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Saturday, September 26, 2026

As notícias das 8h

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Martim Madeira. E começamos com o presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares. Alerta que se não existir uma solução para os médicos tarefeiros, vamos ter um inverno difícil.

Numa entrevista ao jornal Público, Xavier Barreto, presidente da Associação dos Administradores Hospitalares, admite que possam existir muitos problemas e afirma que a resposta dos hospitais no inverno vai ser determinada pela solução que for proposta aos prestadores de serviços. Portanto, pede ao governo para dar mais tempo às unidades locais de saúde, de forma com que consigam atrair estes profissionais para os contratos. Xavier Barreto apela ainda a cedências de ambas as partes nas negociações. Fala dos internamentos sociais, que diz ser um problema que ninguém consegue resolver e que contribui muito para a sobrelotação das urgências e, portanto, acusa o governo de não apresentar soluções para esse mesmo problema. Nesta entrevista ao Público, o presidente da Associação dos Administradores Hospitalares toca também na asfixia financeira dos hospitais, que estão com orçamentos abaixo das necessidades, e acusa o governo de não ter intenção de alterar o modelo que já mostrou estar a dar maus resultados.

Falamos agora dos combustíveis, a Iniciativa Liberal, o PCP e o CDS deixaram críticas ao governo. Mariana Leitão defende que o executivo de Montenegro tenha a obrigação moral de descer o imposto sobre os produtos petrolíferos.

Em declarações aos jornalistas, a líder dos liberais afirma que os portugueses estão a ser afetados todos os dias pelo aumento do preço dos combustíveis e diz que o governo está moralmente obrigado a ajudar as pessoas através da redução do imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos.

O governo legalmente não é obrigado, moralmente é obrigado. As pessoas estão a passar mal, as pessoas estão com dificuldades. Várias pessoas, famílias, são profundamente afetadas por isto. Não é só o custo da gasolina, é o custo depois em tudo o resto, pelo impacto que esse aumento do custo dos combustíveis tem. Portanto, moralmente, o governo devia pôr a mão na consciência e fazer a sua parte. E a sua parte é, uma vez na vida, em vez de virem com o argumento "não estamos a faturar", poder dizer uma vez que seja: "Estamos verdadeiramente a ajudar as pessoas."

Mariana Leitão revela ainda que o partido enviou na quinta-feira perguntas à ministra do Ambiente para perceber qual é a situação das reservas energéticas de Portugal. Critica também a atitude do governo, que apelida de ser paternalista, de pedir aos portugueses para pouparem nos combustíveis.

Já o PCP quer mais esclarecimento sobre as reservas de combustível do Estado e critica o que diz ser uma política de porcelana.

Em causa está a mobilização de parte das reservas estratégicas nacionais de combustível para França. A ministra do Ambiente explicou esta semana que Portugal foi obrigado a enviar uma parte destas reservas para fora do país por falta de capacidade de armazenamento. Isto devido ao fecho da Central de Refinação de Matosinhos e ao fato da Central de Sines não ter capacidade suficiente para armazenar estas reservas. Ora, Paulo Raimundo questiona a justificação do governo e pergunta o que o executivo tenciona fazer.

Perante essa possibilidade, perante essa justificação, que levou a todo esse processo, com que situação estamos confrontados hoje? É uma multinacional, neste caso espanhola, poder vir a ficar com a única refinaria que o país tem, que é a refinaria de Sines. E o governo sobre isso não diz nada? O PS sobre isso não diz nada? Estão preocupados com a reserva estratégica e não estão preocupados com aquilo que pode acontecer amanhã, que é ficarmos sem nenhuma possibilidade, tendo reservas, não poder refinar?

As palavras de Paulo Raimundo, que avança ainda que submeteu ontem no Parlamento uma pergunta dirigida ao governo. Em declarações em Loures, o dirigente comunista aproveitou também para apontar o dedo ao que chama de políticos da política de porcelana, por não quererem taxar os lucros extraordinários.

Do lado dos centristas, o deputado João Almeida discorda em absoluto dos apelos do governo à diminuição do consumo de combustíveis.

Em causa estão as declarações do ministro da Economia e da ministra do Ambiente, que pediram aos portugueses para consumirem menos energia. À RTP Notícias, o deputado do CDS diz que existem muitas pessoas que não têm capacidade de reduzir os consumos.

Eu devo dizer que discordo em absoluto dessas declarações dos dois ministros. Discordo em absoluto e acho que é a pior coisa que se pode dizer às pessoas neste momento. Do ponto de vista da sensibilidade política, não foram minimamente acertadas e também não reconheço às declarações uma consequência evidente que fosse positiva, porque há muita gente que não tem alternativa de transporte público, por exemplo, para levar os seus filhos à escola, para levar os seus idosos a tratamentos.

