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Sunday, October 25, 2026

Porto isolado, Sporting joga hoje e há El Clásico na La Liga

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O Futebol Clube do Porto passou no teste de Barcelos. Venceu ontem o Gil Vicente por 1 x 0, gol de Borja Sainz. Mantém-se assim invencível no campeonato. Nove jogos, nove vitórias, 27 pontos. Mais logo há Sporting x Académico de Viseu, com o Sporting a querer também retomar o caminho das vitórias depois do desaire europeu frente ao LASK. Para comentar a atualidade desportiva, tenho hoje comigo Gabriel Alves, João Castro, Luís Pinto Coelho e Pedro Henriques. Muito bom dia, campeões. Luís Pinto Coelho, começaria por ti, por uma análise a essa vitória ontem do Futebol Clube do Porto frente ao Gil Vicente. Foi melhor o resultado que a exibição do Porto, Luís?

Olá, bom dia. Sim, foi melhor o resultado que a exibição. Obviamente que o mais importante foi conseguido e principalmente responder a um ciclo de duas derrotas na Champions, mas não foi uma exibição brilhante. Mas também há um contexto a analisar, que é contra um bom adversário, obviamente, que jogava em casa, com um bom treinador, uma equipa bem orientada. O Porto também tem tido um pouco de azar com a questão de algumas lesões. Ontem foi o Piotrowski que no aquecimento também se lesionou, o Evanilson também está fora. Todo esse contexto, obviamente, e a pressão de reagir às duas derrotas, também tem que ser analisado. Mas acho que o Porto ganha bem, foi a melhor equipa, mas não foi uma grande exibição, foi uma exibição suficiente, mas o mais importante foi conseguido e o Porto consegue nove vitórias no campeonato.

É um marco histórico também.

Sim, é um feito histórico e que pressiona em muito os adversários, que vamos ver o resultado, quer hoje do Sporting, quer amanhã do Benfica.

Já aqui tínhamos olhado também para esses encontros, os três grandes jogam com três sensações desta Primeira Liga. João Castro, consideras que tem vindo a cair a qualidade do futebol do Porto? São boas notícias para os adversários, isto caso consigam fazer o que lhes compete, claro.

Olha, bom dia. A questão é que o Porto vai continuando a ganhar. Eu acho que isso era o principal objetivo do Porto pra ontem. Uma equipa muito bem orientada pelo Espírito do Gil Vicente, é uma equipa muito difícil, defende muito bem, tem boas combinações de saída. Como vimos na primeira parte, o Gil Vicente, embora não criando grandes oportunidades, chegou a ter jogadas que podiam criar realmente grandes oportunidades, mas acho que se viram sempre mal no último terço. E o Porto foi sempre isto. Ou seja, é uma equipa muito combativa, mesmo nestes jogos que se tornam difíceis, acaba por desbloquear. Uma bola parada, mas é um Porto muito mais acutilante na segunda parte, que pressiona mais e não deixa o Gil Vicente sair, que eu acho que esse foi o segredo. Na segunda parte, não deixou o Gil Vicente fazer o que fez na primeira parte. Foi avolumando o caudal ofensivo, até com a entrada do Samu a ajudar a ter ali realmente uma avançada mais possante e depois o Sainz, que jogou porque o Piotrowski não jogou. É o destino. Acaba por desbloquear realmente a partida. Lá está, o Porto, eu já disse, às vezes é curto pra Champions em termos ofensivos, mas pro campeonato acaba sempre por marcar um golito e acaba por conseguir, porque depois tem mérito também na forma como defende, sobretudo a nível nacional. E, portanto, é um líder claramente justo. Eu acho que poucos, se calhar os outros grandes, vão ter muitos resultados em Barcelos também. E o Porto, a verdade é que desbloqueia essa deslocação, que realmente era difícil. E portanto, nove jogos, nove vitórias, é realmente impressionante.

Gabriel Alves, muito bom dia. Há aqui um dado curioso, quando Zaidu joga, o Porto não sofre gols e ontem se calhar foi de novo a chave para estes três pontos ter conseguido voltar a essa coesão defensiva que lhe garante manter a baliza a zeros.

