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Sunday, October 25, 2026

As notícias da 1h

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Boa noite, meu nome é Maria Miguel Marques, vamos às notícias. Começamos nas manifestações, tanto em Lisboa como no Porto. A PSP pediu aos manifestantes para retirarem as tendas. As ordens das autoridades a esta hora são que as pessoas podem ficar, mas as tendas têm de sair agora. Estes últimos minutos foram marcados por alguma tensão, isto porque a polícia fez um aviso e falou diretamente com os manifestantes. Na Praça do Rossio está o jornalista David Biléu. David, depois deste aviso, qual é a posição dos manifestantes?

Não existem sinais de desmobilização aqui na Praça do Rossio. É verdade que a PSP avisou, voltou a avisar os manifestantes de que as tendas não podem ficar aqui durante a noite, apenas as pessoas. Mas a verdade é que não há sinais de desmobilização. Ouvimos aqui, inclusivamente, junto ao sítio de onde ocorreu a assembleia popular, declarações de uma das porta-vozes em megafone a dizer que o movimento, os manifestantes, pedirem à polícia que respeite o direito público de estarem neste espaço e a pedirem uma justificação escrita formal por parte da PSP pra justificar a remoção das tendas. Ouvimos também um dos porta-vozes deste movimento, o Tiago Gonçalves, que diz que a posição da PSP é incongruente.

Sim, o que acontece é que a PSP alega e escuda-se numa lei de 74, que diz que não pode ter nenhum tipo de manifestação desde a meia-noite e meia até às seis da manhã. A questão é que a própria PSP é incongruente com essa ação, porque no outro dia, às oito da manhã, estavam aqui a tentar retirar tendas. Portanto, não se percebe bem o que é que ficamos e a PSP também não está a conseguir explicar muito bem.

Aqui a posição de um dos porta-vozes deste movimento, Tiago Gonçalves. Neste momento, aguardamos pra ver qual a reação dos manifestantes e também qual vai ser a reação da PSP, Maria.

O jornalista David Biléu está na Praça do Rossio, dá conta do aviso da PSP, que foi feito pouco antes da meia-noite e meia.

Se a manifestação continuar após a meia-noite e trinta, nós vamos ordenar que dispersem. Se as tendas se mantiverem a partir da meia-noite e trinta, nós vamos retirar as tendas. Se alguém desobedecer às ordens que foram dadas, vamos culminar o crime de desobediência e vamos aplicar a lei.

O aviso da PSP dado aos manifestantes do Rossio há momentos. Já no Porto, também a manifestação na Praça Dom João I se espera uma pernoite. Lá está o repórter do Observador, Miguel Pinheiro Correia. Miguel, a PSP já falou com o advogado do movimento, certo?

Está aqui, na Praça Dom João Primeiro, não diria tensão, mas, se calhar, alguma ansiedade. Até há pouco havia muita música e muito movimento e, de repente, percebemos, e foram-se apercebendo também os manifestantes aqui presentes, desse diálogo entre o advogado Tiago Machado e também a polícia. A polícia, que entretanto, se foi posicionando em maior número aqui ao redor da Praça Dom João Primeiro, na expectativa de uma eventual ação, mas, antes disso, e como primeiro confirmou a PSP, terá que haver lugar a algum diálogo e foi isso que foi acontecendo. Explicaram, precisamente, a Tiago Machado, o advogado do movimento, que os manifestantes poderão continuar aqui na Praça Dom João Primeiro, mas sem tendas, e que se mantendo as tendas aqui na Praça Dom João Primeiro, a polícia então terá que atuar. Foi esse o diálogo que foi sendo encetado entre o movimento, pela voz do advogado Tiago Machado, e também da polícia, que, como eu dizia, foi se reforçando aqui em número na Praça Dom João Primeiro e, entretanto, a PSP, o intendente Pedro Colaço, falou aos jornalistas e explicou precisamente esse diálogo.

Vamos averiguar, vamos dar-lhes mais tempo para eles pensarem melhor, pra conversarem entre eles, para sensibilizarem os colegas deles, para que, de forma ordeira, pacífica, possam retirar as tendas.

É esse o apelo que tem sido feito pela PSP, esse diálogo, essa conversa pacífica que poderá levar a que, então, sejam retiradas as tendas sem qualquer ação mais violenta ou mais presente, mais musculada da Polícia de Segurança Pública e, por isso, tem havido esse diálogo e, de um momento pro outro, assim que os manifestantes se aperceberam de que essas conversas estão a ter lugar, houve maior silêncio aqui na praça, estão expectantes, à espera também dessa solução, desse resultado, sendo que, do lado do movimento, os porta-vozes, a explicação que vão dando é de que terão que avaliar em conjunto a resposta que terão, mas, como também referiu o intendente Pedro Colaço aqui aos jornalistas, referindo também uma mensagem que também já foi manifestada por Pedro Duarte, o presidente da Câmara do Porto, a Praça Dom João Primeiro não é um parque de campismo.

