Meteorito revela que Marte tinha condições para vida

A mais de 30 quilómetros da aldeia mais próxima do Sahara maliano, um conjunto de oito rochas despertou o interesse de especialistas em 2022. A maior tinha apenas o tamanho de um punho, mas revela informação que transcende a atmosfera terrestre. Quatro anos mais tarde, descobriram que aquelas rochas — meteoritos que chegaram de Marte — têm mais de quatro mil milhões de anos, as mais velhas que alguma vez foram identificadas na Terra.
Foi encontrado aos “pedaços”, mas tecnicamente as oito rochas são apenas uma: o Teghaza 001. Num artigo publicado esta sexta-feira na revista Science, um grupo de geólogos da NASA explica que o meteorito é uma “testemunha” de uma época em que o planeta vermelho estava no seu estado “mais quente e mais húmido”. Uma análise à constituição química da amostra geológica revela interações com água no estado líquido na camada exterior de Marte.
Se Marte agora é um planeta frio e seco à superfície, esta descoberta consolida a hipótese de que o nosso vizinho no Sistema Solar era, há vários milhões de anos, muito semelhante à versão atual da Terra. “Os meteoritos marcianos são as nossas únicas amostras de Marte”, admite a primeira autora do estudo, Yang Liu.
A geóloga do Jet Propulsion Laboratory da NASA, na Califórnia, explica à agência Reuters que, apesar de existirem rovers na superfície de Marte, é a partir destas amostras na Terra que conseguem “compreender a formação e a diferenciação do Marte primitivo”, bem como permitem “avaliar, em laboratório, se Marte antigo poderia ter apresentado condições habitáveis”. É a análise destes meteoritos que valida os dados recolhidos por satélites e robôs no planeta.
“As descobertas corroboram a ideia de que, no início, Marte possuía os ingredientes e as condições necessárias para albergar vida, mas não respondem diretamente à questão de saber se houve vida em Marte”, refere um coautor do estudo, Lee Saper. O cientista da NASA esclarece que a rocha mostra uma “imagem parada no tempo” de Marte poucos milhões de anos após a formação do Sistema Solar, há 4,5 mil milhões de anos.
A idade é estimada através da análise dos elementos constituintes do meteorito. Neste caso, os investigadores conseguiram datar a origem da rocha através da decomposição do urânio em chumbo ao longo do tempo, que permite estabelecer um período de tempo para a sua formação. Por comparação com uma outra amostra descoberta em 1984 na Antártida, perceberam que esta era, provavelmente, o registo geológico mais antigo de Marte que alguma vez chegou à Terra, entre os 435 que já aterraram no nosso planeta. Nisto, os especialistas confessam que não têm forma de saber quando o Teghaza 001 caiu no deserto do Sahara, antes de ser descoberto em 2022.
[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]
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