Aquele lado esquerdo do Futebol Clube do Porto. Bom dia. Pois, que tem dado alguns dissabores. Mas olha, já ouvi o Luís e ouvi o João, eu pego aqui agora noutra vertente. Uma vertente, portanto, completamente integrada. Eu ouvi há dias uma conferência de imprensa, portanto, uma visão do Luis Enrique, treinador do Paris Saint-Germain, em que ele falava dos processos de jogo que ele tem e que outros clubes têm. E ele focava que os processos de jogo são estudados por todos os treinadores, em todas as equipas. Não há formas mágicas. Um treinador põe um sistema e já está, grande dificuldade ao futebol atual. Não dá, porque os treinadores estão preparados para responder. Portanto, os treinadores, acima de tudo, têm que fazer das equipas, prepará-las física e tecnicamente como nunca. Isto é, têm lhes dar o máximo de capacidade. E depois tem que ser imprevisível. Não pode ser previsível, porque se é previsível, estás morto. Dizia, portanto, o Luis Enrique na sua explicação. É mais vasto, eu só tirei estes dados. E a verdade é que este Futebol Clube do Porto não é previsível lá pra fora, porque lá fora há potencial grande. As equipas estudam, como as de cá. Só que as de cá depois não têm potencial, que é o caso ontem do Gil Vicente, porque a equipa do Futebol Clube do Porto é geométrica, é direta, é profunda, é vertical, tem velocidade, tem capacidade física, tem elos, tem movimentos muito bem funcionais. Nem sempre tem um jogo bonito e atrativo, é verdade, não o mostra. E falta-lhe, de fato, e eu tenho dito isto aqui, não sou eu, obviamente que há mais que o veem, alguém que consiga ser um artista, um imprevisível Para já, em termos de resultado, está a ser o Rapha Saints, porque cada vez que entra marca e resolve. Não sei se será essa imprevisibilidade que o Farioli vai tendo, porque não lhe dá titularidade, dá-lhe banco e dá-lhe depois a entrada. E na verdade, essa entrada tem sido forte. Pois, o Gil Vicente estudou a geometria que tinha, mas não conseguiu desbloquear. Não conseguiu desbloquear, não chegou a isso. E a verdade é que o Futebol Clube do Porto chega à nona vitória e para igualar eram 39, 40. Portanto, é esse record. Vamos ver. Eu queria falar desta imprevisibilidade. Ouve isto, Nélson. O Arsenal, por exemplo, e estamos a falar do futebol inglês, estão lá grandes treinadores e grandes equipas. O Arsenal, por exemplo, ainda neste fim de semana mostrou uma vez mais. A sua imprevisibilidade é como estuda os lances de bola parada. E ganhou o jogo depois ao Everton, exatamente bola parada, porque está tudo habituado. Não, o Arsenal trouxe qualquer configuração diferente. É a única forma, mas aquela configuração que trouxe obviamente vai ser estudada por treinadores para os próximos jogos. E isto já na NBA há uns 20 e tal, 30 anos, mais, 30 anos, 30 e tal. Os treinadores da NBA diziam: "Era bom que nós surpreendíamos com isto e com aquilo, portanto, no basquete." Pois é, a verdade é que houve uma altura em que os treinadores disseram: "Já não conseguimos surpreender." Agora é no futebol também.

Isso entronca um pouco também numa declaração de Diego Costa há dias, a dizer que as equipas adversárias do Futebol Clube do Porto, de alguma forma, já perceberam como é que o Futebol Clube do Porto atuava e talvez tenha sido por aí que o Mister Farioli terá de mudar alguma coisa. Pedro Henriques, já estive a ouvir o teu "Sem Falta" aqui na Rádio Observador. Luís Godinho falhou ao expulsar Elimbi do Gil Vicente?