Isto não é um parque de campismo. Os parques de campismo é o local onde as pessoas podem colocar tendas. Se eventualmente eles não as retirarem depois do prazo que nós lhes demos, estão a cometer um crime de desobediência e a polícia terá que agir em conformidade, como o que aconteceu há uns dias atrás.

E por isso mesmo, a polícia conversou também com um dos promotores desta manifestação, um dos organizadores desta manifestação, falou também com o advogado e é nessa expectativa que agora nos encontramos aqui na Praça Dom João Primeiro, perceber se, entretanto, os manifestantes tomarão uma decisão, se vão retirar as tendas ou se, por outro lado, vão opor-se à ação da polícia, sendo que a polícia referiu querem resolver este assunto pela via do diálogo e que até haver uma ação, farão os devidos avisos necessários e também será mantido este diálogo com os manifestantes.

O repórter do Observador, Miguel Pinheiro Correia, na Praça D. João I, dá conta de um diálogo entre a polícia e os manifestantes. O líder do Partido Socialista diz que está em solidariedade com os manifestantes e José Luís Carneiro critica o silêncio do primeiro-ministro. O secretário-geral do PS falava aos jornalistas em Coimbra. Carneiro diz que Luís Montenegro devia dar a cara ao país.

Aquilo que eu tenho ouvido desses manifestantes é que, fundamentalmente, querem que o primeiro-ministro meta na gaveta a nova lei das rendas, porque as pessoas perceberam, como qualquer pessoa percebe que olhe para aquela lei, que esta é uma lei que vai facilitar os despejos. É incompreensível, sobretudo o silêncio do primeiro-ministro. Era muito importante que o primeiro-ministro aparecesse ao país, dar a cara, explicar quais são os seus objetivos para responder à crise da habitação.

São declarações de José Luís Carneiro à RTP. O líder socialista rejeita também responsabilidades de anteriores governos do PS no setor da habitação e do arrendamento. E não há protestos só em Lisboa e no Porto. As manifestações estão espalhadas um pouco por todo o país. Cerca de duas centenas de pessoas estão em Coimbra, na Praça 8 de Maio, pedem que a nova lei do arrendamento não avance. Além da concentração, está ainda agendada uma assembleia popular organizada pela Plataforma Habitação Coimbra e em Faro, cerca de uma centena de pessoas desceram à Avenida 5 de Outubro. Os manifestantes estão na Praça da Liberdade, onde vão realizar também uma acampada e uma assembleia popular, à semelhança do que tem acontecido um pouco por todo o país. E as manifestações estão também a surgir em toda a Europa. Na Catalunha, em Barcelona, os manifestantes partiram lojas e vandalizaram a cidade, atos de vandalismo que resultaram em 100 detidos, 27 desses detidos a serem menores de idade. É o que indica o jornal "El Confidencial". Os distúrbios tomaram conta da Plaza Catalunha por causa da violência das manifestações. Várias pessoas ficaram presas dentro de uma loja do El Corte Inglés de Barcelona, depois da loja fechar por razões de segurança. Em França, quase mil pessoas foram detidas também nas manifestações de hoje. O número que vai aumentar, é pelo menos isso que adianta o governo francês. O ministro do Interior, Laurent Núñez, acusou grupos de extrema-esquerda de procurarem confrontos com a polícia no final da manifestação em Paris e de estarem a saquear lojas. De acordo com o governante, eram 500 pessoas. As forças de segurança tiveram de recorrer a canhões de água e bombas de gás lacrimogêneo para responder aos ataques dos manifestantes, que, segundo a Polícia de Paris, já foram dispersos. Durante a tarde, mais de 400 mil pessoas saíram às ruas da capital francesa, não tendo havido incidente maior a registrar até o final da marcha. Falamos ainda do Futebol Clube do Porto, que venceu o Gil Vicente por 1 x 0 e soma a nona vitória em nove jogos na Liga. Primeira vez desde que as vitórias valem três pontos. Os azuis e brancos vinham de dois jogos seguidos a perder para a Liga das Campeões. E o golo de Borja Sáenz, na segunda parte, evitou agravar a crise. Francesco Farioli assume que era importante a vitória, ainda para mais contra uma equipa difícil, como o Gil Vicente.

Foi muito importante ter uma boa reação após a derrota na Liga dos Campeões, com uma performance com muita atitude, mas acima de tudo, conseguir mais três pontos e chegar aos 27.

O técnico dos Dragões, Francesco Farioli, em declarações após a vitória do Futebol Clube do Porto em Barcelos por 1 x 0. Ponto final neste primeiro jornal da uma da manhã, isto porque regressamos à hora de inverno. O relógio anda para trás esta noite. Dentro de uma hora será de novo uma da manhã. Por enquanto, a informação está de regresso aqui na Rádio Observadores, à 13h30.

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