Técnico uruguaio do Estudiantes celebra Maracanazo contra o Flamengo: "Experiência fabulosa"

O uruguaio Alexander Cacique Medina, técnico do Estudiantes de La Plata, celebrou a classificação para a final da Copa Libertadores destacando a relação entre o caminho do time argentino na reta decisiva com a própria história do futebol do seu país.
O treinador de 48 anos considerou a vitória nos pênaltis sobre o Flamengo um novo Maracanazo, usando o termo que ficou famoso na conquista da Copa do Mundo de 1950 contra o Brasil, no estádio carioca. Agora, o Estudiantes fará a final da Libertadores contra o Palmeiras no Estádio Centenário, em Montevidéu.
- Para mim, como o uruguaio, o Maracanã e o Centenário são dois templos da nossa história. Imagine o que eu sinto hoje por dentro, passar por um time brasileiro neste estádio e ir enfrentar outro brasileiro no Centenário - comentou Cacique Medina.
- É uma experiência fabulosa que estamos vivendo, vamos nos preparar para estar à altura na final. Parece um filme, mas falta o último capítulo - destacou.
Cacique Medina, técnico do Estudiantes, na vitória nos pênaltis sobre o Flamengo, no Maracanã — Foto: Pablo PORCIUNCULA / AFP
Para a torcida do time argentino, a final contra o Palmeiras, dia 28 de novembro, também traz uma boa recordação: foi contra a equipe paulista, no Centenário, que o Estudiantes conquistou a primeira das suas quatro Libertadores, em 1968.
Caciqud Medina destacou o crescimento da sua equipe ao longo da competição. O Palmeiras será o terceiro time brasileiro no caminho do Estudiantes, que eliminou o Corinthians nas quartas de final e o Flamengo na semifinal.
- Muitos dizem que tenho excesso de otimismo, mas não é isso, é a realidade. Nosso time foi crescendo conforme passava a Libertadores, e nós superamos todos os times. Foi merecido chegar à final.
No jogo desta quinta-feira, o Estudiantes superou uma lesão do meia Correa ainda no primeiro tempo e a expulsão de Baltasar Rodríguez no início da etapa final para segurar o empate em 0 a 0 e levar a disputa para o pênaltis, com uma forte organização defensiva. A atuação foi celebrada pelo técnico.
- O Flamengo não teve muitas chances de gol, não me lembro de muitas, a não ser no segundo tempo. O nosso time estava bem plantado, tivemos a lesão do Correa, depois a expulsão, isso vai marcando a partida de forma negativa, mas o time suportou com alma, coragem e valentia. Meus jogadores estão fazendo uma Copa Libertadores magnífica. Estou muito feliz.
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