Flávio diz que nota da CNBB confirma fake news; entidade nega
Durante ato de campanha na região central da cidade de São Paulo nesta segunda-feira (28), o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), elogiou a nota emitida pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), na qual a organização afirma que “não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas" relacionadas à fake news sobre a padroeira do país, Nossa Senhora Aparecida.
"Eu estava esperando a nota da CNBB e saiu hoje. Foi muito boa a nota deles, esclarecedora, porque confirma que essa questão de Nossa Senhora Aparecida, ela deixar de ser a madrinha do Brasil, era uma grande mentira", disse durante agenda realizada junto ao governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
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Para o candidato, a fake news, que associava o senador a um projeto que previa a retirada de Nossa Senhora Aparecida como padroeiro do país, foi a maior dessa campanha e atribuiu a repercussão como "potencializada" pelo PT (Partido dos Trabalhadores).
"Ela foi compartilhada pela Janja, foi compartilhada pela Simone Tebet aqui em São Paulo, foi compartilhada por toda a esquerda para tentar desgastar", argumentou.
A informação que circulou utilizava como base falas de Flávio Bolsonaro feitas em agosto, nas quais o senador afirmou que "quando eu for presidente, um dos meus primeiros atos será decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo".
A declaração foi feita em um vídeo em que o presidenciável explicava a ausência no primeiro debate presidencial realizado pela TV Band.
Postagens utilizam a fala sem contexto para afirmar que o senador estaria com planos de tirar ou apoiar a retirada da condição de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. As supostas falas teriam sido apontadas como um aceno ao eleitorado evangélico, doutrina religiosa seguida pelo político, e um "ataque" aos católicos.
No entanto, a proposta mencionada é de 2007, apresentada pelo então deputado federal Professor Victório Galli (à época do antigo PMDB).
O Projeto de Lei 2.623/2007 pretendia mudar a lei do feriado do dia 12 de outubro e trocar a expressão "padroeira do Brasil" por "padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos".
Porém, o projeto foi arquivado pela mesa diretora da Câmara dos Deputados em 22 de agosto de 2022.
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