No Albert Sabin, 19 modalidades esportivas ajudam o colégio a entrar no top 5 do Enem em SP
O Colégio Albert Sabin está entre as cinco melhores escolas de São Paulo no ranking do Enem. O resultado não vem só da sala de aula: a instituição mantém um dos maiores complexos esportivos e culturais da capital paulista, distribuído em um campus de 25.000 m², com 19 modalidades entre esporte e atividades artísticas oferecidas aos alunos.
A escola foi fundada por um empreendedor de origem simples, que construiu a instituição como forma de oferecer a outros as oportunidades que teve ao longo da vida.
Esse histórico atravessa a cultura do colégio junto a um segundo eixo, descrito pela gestão pedagógica como busca constante pelo aperfeiçoamento, não como um destino a ser alcançado.
Esporte e cultura dentro do currículo, sem custo extra
Os alunos do Albert Sabin cumprem um núcleo comum de disciplinas, mas têm acesso a uma gama de atividades eletivas e extracurriculares que variam conforme o perfil de cada um. A diferença em relação a outras escolas está na forma como esse leque é oferecido: as atividades esportivas e culturais fazem parte do currículo, sem cobrança adicional das famílias.
Alunos relatam que o apoio da escola para participar de olimpíadas de conhecimento e de aulas com conceitos que chegam a ser de nível universitário fez diferença na trajetória escolar, especialmente nas modalidades esportivas.
O resultado, segundo a gestão pedagógica, é que cada estudante constrói uma trajetória própria, misturando esporte, cultura e formação acadêmica. Os benefícios vão além do desenvolvimento físico e motor: a escola aposta no ganho de competências socioemocionais como trabalho em equipe, tolerância à frustração, resiliência e autorregulação.
Esse retorno apareceu nos depoimentos de alunos aprovados em vestibulares ao final de 2025. Segundo a gestão pedagógica, foi comum ouvir desses estudantes que o esporte os ensinou a trabalhar sob pressão, gerir tempo e lidar com o erro, exatamente as demandas de uma prova como o Enem.
Multilinguismo e tecnologia como pilares da formação
Ao lado do esporte, o colégio organiza sua proposta pedagógica em torno de outros dois pilares. O primeiro é o multilinguismo: a formação em uma ou duas línguas estrangeiras, a depender do interesse do aluno, pensada para preparar o estudante para um contexto profissional globalizado.
O segundo é o uso da tecnologia, tratado pela escola como elemento central para a vida pessoal, acadêmica, profissional e cidadã dos alunos. A orientação não é apenas usar ferramentas digitais, mas fazê-lo de forma ética e com capacidade de análise crítica sobre o impacto da tecnologia na sociedade.
Iniciação científica e Steam no ensino médio
No ensino médio, o colégio estrutura um núcleo de projetos que passa por Steam (ciência, tecnologia, engenharia, arte e matemática) na primeira série e por iniciação científica na segunda. Os alunos de Steam apresentam um pitch para uma banca avaliadora; os de iniciação científica seguem o modelo TED de apresentação.
Uma aluna descreve o projeto de iniciação científica como o momento em que percebeu qual carreira queria seguir, e cita também a experiência com um musical escolar como uma das vivências que mais contribuíram para sua formação pessoal.
A construção do projeto de vida passa por autoconhecimento e pelo exercício de escolha, e é reforçada por oficinas eletivas de orientação profissional, nas quais o aluno se inscreve por interesse e passa por dinâmicas voltadas a essa decisão.
Na preparação para os vestibulares, a escola apresenta aos alunos o formato das provas mais concorridas, promove simulados e usa análise de dados, individual e coletiva, para acompanhar o desempenho de cada turma. Para os estudantes, essa preparação vai além do conteúdo: é entender como fazer a prova.
Para a gestão pedagógica, um currículo que desenvolve repertório e competências é condição necessária, mas não suficiente. Também é preciso preparar o estudante para a demanda emocional e física de provas que chegam a durar cinco horas e que exigem resiliência, persistência e autorregulação.
Internacionalização, do intercâmbio à carta de recomendação
O colégio mantém uma assessoria de internacionalização que orienta alunos interessados em universidades no exterior, incluindo cartas de recomendação e o processo burocrático de documentos e traduções.
A escola também oferece, todos os anos, possibilidades de summer camps fora do Brasil, sempre articulados a algum aprendizado complementar.
Para vários alunos, a passagem pelo colégio marcou a trajetória de forma definitiva, ao ponto de dizerem que não sabem o que teria sido de sua formação sem essa experiência.
Para a escola, essa é a lógica que sustenta todo o projeto pedagógico: formar pessoas capazes de realizar seus próprios planos e, ao mesmo tempo, contribuir para a construção de uma sociedade melhor.
Série documental Educação e Futuro
Para vários alunos, a passagem pelo colégio marcou a trajetória de forma definitiva, ao ponto de dizerem que não sabem o que teria sido de sua formação sem essa experiência.
A trajetória do Colégio Albert Sabin é o foco deste episódio da série documental Educação e Futuro, produção original da EXAME que investiga os bastidores, a infraestrutura e as metodologias de instituições de ensino que preparam estudantes para o mercado de trabalho e para a vida acadêmica. O episódio completo está disponível no canal oficial da EXAME no YouTube.
Para a escola, essa é a lógica que sustenta todo o projeto pedagógico: formar pessoas capazes de realizar seus próprios planos e, ao mesmo tempo, contribuir para a construção de uma sociedade melhor.
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