Vídeo: Motorista de Porsche admitiu em júri ter bebido antes de acidente

Sabia que tinha a outra vítima, que é o senhor Ornaldo, que eu me refiro com muito respeito, só que ele não estava no meu campo de visão. Eu não sabia a gravidade que ele estava.
Fernando negou ainda em seu depoimento que ele e a mãe, Daniela Andrade, teriam "saído de fininho" do local do acidente. A policial militar Daisy Romão, apontada como a responsável por liberar a dupla do local antes que ele realizasse o teste do bafômetro foi ouvida no julgamento e disse ter se sentido enganada por Daniela, que alegou estar indo embora para levar o filho ao hospital, o que não aconteceu. O diálogo foi gravado pela câmera corporal que a agente usava na ocorrência e divulgado na época do acidente. Daisy virou ré na Justiça Militar sob acusação de não preservar o local dos fatos e deixar o acusado sair do local da colisão.
O empresário disse que só foi embora após Ornaldo e Marcus terem sido resgatados. Ele diz ter fraturado duas costelas e três ossos do rosto e ter sido medicado. "Com esse medicamento eu apago ali no sofá onde eu estava."
Como foi o julgamento
Fernando foi condenado por homicídio doloso qualificado (quando há intenção de matar) e lesão corporal gravíssima qualificada pela morte de Ornaldo e por ferir Marcus. A pena inicialmente é em regime fechado e ele também fica proibido de dirigir.
A defesa dele e entrou com recurso contra o resultado. O advogado Eugênio Malavasi alegou que a pena foi alta e que o caso se trata de homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e que não deveria haver qualificadora.
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