00h. Ministro Administração Interna vai reunir com PSP e GNR
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Notícias. Jornal da Meia Noite com Laura Figueiredo. Laura, perante os anúncios de protestos, o ministro da Administração Interna vai reunir com os profissionais da Guarda Nacional e da Polícia de Segurança Pública.
A notícia é avançada pelo Jornal de Notícias. Estas reuniões acontecem depois de quatro associações da GNR e três sindicatos da PSP terem exigido ao ministro uma reunião urgente para discutir, entre outras matérias, a atribuição de um suplemento de risco idêntico ao dos inspetores da Polícia Judiciária. O primeiro encontro acontece já na próxima semana, na quinta-feira. Em cima da mesa vai estar também o suplemento especial para controle de fronteiras aeroportuárias. A segunda reunião está marcada para o final do mês, a 29 de setembro, e terá como foco a reestruturação das carreiras e a organização do tempo de serviço.
Laura, os profissionais da Guarda Nacional Republicana anunciaram esta sexta-feira que vão aderir aos protestos da PSP.
São ações de protesto convocadas para os meses de setembro e outubro. À Rádio Observador, o presidente da Associação dos Profissionais da Guarda, César Nogueira, garante que só com medidas concretas do governo poderá ser possível desconvocar os protestos.
Nós, os protestos, não os vamos desconvocar, a não ser que o governo, em cima da mesa, nos apresente, de facto, propostas concretas a cumprir, a ter início em janeiro de 2027. Nós estamos sempre abertos à negociação e não deixaremos de estar, porque nós somos responsáveis. Agora, não vamos é aceitar que isto seja protelado no tempo, muito mais tempo.
Os protestos hoje anunciados são motivados pelo incumprimento das prometidas revisões dos salários e das carreiras, reivindicações comuns tanto aos militares da GNR como aos polícias da PSP. Sabe-se agora então que o ministro da Administração Interna vai reunir com estas duas forças.
A CGTP vai convocar uma manifestação nacional para o dia 17 de outubro. Vai acontecer em Lisboa, Porto e Coimbra.
Um anúncio feito hoje pelo secretário-geral da Central Sindical. Tiago Oliveira adianta que, ainda antes do protesto, entre 17 de setembro e 17 de outubro, a CGTP vai realizar várias ações em empresas e locais de trabalho. Explica que o objetivo é envolver os trabalhadores na discussão política e alertá-los para os direitos do trabalho.
Um mês de ação, mobilização e luta, com o objetivo de realização de plenários, greves, mobilização para piquetes de greve, para ações concretas das empresas, para discutir com os trabalhadores a ação reivindicativa, empresa a empresa, local de trabalho em local de trabalho, envolver os trabalhadores na discussão política, porque é fundamental que os trabalhadores tenham conhecimento, como tiveram relativamente ao pacote laboral, dos ataques que estão em curso aos seus direitos.
Na mesma conferência de imprensa dada esta sexta-feira, a CGTP defendeu também o aumento do salário mínimo nacional para € 1.100,00 já no próximo ano. A Central Sindical quer também o aumento generalizado dos salários.
É que há todas as condições para valorizar os salários de forma séria, de forma justa, implicando aqui uma questão que é uma mudança de política que este governo tem que ter, nomeadamente nas exigências da CGTP, de valorização dos salários. E a CGTP vai continuar a insistir em 15% de aumento, com um mínimo de € 150,00 de aumento geral para todos os trabalhadores. E vamos exigir, a partir de 1 de janeiro de 2027, os € 1.100,00 de salário mínimo nacional. Do nosso ponto de vista, é possível.
Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP. Para além disto, a Central Sindical exige um aumento salarial de pelo menos 15%, no mínimo de € 150,00 para todos os trabalhadores em 2027.
Pedro Passos Coelho vai apresentar propostas reformistas para o país dentro de dois meses e já há pistas sobre os quatro temas que o governo deve priorizar.
O antigo primeiro-ministro esteve hoje no Palácio da Bolsa a explicar os temas que vai abordar no estudo que está a coordenar sobre as reformas que o governo deve executar de forma urgente. As propostas concretas para a governação só são conhecidas no final de novembro, mas Passos Coelho antecipou uma parte do plano que tem para o país no prefácio do livro "Portugal na Paz dos Bloqueios". As reformas sugeridas por Pedro Passos Coelho para concretizar em oito anos são divididas em quatro pilares, que vão desde a sustentabilidade da Segurança Social à competitividade da economia. Maria Miguel Marques.
