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Wednesday, September 16, 2026

Como golpes conseguem parecer verdadeiros e convencer vítimas tão rápido?

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Os golpes pela internet já fazem parte da rotina de quem usa celular, redes sociais e serviços digitais. Mesmo assim, mensagens falsas, ligações suspeitas e perfis que se passam por pessoas ou empresas continuam conseguindo convencer milhões de brasileiros.

Uma pesquisa do Cetic.br (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação), divulgada em agosto de 2026, mostra a dimensão do problema: 32% dos usuários de internet com 16 anos ou mais no país relataram ter sofrido tentativas de golpes com uso de seus dados pessoais, o equivalente a 45 milhões de pessoas.

Além disso, 20% disseram ter sido vítimas desse tipo de crime. Aplicativos de mensagens e chamadas telefônicas estão entre os principais meios utilizados nas abordagens.

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Por que as pessoas ainda caem em golpes na internet?

A resposta não está apenas na falta de atenção. Muitos golpes são construídos para provocar uma reação emocional antes que a vítima tenha tempo de avaliar se aquela situação é verdadeira.

É o caso de mensagens que anunciam uma suposta compra suspeita, informam que uma conta será bloqueada ou afirmam que um familiar precisa de dinheiro com urgência. Em vez de depender exclusivamente de uma falha técnica, o criminoso tenta conduzir a pessoa a uma decisão rápida.

Esse tipo de abordagem é conhecido como engenharia social e explora fatores como confiança, medo, curiosidade e sensação de urgência. A estratégia é fazer com que a vítima reaja ao problema apresentado antes de verificar se a informação é verdadeira.

Segundo Alex Martins, especialista em Estratégia de Prevenção à Fraude, o golpe costuma combinar susto e urgência para levar a vítima a agir rapidamente. “Na maioria das vezes é um contexto que gera susto aliado a urgência de resolver um problema, o intuito é não dar tempo para a vítima pensar e raciocinar que aquilo não faz sentido”, afirma.

Martins também chama atenção para golpes que acontecem presencialmente. Pessoas idosas podem ser abordadas em caixas eletrônicos por indivíduos que oferecem ajuda durante uma operação financeira. Já em pagamentos na entrega, uma tela de máquina de cartão trincada ou encoberta pode impedir que o consumidor confira o valor antes de digitar a senha.

Como evitar cair em golpes?

Não agir por impulso é uma das principais formas de reduzir o risco. Diante de uma mensagem ou ligação inesperada, a recomendação é interromper o contato e confirmar a informação diretamente com a instituição ou pessoa envolvida, usando um canal oficial.

Também é importante não compartilhar senhas, códigos de autenticação ou dados pessoais por mensagens e desconfiar de links recebidos sem solicitação. Pedidos de transferência ou Pix acompanhados de pressão para uma resposta imediata também merecem atenção.

Em situações envolvendo bancos, Pix ou falsas centrais de atendimento, é importante verificar a informação por canais oficiais, mesmo quando a abordagem parece legítima.

“Sempre ter em mente que as instituições não entram em contato, caso alguma entre em contato e pareça realmente legítima pelo tom de voz e dicção afirmando alguma situação trágica que está acontecendo com você, desligue, acesse sua conta para verificar se o que foi falado procede”, orienta.

Mesmo quando o contato parece legítimo, não forneça informações durante a abordagem. Em situações bancárias, a instituição já possui os dados do cliente. No fim, reconhecer que golpes existem é apenas o primeiro passo. A principal estratégia é criar o hábito de parar, verificar e só então agir.

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