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Saturday, September 19, 2026

Após mais de 30 horas foragido, ex-presidente da Câmara de São Paulo Milton Leite, do União Brasil, se entrega à polícia

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Depois de mais de 30 horas foragido, o ex-presidente da Câmara de São Paulo Milton Leite, do União Brasil, se entregou à polícia. A investigação apura a infiltração do PCC em empresas de ônibus da capital paulista.

Durante a tarde, Milton Leite chegou com um advogado à delegacia de Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo. O ex-vereador prestou depoimento e foi encaminhado para a cadeia da cidade, onde ficará preso temporariamente por 30 dias. Ele estava foragido desde quinta-feira (17).

Nesta sexta-feira (18) de manhã, os policiais apreenderam R$ 280 mil e US$ 89 mil - quase R$ 700 mil ao todo - na casa de um assessor da Assembleia Legislativa. Segundo a investigação, o servidor é ligado a um dos filhos de Milton Leite. No local, os agentes encontraram uma passagem interna para um outro imóvel da rua que pertence ao ex-vereador.

A investigação aponta que Milton Leite mantinha um “estreito relacionamento com o crime organizado” e seria o dono de uma das empresas de ônibus usadas pelo PCC para lavar dinheiro.

"Sou inocente de todas as acusações. Eu acredito na Justiça, no trabalho da polícia. Temos a oportunidade agora de provar tudo que foi dito", afirma Milton Leite, ex-presidente da Câmara de São Paulo.

Segundo a polícia e o Ministério Público, 12 das 22 empresas que atuam na cidade de São Paulo operam “com a captação de contratos públicos, circulação de valores de origem ilícita e ocultação dos reais proprietários”.

Após mais de 30 horas foragido, ex-presidente da Câmara de São Paulo Milton Leite, do União Brasil, se entrega à polícia — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Milton Leite é um político influente. Foi vereador por 27 anos, presidiu a Câmara Municipal da maior cidade do país por quatro mandatos e exerceu de forma interina o cargo de prefeito de São Paulo em várias ocasiões. Atualmente, Milton Leite é o presidente estadual da federação formada pelo União Brasil e pelo Progressistas.

Na operação de quinta-feira (17), a Justiça determinou a prisão de 16 suspeitos; cinco continuam foragidos. Entre os procurados, está Paulo Sirqueira Korek Farias, conhecido como Paulo Camarão. Ele é o dono da A2 Transportes e apontado pela investigação como integrante do PCC.

Nesta quinta-feira (18), a A2 afastou Paulo. O anúncio ocorreu depois que a Prefeitura de São Paulo ameaçou intervir na empresa. A A2 nega envolvimento com o crime organizado.

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