Em primeiro lugar, surge a componente contributiva da Segurança Social, o sistema previdencial. O governo decidiu colocar o estudo de Jorge Bravo na gaveta. Passos Coelho quer que o assunto seja discutido já. O antigo primeiro-ministro diz que a sustentabilidade financeira da Segurança Social vai continuar comprometida durante mais de década e meia. Os problemas de sustentabilidade financeira vão depois passar a problemas de sustentabilidade social e, por isso, o governo deve considerar outras dimensões de mudança estrutural. O segundo pilar do estudo de Passos Coelho são políticas relacionadas com a melhoria significativa da produtividade e da competitividade econômica, sem cujo sucesso todas as outras parecerão ainda mais difíceis de atingir. Em terceiro lugar, Passos Coelho estuda as políticas sociais, que apresentam desqualificação maior e que têm maior impacto no bem-estar, no crescimento e na sustentabilidade financeira e social, como a saúde e a educação. E por fim, Passos Coelho fala sobre as políticas de reforma do Estado. Sobre esta última, o ex-líder do PSD alerta que tem de incluir a defesa e a segurança face aos desenvolvimentos geopolíticos europeus e mundiais, mas destaca também a justiça, com prioridade para a tributária e administrativa. Para o antigo governante, é também importante, nessa visão para o país, promover a transparência no funcionamento da máquina pública, complementada com a aposta no mérito e na competência contra a corrupção, o nepotismo e o clientelismo.
A jornalista Maria Miguel Marques a dar conta dos quatro temas que Pedro Passos Coelho destaca no estudo sobre as reformas que o antigo Primeiro-Ministro diz que o país precisa. Este é o artigo que faz manchete a esta hora no site do Observador, é assinado pelo jornalista Rui Pedro Antunes.
Laura, falamos também do 11 de setembro. Na intervenção feita hoje a propósito da data, Donald Trump aproveitou para defender a guerra iniciada contra o Irão e prometer que a República Islâmica nunca obterá uma arma nuclear.
O presidente norte-americano garantiu hoje em Washington que os Estados Unidos nunca vão esquecer os atentados de 11 de setembro de 2001 e que continuam hoje a lutar em nome das perto de 3 mil pessoas que morreram naquele dia. Donald Trump deixou ainda palavras de agradecimento a quem esteve envolvido nos trabalhos de socorro há 25 anos e prometeu estar hoje a trabalhar para combater aquele que considera ser o principal patrocinador do terror, o Irã.
A América é segura e hoje saudamos todos os membros do exército militar dos Estados Unidos que serviram na guerra contra o terror. É uma guerra contra o terror doente e horrível. Saudamos os nossos primeiros socorristas e as autoridades policiais, que nós amamos. E saudamos os militares que estão a trabalhar agora para garantir que o principal patrocinador do terror, a República Islâmica do Irão, nunca terá uma arma nuclear.
Donald Trump, hoje, no discurso que fez no Pentágono. Na análise, o professor de Relações Internacionais da Universidade de Lisboa, Bernardo Valente, sublinha que o terrorismo de hoje é muito diferente daquele que esteve na origem dos atentados de 11 de setembro.
Aquilo que é a constituição do terrorismo ou os princípios do terrorismo xiita, que é o terrorismo maioritariamente iraniano e também do Iraque, e aquilo que é o terrorismo sunita, são muito diferentes. E a Al-Qaeda e o Estado Islâmico, que sai depois da Al-Qaeda, são ambos sunitas e têm um modo de executar este tipo de ataques, este tipo de ações contra o Ocidente, muito diferente. Por muito que o Donald Trump diga que está a tentar combater o terrorismo, o tipo de terrorismo de que está a falar agora, quando fala do Irão, é muito diferente do tipo de terrorismo que tínhamos no início do século XXI, nos primeiros 15 anos até do século XXI.
Bernardo Valente explica também que estes grupos tiveram de se adaptar às mudanças no mundo através da expansão para outras geografias.
A geopolítica destes movimentos também se reconfigurou. Não só os Estados Unidos passaram a ter uma presença permanente no Médio Oriente, empoderaram-se ainda mais do título dos policías do mundo na luta contra o terrorismo, mas também estes movimentos tentaram adaptar-se, ou seja, saíram daquilo que eram as suas nações de origem e passaram, principalmente, para o continente africano e por isso podemos ter ataques a vir precisamente desses movimentos, mas de outra geografia. Isto é particularmente curioso porque, por exemplo, a Rússia também tem grande influência nessa região e tem recrutado até soldados dessa região. Há quase aqui uma união Al-Qaeda-Estado Islâmico-Rússia.
Análise do professor de Relações Internacionais do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, Bernardo Valente, entrevistado no Gabinete de Guerra.
A fechar, Laura, que outras notícias estão em destaque?
Em França, um comboio com 180 passageiros a bordo descarrilou na Normandia. Citadas pela imprensa francesa, as autoridades locais revelam que há 44 feridos. Uma mulher de 18 anos está em estado crítico. O descarrilamento aconteceu ao final da tarde num serviço expresso regional. Vladimir Putin alerta que qualquer envio de tropas europeias para a Ucrânia equivale a uma guerra contra a Rússia, ao mesmo tempo que garantiu que Moscovo não ameaça os países europeus. O presidente russo afirma que os líderes europeus assustam as populações com uma ameaça imaginária da Rússia, sendo que essa ameaça não existe nem nunca existiu, são as palavras de Vladimir Putin, hoje em Nova Deli, onde decorre a Cimeira dos BRICS. O Irão confirma que vai reunir com países do Golfo já na segunda-feira, em Omã, para discutir o futuro do estreito de Ormuz. O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano avança que este encontro tenciona promover um melhor entendimento entre os países da região, bem como contribuir para o reforço da segurança comum. Culpa também os Estados Unidos pela instabilidade no estreito de Ormuz e pelo aumento dos preços dos combustíveis.
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