Despejo de idosa de 87 anos comove Madri e evidencia drama da crise imobiliária
Segundo o jornal espanhol El Pais, Abascal alugava o apartamento de um proprietário particular até 2018, quando uma empresa imobiliária adquiriu o imóvel e assumiu sua administração. Foi então que começou uma disputa judicial que durou quase oito anos. Esta foi a quarta tentativa de despejá-la da residência.
A advogada da idosa, Beatriz Duro, afirmou que a empresa imobiliária rejeitou tanto as propostas apresentadas pela equipe jurídica quanto os pedidos de adiamento da retirada da moradora do imóvel. A empresa não fez declarações públicas sobre o caso.
Proposta rejeitada pela empresa
A Anistia Internacional na Espanha denunciou "uma violação dos direitos humanos". "Não é um caso isolado, é apenas mais um retrato do sofrimento vivido por milhares de famílias na Espanha", afirmou a organização em comunicado.
Em uma entrevista para a emissora pública RTVE, Abascal classificou a empresa como "desumana, fazendo tudo para ganhar dinheiro". "Não se pode fazer uma pessoa viver durante sete anos o que estou vivendo, com um facão na nuca, prestes a me cortar a qualquer momento", disse, responsabilizando pela sua situação as autoridades nacionais, regionais e municipais.
A ministra da Habitação da Espanha, Isabel Rodríguez, insistiu que o governo de esquerda tentou várias vezes aprovar uma lei para proibir esse tipo de despejo. Sobre o tema, Sánchez afirmou que aprovar a lei "absolutamente necessária" era "uma responsabilidade compartilhada" entre sua coalizão de esquerda minoritária e o restante do parlamento.
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