Greve na Metro Transportes do Sul com adesão 100%

O segundo dia de greve dos trabalhadores da Metro Transportes do Sul (MTS) voltou esta quarta-feira a registar uma adesão de 100%, segundo o Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses (SMAQ).
“Está a decorrer como na terça-feira, com veículos a funcionar na manhã de quarta-feira apenas na linha 3 (Cacilhas – Universidade) entre as 7h00 e as 9h00″, disse à Lusa o presidente do SMAQ, António Barata Domingues.
Greve na Metro Transportes do Sul com adesão de 100%, segundo sindicato
O sindicalista adiantou que na tarde de terça-feira os níveis de adesão foram iguais, com veículos a funcionar apenas no horário dos serviços mínimos (neste caso, entre as 17h00 e as 19h00) na linha 3.
Os trabalhadores da Metro Transportes do Sul, gestora do Metro Sul do Tejo, no distrito de Setúbal, realizam esta quarta-feira o segundo dia de “greve total” (24 horas), reivindicando uma atualização salarial que “tenha em conta a perda de poder de compra” e melhores condições de trabalho, segundo o sindicato.
A partir de quinta-feira e até 27 de outubro, a paralisação será às “duas últimas horas dos períodos de trabalho iniciados nestes dias”.
No âmbito dos serviços mínimos decretados até ao dia 27 será assegurada a circulação na linha 3 (Cacilhas/Universidade) entre as 07h00 e as 09h00 e entre as 17h00 e as 19h00.
Os clientes que habitualmente utilizam a linha 2 (Corroios/Pragal) deverão efetuar transbordo na paragem “Bento Gonçalves”, de forma a prosseguir a sua viagem através das linhas 1 e 3.
O presidente do SMAQ adiantou à Lusa que na terça-feira foi realizado um plenário no qual os trabalhadores reafirmaram a vontade de continuar a luta, mantendo, contudo, a disponibilidade para negociações com a empresa “desde que estas sejam efetivas”.
“Não podem é dar 12 meses para uma negociação e depois andar 30 meses a marcar passo, como aconteceu”, disse.
Numa nota enviada à agência Lusa, o conselho de administração da empresa, que serve os concelhos de Almada e Seixal, no distrito de Setúbal, considerou a greve “desproporcional num quadro de abertura negocial permanente e num contexto de total disponibilidade para o diálogo e de implementação de melhorias efetivas que têm vindo a ser garantidas nas condições de trabalho dos trabalhadores da MTS, em particular dos operadores de condução”.
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Já o SMAQ adiantou que a greve foi convocada na sequência da ausência de resultados concretos nas negociações de um novo Acordo de Empresa, tendo a decisão sido tomada pelos trabalhadores reunidos em plenário “após cerca de dois anos e meio de negociações, sem que tenha sido possível alcançar um entendimento que responda às suas reivindicações”.
Em causa, segundo a estrutura representativa, “está a necessidade de melhorar as condições de trabalho, assegurar uma atualização salarial que tenha em conta a perda de poder de compra e garantir que as matérias relativas à organização do trabalho sejam objeto de negociação coletiva, em vez de decisões unilaterais da empresa”.
O presidente do SMAQ disse à Lusa que os trabalhadores pedem propostas concretas para a negociação e “não a aplicação de normas não negociadas”, e apelam ao Governo que faça a mediação entre as duas partes.
O Metro Sul do Tejo é um sistema de transportes públicos fornecido através do denominado metro ligeiro de superfície nos concelhos de Almada e do Seixal.
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