Miguel Oliveira fecha estreia em Superbikes em 11.º e reencontra Binder em 2027
O português encerrou o campeonato com o 10.º lugar na última corrida de Jerez de la Frontera, em Espanha, depois de abandonar a prova de sábado com problemas técnicos e terminar a corrida Superpole, já hoje, em 11.º, fora dos lugares pontuáveis.
A estreia nas motas derivadas de série ficou marcada por um início promissor, com três pódios na segunda ronda, em Portimão, mas também por uma lesão que interrompeu a adaptação à BMW M 1000 RR.
Oliveira voltou a subir ao pódio na primeira corrida de Balaton Park, na Hungria, antes de uma queda na corrida Superpole o afastar das rondas seguintes, em Most, na República Checa, e Aragão, em Espanha.
O regresso aconteceu em Misano, Itália, mas o português não voltou aos três primeiros até ao final da temporada.
A passagem pelo Estoril, na penúltima ronda, proporcionou dois quartos lugares e um oitavo. Na corrida Superpole, Oliveira esteve em posição de chegar ao pódio, mas foi ultrapassado pelo italiano Alberto Surra na última volta.
O português terminou o campeonato a 23 pontos do 10.º classificado, o norte-americano Garrett Gerloff (Kawasaki), e foi o melhor representante da BMW, à frente do italiano Danilo Petrucci, 17.º, com 61 pontos.
Apesar das dificuldades, a marca alemã confirmou em setembro a renovação do contrato, com Oliveira a anunciar a continuidade até 2029.
“Lançámos as bases nesta temporada, mas acredito que o melhor ainda está para vir”, afirmou, então, o piloto, apontando à evolução do projeto.
Em 2027, Oliveira terá como companheiro de equipa o sul-africano Brad Binder, que substituirá Danilo Petrucci e fará a estreia no Mundial de Superbikes, proveniente do MotoGP.
Os dois pilotos voltam a partilhar uma equipa depois de terem competido juntos em Moto3, Moto2 e MotoGP, ao serviço da estrutura da KTM.
O reencontro junta dois vencedores de grandes prémios de MotoGP: Oliveira conquistou cinco triunfos na categoria principal e Binder venceu por duas vezes, depois de se sagrar campeão mundial de Moto3 em 2016.
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