O erro do jogo, mas o Porto nessa altura estava a ganhar 1 x 0. Depois, isto foi ao minuto 81, reatou 84, quer dizer que jogou mais seis, mais sete, foram os descontos, ou seja, jogou 13 minutos em superioridade numérica, mas o Porto já estava a ganhar 1 x 0. Claro, teria um impacto maior se estivesse zero a zero e fosse nesse período de superioridade numérica que marcasse o gol. De qualquer maneira, é um erro. A ouvir o Observador e o Sem Falta, está lá tudo explicado. Curiosamente, bate praticamente com todos os outros comentadores de arbitragem, com exceção nesta questão do cartão vermelho, parece poucas espinhas, ou seja, é lance sem espinhas, sentado no sofá, obviamente. Dizer que Porto e Sporting tinham uma coisa em comum, o Porto já se despachou, que foi o pós-Champions lamber as feridas, no bom sentido da palavra. E neste momento, claro que toda a gente quer notas artísticas, o tal toque de piano, mas foi à bomba. E o Futebol Clube do Porto, com números superiores ao Gil Vicente, rematou mais vezes, 10 x 8, fez mais remates à baliza, 4 x 3, teve mais situações de canto, 8 x 3, portanto, teve mais precisão de passe, 87 contra 81, fez mais passes, 477 contra 339, teve mais posse de bola, 56%. E, portanto, no meu ponto de vista, sempre superior em relação ao Gil Vicente. Mas já sabia que ia ter o grau de dificuldade e aquela imprevisibilidade que o Gabriel Alves está aqui a falar muito bem e que muitas vezes vem dos jogadores que são diferenciados. O Porto, neste momento, tem o Willem Gomes lesionado e tem o Peter Esser também lesionado e depois tem lá o Neck, que podia ser alguém que podia dar essa imprevisibilidade, mas o Porto não a tem neste momento, também fruto das lesões, mas isso acontece a todos os planteis. E ontem era previsto, sob o ponto de vista do Futebol Clube do Porto, era a vitória do pragmatismo. Portanto, era preciso ganhar, mesmo que não fosse com a tal dita nota artística. E é um bocadinho essa pressão que agora passa para Sporting e Benfica, que estão em momentos diferentes, obviamente, mas que estão pressionados pelos pontos, pela ditadura dos pontos e pelo facto do Futebol Clube do Porto, à partida, ir com seis e cinco pontos de avanço, agora tendo tido mais três pontos em cima. E mérito também para o Gil Vicente, fez um jogo bem conseguido, no meu ponto de vista. E é o pragmatismo do Futebol Clube do Porto, que para competições internas vai resolvendo. O problema é que, como disse o Diego Costa, e termino com isto, toda a gente já sabe, mas isso toda a gente já sabe, todos os clubes, obviamente, como é que jogam. A questão é a diferença de potencial, que é uma expressão que nós usamos muito na tropa, que é: cá não há potencial nas outras equipas para poder, mesmo sabendo como é que se contraria, conseguir contrariar. As equipas no plano internacional são um bocadinho melhores, têm melhores jogadores e conseguem, percebendo como é que se joga, ter esse potencial para conseguir contrariar. É essa a diferença.

Muito bem, João Castro, por falar em lesionados, Debast e Salazar estão fora no Sporting e até se calhar por algumas semanas, uma ou duas, diz Rui Borges. Fala-se no regresso de Ibrahima Bah, que vem também de lesão. Tendo em conta isto que aqui falava também o Pedro Henriques, João Castro, o Rui Borges está, de facto, mais pressionado até para regressar às vitórias depois desse desaire frente ao Las, até porque o Académico de Viseu já roubou pontos ao Benfica.

Sim, e vem de vitórias. Portanto, claramente é um jogo difícil para o Sporting, porque a derrota inesperada diante do Las e a forma como foi, no mau jogo do Sporting, diga-se, veio outra vez trazer à tona as incertezas sobre esta equipa, a inconsistência da mesma. E isso é realmente preocupante, a forma como sofreu gols em transição. E isso joga a favor do Académico, que obviamente percebeu que o Sporting pode sofrer em transição, percebeu que este novo esquema do Sporting contra blocos baixos tem dificuldades. E, portanto, vai apostar nisso. Aqui a grande questão é como é que o Sporting irá reagir à derrota e da forma como se irá apresentar. Com a mesma estrutura, vai voltar à estrutura antiga, que era uma estrutura que se calhar facilitava contra blocos baixos em termos de criação de oportunidade. Porque nós temos que reparar uma coisa, o Sporting perdeu aqueles seis pontos em três empates, mas em todos eles esteve a ganhar. Ou seja, não foi por falta de capacidade ofensiva para furar esses blocos, foi depois falta de capacidade defensiva para depois estar a ganhar e segurar os resultados, o que é uma coisa totalmente diferente. E portanto, vamos ver como é que o Rui Borges hoje, estou bastante curioso, se volta ao esquema anterior e se mete o menino Flávio outra vez, porque realmente ali em meio espaço, entre linhas, é um jogador que pode ser importante, ou se mantém o mesmo esquema e, neste caso, eu acho que vai haver uma ou duas alterações. Acho que o Bah tem que jogar. Aliás, nos últimos três jogos esteve ao banco, eu acho que já devia ter jogado no jogo da Champions. Conforme também tinha

