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Tuesday, September 22, 2026

Nos Estados Unidos, veículos de imprensa reagem ao banimento de Trump e suspendem cobertura em conjunto na Casa Branca

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Nos Estados Unidos, para onde o presidente vai, um grupo de cerca de 15 jornalistas vai junto. É o pool da Casa Branca. Tem jornalista de TV, de rádio, de jornal impresso, de agência de notícias. Repórteres de outros países, como nós, da TV Globo, fotojornalistas, repórteres cinematográficos.

Eles se revezam para cobrir os eventos e repassar a informação e as imagens para o restante. O objetivo é garantir que a imprensa sempre tenha acesso ao presidente e o público, à notícia. Mesmo quando não há espaço para todos - como no Salão Oval ou no avião presidencial.

As cinco maiores emissoras do país - NBC, CBS, ABC, Fox e CNN - também se revezam. Uma delas sempre está presente. Cada dia, uma fica encarregada de fazer imagens oficiais do pool da Presidência e distribuir para as outras TVs espalhadas pelo país e pelo mundo.

Mas, nesta segunda-feira (21), as maiores TVs americanas se uniram e decidiram suspender a cobertura dos eventos restritos do pool. Foi uma ação sem precedentes, em solidariedade às redes CNN e MS Now, e ao site Politico - que já não estão mais na Casa Branca. A área onde ficam as tendas das TVs, desde sábado (19), tem tendas vazias. Os jornalistas desses veículos estão impedidos de entrar na Casa Branca depois da ordem de Donald Trump na última sexta-feira (18). Em um comunicado conjunto, as cinco emissoras declararam:

“O público tem interesse vital em receber informações precisas e independentes sobre a administração pública. Nenhum governo deve restringir um veículo de notícias por discordar das suas reportagens”.

Nos Estados Unidos, veículos de imprensa reagem ao banimento de Trump e suspendem cobertura em conjunto na Casa Branca — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O primeiro evento sem a cobertura das grandes TVs americanas foi a inauguração do novo heliporto nesta tarde, no jardim presidencial. Donald Trump - que gosta de valorizar os eventos oficiais na televisão - ficou sem microfone na transmissão feita pelo canal da Casa Branca na internet.

Mais tarde, em Nova York, o presidente tentou minimizar a reação das emissoras. Ele disse:

"Eles falam que vão me boicotar, mas nunca me boicotam. Não estou preocupado".

Trump diz que os três veículos barrados na Presidência espalham fake news. Nesta segunda-feira (21), a CNN, MS Now e Politico entraram na Justiça para reverter a proibição do acesso. A defesa afirmou que a medida é um ataque direto à Constituição, que garante a liberdade de imprensa. O juiz vai analisar o pedido de liminar na quarta-feira (23).

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