Candidatos que mais gastaram na Meta tiveram maior sucesso eleitoral

Não consegui demonstrar uma relação causal; não é porque impulsionou mais que alguém teve mais sucesso de eleição. Porém, quem gastou mais coincidiu de se eleger mais. As taxas de Spearman, Pearson, que são as fórmulas que a gente usa pra calcular a correlação, são altíssimas; 0,9 alguma coisa no máximo de 1. Porém, que tem uma correlação é inegável.
José Roberto de Toledo
Toledo ressalta que a correlação não permite cravar causa e efeito porque outros fatores podem explicar o resultado, como o tamanho do caixa das campanhas e a vantagem de quem já ocupava um cargo eletivo.
Pode ter um terceiro ou quarto fator que não é levado em conta, que é o que pesa mais: o dinheiro. O impulsionamento é como uma proxy do gasto, mas também conta se o individuo já era deputado, por exemplo.
José Roberto de Toledo
Na análise, Toledo afirma que a taxa de reeleição alta e o patamar de gastos foram determinantes em seu modelo. Ele diz que, no caso de deputados, gastar mais de R$ 1 milhão já influenciava, e investir mais de R$ 1 milhão especificamente na Meta influenciava ainda mais.
Toledo também descreve uma mudança estrutural no ambiente digital da eleição, com a Meta concentrando a disputa oficial remunerada após a saída do Google do impulsionamento eleitoral. Para ele, isso ampliou o peso do dinheiro para alcançar o eleitor.
As exigências da Justiça Eleitoral aumentaram tanto que o Google 'caiu fora'. Com isso, basicamente só sobrou uma Meta no jogo. O poder financeiro se tornou ainda mais determinante para o sucesso eleitoral, porque se você não tinha impulsionamento que não fosse pago, você precisava gastar mais.
José Roberto de Toledo
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