Previsto e não aconteceu. O Luís Guilherme já merecia uma oportunidade de titular e não a teve. Vamos ver se vai haver uma ou duas alterações, porque realmente é um jogo onde o Académico percebe onde pode ferir o Sporting, está num bom momento, foi empatar à Luz e cabe ao Sporting dar uma resposta cabal.

Luís Pinto Coelho, de facto, duas equipas em momentos diferentes. O Porto vai ganhando, mas não tem muito golo. O Sporting tem muito golo, mas falta-lhe alguma solidez defensiva. E estas mexidas todas devido a lesões não ajudam o trabalho de Rui Borges, que parece sempre um bocado mais pressionado nesta altura, no que toca aos treinadores dos três grandes.

Sim, as lesões nunca ajudam, obviamente. Hoje o Sporting tem um jogo teoricamente perigoso. O Académico de Viseu vem de quatro vitórias seguidas para o campeonato, teve aquela derrota na taça, mas para o campeonato são quatro vitórias seguidas e é uma equipa que até conquista mais pontos fora do que em casa. Só que o Sporting também é forte em casa. E olhando para o campeonato, o Sporting em casa tem sido mais forte, e isso é normal, do que fora. O Académico de Viseu está confortável na tabela e não tem nada a perder. Obviamente que a pressão está toda do lado do Sporting. Concordo com o João, acho que as dinâmicas que o Sporting tinha para este estilo de jogos eram mais interessantes na criação ofensiva. Vamos ver se o Rui Borges vai optar por mudar um bocadinho essas dinâmicas. Mas é um jogo interessante porque o Académico de Viseu está bem. E já se percebeu que os grandes podem perder pontos em qualquer jogo. O Académico de Viseu tirou pontos no Estádio da Luz, por exemplo. Por isso é um jogo perigoso para o Sporting e sem nada a perder para o Académico de Viseu.

Gabriel Alves, talvez de todos estes ausentes do Sporting, aquele que tem mexido mais com a qualidade do jogo do Sporting, seja mesmo Zalazar, que continua de fora. É aqui uma má notícia para Rui Borges, que precisa urgentemente de regressar às vitórias.

Já falámos, vamos cair outra vez naquela situação, um jogador que seja obviamente importante naquilo que é a manobra e o projeto de jogo das equipas, e Zalazar é isso. Já o era no Braga e por isso foram lá buscar. É um jogador muito importante na sua dinâmica, na sua qualidade, não só naquilo que é a sua cultura tática, mas também a sua alta qualidade técnica e obviamente que é sempre um bónus para o adversário. E a verdade é que este Académico de Viseu, o Luís acabou de referir, vem de quatro vitórias seguidas e o Sporting vem de duas vitórias, dois empates, uma vitória. Esta é que é a verdade. E em relação a golos sofridos, o Sporting tem nove sofridos e o Académico de Viseu só tem mais um, 10. Depois em termos de ataque, obviamente que as coisas têm outra plataforma, o Sporting tem 25 e o Académico de Viseu tem 11. Mas dentro daquilo que é o seu projeto, é uma equipa que hoje vai obviamente dificultar o Sporting e o Sporting vai ter que, naturalmente, ser uma equipa com perfil de candidato a título.

Pedro Henriques, arriscas um 11 com tantos lesionados no Sporting?

