outro banco, boa parte de seus rendimentos estaria concentrada no Ueno. “Sou afetada profissional e financeiramente, porque também abri mão de outras oportunidades para me dedicar à empresa”, apontou. Até o momento, ela ainda não teria recebido notificação formal de desligamento da VMedia.
Sobre os próximos passos, a modelo revelou que as informações ainda são escassas. “Tomamos conhecimento da situação por meio do Ministério Público, e alguns colegas receberam avisos, mas poucos foram formalmente notificados. Inicialmente, nos falaram de um prazo de 90 dias, durante o qual deveríamos aguardar novas informações”, explicou.
A aflição, segundo ela, não parte apenas da esfera pessoal, mas também com o sonho financeiro de milhões de conterrâneos.
“Estamos falando de dinheiro que representa anos de trabalho e planejamento. No meu caso, também tenho um investimento e estou aguardando informações oficiais sobre os próximos passos.”
Entenda a crise do Ueno Bank
Nesta semana, o Ueno Bank entrou em processo de resolução — medida do Banco Central do Paraguai para intervir na instituição — após a constatação de que seu índice de solvência estava abaixo de 50% do mínimo exigido por lei.
Com cerca de 3 milhões de clientes em um país de aproximadamente 6,5 milhões de habitantes, a crise deixou correntistas sem acesso aos depósitos, provocou protestos em Assunção e levou à renúncia do presidente do Paraguai, Santiago Peña, na tarde desta quinta-feira (5).
Além disso, o Ministério Público abriu investigação sobre a situação financeira do banco, e oito executivos da instituição foram detidos.
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