Polícia tenta cumprir mandado contra irmã de PM suspeito de matar esposa

PM estava no velório de Larissa quando foi abordado pela polícia e conduzido à Delegacia de Embu das Artes. A informação foi divulgada pela Band. Depois, o suspeito deixou o local em uma viatura da Corregedoria da Polícia Militar. Ele foi levado ao Presídio Militar Romão Gomes, na Vila Albertina, zona norte de São Paulo.
Prisão do PM é temporária (válida por 30 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período). A SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) afirmou que a prisão foi solicitada após as "investigações apontarem indícios de ocorrência de infração penal a ser investigada, dada a dinâmica dos fatos e elementos objetivos preliminarmente angariados".
A trajetória do projétil no corpo da técnica em radiologia foi um dos motivos que basearam o pedido de prisão do PM. A delegada do caso, Bruna Caracho Crippa, disse que a médica legista que fez o exame necroscópico no corpo da técnica observou detalhes relevantes. Entre eles, a trajetória do projétil que atingiu a vítima —que foi encontrada baleada na cabeça—, e a forma como ela morreu.
A arma usada no crime, de propriedade de Vinícius, foi encontrada embaixo de Larissa após a equipe médica mover o corpo. O revólver foi apreendido para a perícia, assim como o coldre, carregador, munições e o estojo de munição.
À polícia, o PM disse que ele e Larissa tinham conversado sobre terminar o relacionamento horas antes da morte dela. Ele negou envolvimento no ocorrido e também disse que a esposa sabia onde ele guardava a arma.
O advogado dele afirmou, ainda, que o casal não tinha histórico de violência e disse que tanto o policial quanto a irmã dele, que estava na residência do casal, deram esclarecimentos às autoridades. "A investigação também terá acesso a conversas anteriores entre Larissa e familiares de Vinícius, nas quais ela manifestava pensamentos relacionados à possibilidade de tirar a própria vida diante de uma eventual ruptura do relacionamento", diz trecho da nota.
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