Só lembrar que, como já foi dito aqui, este Académico de Viseu a 9 de agosto foi tirar pontos ao Benfica e, portanto, não tem nada a perder, como diz o Luís, e tem toda a razão, se perder, entre aspas, acaba por ser normal. Tudo o que possa fazer diferente são pontos ganhos. E essa descontração em cima de uma carga do Sporting que vê o Porto a fugir, que veio de uma derrota da Champions e que há algumas dúvidas ainda, pode não haver por parte da direção do Rui Ferrandas, mas dos próprios adeptos em relação àquilo que é a liderança do próprio Rui Borges e às respostas que ele muitas vezes não dá em campo. Tudo isto acrescenta aqui alguma carga. Eu acho que vai haver alterações. Tenho uma dúvida, que se prende exatamente com o Luís Guilherme, que se vai a jogo ou não. Porque eu acho que o Caíque mantém-se na baliza. O Sporting precisa de um central diferente e o Ibrahim Baba quando jogou fez a diferença, no meu ponto de vista. Acho que Gonçalo Inácio e Eduardo Quaresma são bons se tiverem lá um terceiro central. O Sporting já não joga assim e, portanto, Fresneda, Ibrahima Mbengue, Gonçalo Inácio e Max Erauz. Acho que o Flávio Gonçalves vai a jogo, mas pronto. Sérgio Altimira, Doumbia, Flávio Gonçalves, Geny, Luís Soares. Eu vou pôr Hiran Cunda, mas eu hoje colocava claramente o Luís Guilherme a jogo.

Muito bem. E Luís Soares?

Eu falei no Luís Soares. Se não falei, foi por esquecimento. É o ponto de vista.

Posso não ter reparado, desculpa.

Não, foi eu que me esqueci. Mas é claro que sim.

O grande jogador.

Neste caso, só para percebermos depois a defesa, Flávio Gonçalves, Sérgio Altimira, Issa Doumbia, Geny Catamo, Luís Soares e o Hiran Cunda. Mas aqui, eventualmente, até pode haver o Luís Guilherme.

Talvez o Luís Guilherme no lugar do Hiran Cunda. Muito bem, está feita a aposta do Pedro Henriques. Gabriel Alves, no futebol internacional. Tivemos ontem um interessantíssimo Nápoles 3, Roma 3. Em Inglaterra, Manchester City perdeu, mas hoje há El Clássico, Barcelona, Real Madrid, às 20:00. Arriscas alguma aposta para esse El Clássico aqui no país vizinho?

Eu não aposto em nada de futebol, eu não jogo, não sei marcar tabelas, como sabes. Mas posso te dizer que há uma perda grande, uma baixa muito grande para o Real Madrid, que é Courtois, de última hora. Uma situação gripal que não pode ir a jogo. É um dérbi ao nível mundial, este Barcelona e Real Madrid. E diria mais, com a sociedade envolvida, a política implícita, a economia, as finanças em ardor de desenvolvimento e adorando este dérbi, um jogo esse que é compatível com aquilo que ele envolve em si. E portanto pede-se aos artistas a jogo que no palco, naturalmente, mostrem arte. Mas além daquele duelo que vai ser Mbappé e Lamine Yamal, que é sempre que os adeptos do futebol, mais do que serem do Barcelona, do Real Madrid, deste ou daquele, são adeptos do Mbappé. "Ele joga no Real Madrid, eu gosto do Real Madrid." "Eu sou adepto do Lamine." "Ele joga no Barcelona." "Eu sou adepto do Barcelona." Há muito disto hoje, é uma grande isto, há estudos neste sentido, principalmente ao nível da juventude.

Mas o Real está mais pressionado para pontuar. Está atrás.

Está atrás e vai atrás e vai jogar na Catalunha, quer dizer, no campo do adversário. Portanto vai ser um jogo difícil.

E está atrás do Atlético.

Exatamente. Diz.

E está atrás do Atlético que ontem ganhou.

Sim, que o Atlético ontem ganhou. É verdade. Essa é que é a verdade.

O Atlético leva 25, o Real mesmo que vença, fica com 24. Está nesta altura 21, mantém-se.

Exatamente. E se perde...

E se perde pode ser ultrapassado pelo Bétis, por exemplo.

Exatamente, que hoje também tem um jogo difícil face ao Celta, no Balaídos em Vigo.

Vamos às notas de campeão e peço já a tua, Gabriel, já que estamos.

