Agregador Inteligov/EXAME: Ciro tem 44,19% e Elmano, 42,16%, no 1º turno no Ceará
Ciro Gomes (PSDB) lidera a corrida pelo governo do Ceará, mas viu sua vantagem diminuir na última semana antes do primeiro turno com a aproximação do governador Elmano de Freitas (PT). Os dados são da última rodada do Monitor Eleitoral, o agregador de pesquisas eleitorais da Inteligov, divulgado em parceria com a EXAME na última sexta-feira, 2.
No primeiro turno, Ciro registra 44,19% das intenções de voto. Na sequência, Elmano aparece com 42,16%. Desde a medição da sexta-feira anterior, 25 de setembro, o tucano caiu 1,42 ponto percentual, enquanto o mandatário subiu 3,16 pontos.
A última medição conferiu o segundo melhor resultado do petista desde o começo da série histórica do agregador, em março de 2026. Seu melhor desempenho aconteceu em 10 de junho, quando atingiu 42,41% das intenções de voto.
Entre os demais candidatos, apenas um ultrapassou a marca de 1% das intenções de voto, o Delegado Huggo, com 1,06%. Vera Lúcia (Novo) registra 0,74%. Zé Batista (PSTU) tem 0,25%. Danilo Soares (Democrata) aparece com 0,13%. Sarley Leal (UP) e Ieri Braga (PCO) têm 0,04% cada um.
De acordo com o medidor de tendência do agregador, Ciro Gomes ainda mantém a maior tendência de alta, com + 0,56 pp. Elmano tende a uma alta mínima de 0,02 pp.
Veja os detalhes do Agregador aqui.

Como funciona o agregador?
O resultado apresentado pelo monitor não corresponde a uma média aritmética simples das pesquisas. O modelo utiliza uma Média Móvel Ponderada, cálculo que atribui pesos diferentes aos levantamentos de acordo com critérios metodológicos e com a data de realização de cada pesquisa.
Pesquisas presenciais domiciliares recebem peso integral no modelo, enquanto levantamentos feitos por IVR, sistema automatizado de entrevistas por telefone, e pela internet têm redução de 30% a 45% em sua influência estatística.
A atualidade também interfere no cálculo. A metodologia reduz em 25% o peso de uma pesquisa a cada quinzena de caducidade. Na prática, levantamentos mais antigos continuam no histórico, mas perdem influência sobre a média à medida que novas pesquisas são incorporadas.
Esse mecanismo busca dar maior peso ao retrato mais recente da eleição, sem descartar a trajetória acumulada desde março. A cada rodada, novas pesquisas registradas no TSE são incorporadas à base utilizada para o cálculo.
Na consolidação realizada até 1 de outubro de 2026 , por exemplo, a base recebeu 49 novas pesquisas cadastradas no PesqEle. Elas se somaram aos 552 levantamentos considerados na iteração anterior.
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