Lentidão da China nas compras agrícolas dos EUA testa acordo de US$ 17 bi
Mesmo que as compras aumentem, a fraca demanda chinesa e a forte concorrência tornam difícil atingir a meta, a menos que Pequim ordene que compradores estatais entrem em ação, afirmaram analistas.
Considere o milho. Em seu pico, em 2021, a China importou US$5,6 bilhões dessa safra — quase 20 milhões de toneladas. No mês passado, a COFCO Futures, corretora de futuros afiliada à empresa estatal chinesa, afirmou que o milho dos EUA não era competitivo, em parte devido à ampla oferta interna. A empresa previu importações de cerca de 900 mil toneladas de milho dos EUA para a safra 2026/27, que teve início em setembro.
Os embarques de sorgo dos EUA para a China atingiram um pico de 6,5 milhões de toneladas, no valor de US$2,1 bilhões, em 2021, e agora enfrentam a concorrência do Brasil, que garantiu acesso ao mercado em setembro de 2025. O Brasil já embarcou 1,7 milhão de toneladas para a China neste ano, com quase 1 milhão de toneladas adicionais planejadas para embarque, disse Eduardo Vanin, estrategista sênior de agricultura da Marex.
Os EUA exportaram cerca de 3,7 milhões de toneladas de sorgo para a China até o final de agosto, segundo dados do governo norte-americano, um volume significativamente maior do que no ano anterior, quando o comércio estagnou em meio a tensões bilaterais; no entanto, as vendas secaram nos últimos quatro meses.
As importações chinesas de carne dos EUA, que já chegaram a valer vários bilhões de dólares, enfrentam restrições semelhantes. Há excesso de oferta de carne suína e de frango no mercado interno, enquanto os preços da carne bovina dos EUA estão altos devido à redução dos rebanhos.
Além disso, a carne bovina ainda enfrenta barreiras regulatórias, apesar de a China ter renovado, em maio, as licenças de exportação para mais de 400 frigoríficos norte-americanos. Cerca de metade da capacidade de abate de gado de corte dos EUA não está qualificada para exportar para a China, de acordo com a Federação de Exportação de Carnes dos EUA. Alguns frigoríficos foram barrados depois que as autoridades chinesas relataram ter encontrado resíduos de substâncias não aprovadas na China, disse Joe Schuele, porta-voz da federação.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.