Empresa de revenda é acusada de comprar ilegalmente 18,5 milhões de ingressos para apresentações de Beyoncé, Post Malone e outros artistas

Departamento de Justiça dos EUA afirma que empresa comprou 7.624 ingressos para uma única apresentação da turnê ‘Renaissance’ e lucrou cerca de US$ 833.323 com a revenda a preços inflacionados
Rolling Stone
Promotores federais acusam uma empresa de entretenimento sediada em San Diego de usar robôs e outros meios ilegais para adquirir milhões de ingressos para eventos muito procurados, como apresentações de Beyoncé, Post Malone, Pitbull e Luke Bryan, e depois revendê-los em grandes quantidades para obter lucro, muitas vezes contra a vontade dos artistas.
Em uma ação judicial de 22 páginas apresentada na quinta-feira e obtida pela Rolling Stone, o Departamento de Justiça afirma que a REPS & Co burlou os limites de compra de ingressos de pelo menos 83 mil eventos, desembolsando mais de US$ 1,3 bilhão por impressionantes 18,5 milhões de ingressos para apresentações, espetáculos da Broadway, partidas esportivas universitárias e outros eventos populares identificados por um programa como de alta procura. Em seguida, a empresa revendeu os ingressos com acréscimos de preço em plataformas como StubHub, Vivid Seats, SeatGeek, Gametime e na própria plataforma de revenda da Ticketmaster, acumulando pelo menos US$ 120,8 milhões em lucros, segundo os promotores.
A ação alega que, para apenas uma apresentação da turnê Renaissance, de Beyoncé, no Arrowhead Stadium, na Califórnia, em 1º de outubro de 2023, a REPS usou pelo menos 1.300 contas para comprar 7.624 ingressos pela Ticketmaster. O limite de compra para aquela apresentação variava de quatro a oito ingressos, disseram os promotores, e a empresa teria lucrado aproximadamente US$ 833.323 com a revenda.
Para uma apresentação de Pitbull em 7 de setembro de 2024, em Syracuse, no estado de Nova York, a REPS teria usado pelo menos 700 contas para comprar 5.430 ingressos pela Ticketmaster, segundo os promotores. As compras representaram quase um terço da capacidade do Empower Federal Credit Union Amphitheater, e a empresa lucrou aproximadamente US$ 120.109 com a revenda dos ingressos, de acordo com a ação.
As tentativas de contato com uma pessoa porta-voz da REPS não tiveram sucesso imediato na quinta-feira. A ação é a mais recente medida de combate a essas práticas com base na Lei BOTS, que proíbe cambistas de usar tecnologia para burlar os limites de compra de ingressos.
“O Departamento de Justiça está empenhado em responsabilizar pessoas e empresas que encarecem os ingressos para eventos ao ultrapassar ilegalmente os limites de compra e revender ingressos obtidos de forma ilícita com acréscimos exorbitantes”, afirmou em comunicado Brett A. Shumate, procurador-geral adjunto dos Estados Unidos. “Em colaboração com a FTC, continuaremos a aplicar a Lei BOTS para proteger os consumidores desse tipo de conduta”.
+++LEIA MAIS: O cover de The Cure que Robert Smith define como ‘um dos mais belos’
+++LEIA MAIS: As 10 melhores bandas de todos os tempos, segundo Keanu Reeves
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.