Vou começar aqui. Tenho três notas, dou para já uma ao Abel Ferreira. Eu vou-lhe dar 17, porque ele está outra vez com o Palmeiras na quarta final da Taça dos Libertadores. O resto é muita conversa e dou-lhe o 20 se ele a vencer. Depois quero dar aqui um 20, isto a propósito do Barcelona e Real Madrid, a Valdano. Uma vez mais, porque uma vez mais ele escreve aquilo que é que diz. Hoje no "El País", eu fiquei satisfeito com o que li. Podemos pedir, e estou a citar, explicações aos árbitros espanhóis, consistência nos seus critérios, uma utilização mais clara do VAR e mecanismos de responsabilização, mas nada justifica transformá-los em suspeitos permanentes. Isto é para Espanha, para Portugal, é por aí fora. Portanto, 20 para Valdano, vejam o futebol, assistam ao futebol e deixem as suspeitas. Quem muito suspeita, se calhar tem que começar a suspeitar de si próprio.

Luís Pinto Coelho, vamos ao teu campeão de hoje.

Também tenho aqui três notas, três 17. Obviamente para o Porto, uma vitória importante e um grande registo neste início de campeonato. Depois um 17 para o El Clásico, que me parece ser o maior clássico do futebol mundial e que mexe muito com quem gosta de futebol. E depois um 17 para Martín Anselmi. Eu acho que às vezes os contextos criam imagens dos treinadores que não são reais. Estejam atentos ao que ele está a fazer no Elche, é um dos planteis mais pobres da La Liga. Ainda ontem ganhou fora no Rayo Vallecano e nos jogos fora, em cinco jogos, ganhou dois, empatou dois e apenas perdeu um. É uma das melhores equipas da La Liga a jogar fora de casa. Para já muito bem o Anselmi no Elche.

Aí está uma surpresa. Nunca pensei que fosses dar uma nota a Martín Anselmi, mas ele está a obrigar-te a tal pelo trabalho que tem feito no Elche.

Só uma perguntinha aí ao Luís, estás com saudades?

Isso é que eu acabei de dizer.

Não estou com saudades porque o Porto está bem servido.

Estou obrigado a dizer.

Mas eu acho que o Anselmi tem qualidade.

Sim, é verdade. E não faz aquelas coisas no banco como fazia aqui, está mais sedento.

Vamos ver como faz o resto da temporada este Elche de Martín Anselmi. João Castro, teu campeão de hoje.

17 para o Porto, por esta consistência inabalável na liga. Jogando bem ou jogando mal, a verdade é que os três pontos caem sempre para o lado do Porto. Depois nota negativa para Neymar.

A lei Prestianni a funcionar.

A lei Prestianni, eu ia falar disso por causa do Pedro Henriques, que eu acho que é interessante ver. Obviamente, Neymar provocou ali o jogador, houve confusão, depois pôs a mão à frente da boca.

E depois perdeu a cabeça.

E depois perdeu a cabeça. E o jogador contrário chamou o árbitro e disse que ele pôs a mão à frente da boca e o VAR foi analisar e verificou que realmente o fez e depois foi expulso e depois foi aquela confusão que todos vimos. Mas é realmente um grande jogador que depois perde-se nestes episódios e com prejuízo obviamente para o Santos, porque realmente precisa obviamente de vencer. E depois também aqui uma palavra, e o Gabriel já referiu e bem para o Abel, que está na luta pelo título, está na Copa Brasil e está na final da Libertadores.

Vamos à nota do Pedro Henriques.

Sim, também de forma rápida para o futebol clube do Porto, pelo pragmatismo, nota 17, para a pressão que também é criada para o jogo de hoje para o Sporting com o Académico de Viseu e, neste caso, para o Sporting. Se andam de Mercedes, ou melhor, se já são Mercedes e se têm falta de energia, comprar o novo Classe C elétrico resolve o problema. E depois, para aquilo que para mim é mais importante, para o Ricardo Coelho, que se sagrou a canoagem, como nós sabemos.

Mais um campeão do mundo.

Campeão do mundo de canoagem em C1, no mundial de maratona, peço desculpa, em C1. E parabéns também, uma vez mais, a canoagem é dos desportos que neste momento mais medalhados e medalhas nos traz e títulos. Parabéns, portanto, para Ricardo Coelho, nota 20.

Estão dadas as notas na edição de hoje de "O Campeão É". Voltamos a falar de desporto com o rescaldo desse Sporting x Académico de Viseu mais logo e a antevisão do Santa Clara x Benfica amanhã em nova edição depois do Jornal da Uma.

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