O deputado do CDS, João Almeida, a criticar as recomendações dos ministros na RTP Notícias.

Mário Centeno diz que não tenciona ser candidato a primeiro-ministro nem concorrer à liderança do PS neste momento.

Uma garantia deixada pelo ex-ministro das Finanças de António Costa e antigo governador do Banco de Portugal na apresentação do livro Contas Certas. Uma apresentação que contou com várias figuras do Partido Socialista. Mário Centeno apresentou o livro Contas Certas com a coautoria do jornalista Filipe Santos Costa. Uma apresentação que contou com grandes nomes da história do PS. António Costa e o atual secretário-geral do partido marcaram presença. E momentos antes do evento, questionados sobre uma possibilidade de Centeno poder vir a ser um concorrente na liderança do PS, Mário Centeno e José Luís Carneiro tiveram uma interação, no mínimo, constrangedora.

Vou ter aqui um concorrente.

Um concorrente para quê?

Não sei. O senhor é que sabe.

Não.

Então é um cartão? Mário Centeno aceita?

Esse é um assunto que diz respeito a Mário. Até já.

Uma questão sobre um cartão militante, que fica a cargo agora do ex-ministro das Finanças. Já no final do evento, Centeno explica que o livro é apenas uma visão sobre o caminho do país.

O meu papel neste momento é tão-só

E se calhar já não é pouco, o de apresentar aquilo que é a minha visão sobre o caminho que o país fez.

O ex-governante do Banco de Portugal utiliza ainda uma analogia de uma mesa de três pernas como uma obrigação de os governos darem estabilidade a Portugal.

É obrigação de quem está e quem vive o ciclo político em cada momento, criar essas mesas de três pernas, que a todo momento permite fazer o país avançar. Não vai ser entregue pelo IKEA, nem vêm as instruções de montagem. É preciso construí-las.

Já sobre vir a ser primeiro-ministro, Centeno recusa.

Não gostava nada de ser primeiro-ministro.

Ainda sobre uma comparação, sobre ser o novo Passos Coelho da esquerda, Mário Centeno diz que é uma comparação sem qualquer cabimento.

Essa comparação é despropositada, porque o nosso passado é completamente diferente e não há nenhuma comparação possível, mesmo entre uma situação e a outra.

O livro "Contas Certas", de Mário Centeno, uns bastidores da vida do ministro, que no final até tem direito a uma playlist com a primeira música a ser de Amália, e que Centeno diz ter dedicado ao secretário de Estado do Orçamento em 2016.

Aprendi a fazer contas, na escola de tenra idade. Foi mais tarde ainda às tontas, que fiz contas erradas.

Mário Centeno na apresentação deste novo livro, "Contas Certas", com esta música de Amália, "Conta Errada", que está na playlist deste livro do ex-ministro das Finanças.

Continuamos a falar de intervenções de figuras do PS. Antes de Centeno, foi Pedro Nuno Santos, ex-secretário-geral do Partido Socialista, atacou o imobilismo de António Costa e o centrismo de José Luís Carneiro.

Pedro Nuno Santos fez uma das poucas intervenções políticas de fundo desde que deixou a liderança do PS, num debate com João Cotrim Figueiredo, na quinta-feira, promovido por uma associação de estudantes no ISEG e ao qual o Observador assistiu. O antigo ministro das Infraestruturas começou por criticar os governos dos quais fez parte, especialmente o de António Costa, ao dizer que houve muito que não foi feito devido a políticos muito hábeis, que levaram Portugal à paralisia, nomeadamente na questão da localização do novo aeroporto. Critica também os entraves que lhe foram colocados pela pasta das Finanças, que durante os anos que esteve no governo foram da responsabilidade de Mário Centeno, João Leão e Fernando Medina. Já relativamente à atual liderança dos socialistas, Pedro Nuno Santos diz que o principal responsável por Portugal não sair da cepa torta é o extremo centro.

Vamos à atualidade internacional. Donald Trump rejeita a proposta do Irão para reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias.

É o que avança o Wall Street Journal, que cita responsáveis norte-americanos não identificados. Em causa estão as declarações do ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, que à margem da Assembleia Geral da ONU, anunciou esta proposta que entraria em vigor assim que Washington aceitasse. Mas agora o presidente norte-americano rejeita a proposta por desconfiar da capacidade de Teerão para corresponder às exigências norte-americanas. O Wall Street Journal avança ainda que os Estados Unidos poderão retomar os ataques depois das eleições intercalares marcadas para o dia 3 de novembro. Trump, no entanto, já afirmou várias vezes que a guerra terminará imediatamente depois das intercalares, seja por intermédio da força ou das negociações.

Fica por aqui o jornal das 20:00. Há mais notícias com o Martim Madeira às 20h30.

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