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Sunday, November 8, 2026

Brasil tem 2 dos 4 parques de diversões mais visitados da América Latina; veja novo ranking

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RESUMO +

O parque de diversões Beto Carrero World liderou o ranking de 2025 da Themed Entertainment Association (TEA) na América Latina e no Caribe, com 2,9 milhões de visitas, alta de 16% sobre 2024. O empreendimento de Penha, em Santa Catarina, superou o Six Flags México por 818.000 entradas e prepara R$ 2 bilhões em investimentos.

A disputa pelos visitantes dos maiores parques de diversões da América Latina terminou 2025 com uma diferença de 818.000 entradas entre o primeiro e o segundo colocados.

A liderança ficou com um empreendimento brasileiro, que cresceu em ritmo superior ao dos principais concorrentes da região.

O Beto Carrero World, em Penha, no litoral de Santa Catarina, recebeu 2,9 milhões de visitantes em 2025, crescimento de 16% em relação ao ano anterior.

O resultado colocou o parque à frente do Six Flags México, que registrou 2,082 milhões de visitas. Outro brasileiro, o Hopi Hari, de Vinhedo, no interior de São Paulo, aparece na quarta posição, com 1,45 milhão de entradas.

Os números fazem parte do ranking recém divulgado de 2025 da Themed Entertainment Association (TEA), associação internacional do setor de entretenimento e parques temáticos.

O levantamento mostra que os dez parques de diversões mais visitados da América Latina e do Caribe receberam, juntos, 14,1 milhões de visitas, crescimento de 4,8% sobre 2024.

O Beto Carrero avançou mais de três vezes esse percentual.

O crescimento acontece enquanto o parque catarinense prepara 2 bilhões de reais em investimentos para os próximos anos. O dinheiro será usado em novas áreas temáticas, montanhas-russas e hotéis.

O objetivo é aumentar o número de visitantes e fazer com que os turistas permaneçam mais tempo no complexo. O Hopi Hari também prepara uma nova fase de expansão, com investimentos previstos após a mudança de controle da empresa.

Quais são os 10 parques de diversões mais visitados da América Latina?

O Beto Carrero World manteve a liderança regional e ampliou a distância para o segundo colocado.

Em 2024, o empreendimento catarinense havia recebido 2,5 milhões de visitantes. No ano seguinte, foram 2,9 milhões, um acréscimo de 400.000 visitas.

O Six Flags México, segundo colocado, cresceu 1,5%, enquanto o Parque Xcaret, também mexicano, manteve seu público em 1,47 milhão.

O Hopi Hari foi o outro destaque brasileiro. O parque paulista cresceu 11,9% e chegou a 1,45 milhão de visitas.

Confira o ranking completo:

1º) Beto Carrero World (Brasil): 2,9 milhões (+16%)
2º) Six Flags México (México): 2,082 milhões (+1,5%)
3º) Parque Xcaret (México): 1,47 milhão (0%)
4º) Hopi Hari (Brasil): 1,45 milhão (+11,9%)
5º) Mundo Petapa (Guatemala): 1,441 milhão (-2%)
6º) Parque Mundo Aventura (Colômbia): 1,171 milhão (+3,5%)
7º) Fantasilandia (Chile): 1,167 milhão (+1,5%)
8º) Parque del Café (Colômbia): 905.000 (+3,5%)
9º) Xetulul (Guatemala): 865.000 (-2%)
10º) Parque de la Costa (Argentina): 655.000 (+2,6%)

*Fonte: TEA, ranking de parques temáticos e de diversões da América Latina e do Caribe em 2025. Os dados representam visitas, não necessariamente pessoas diferentes.

Quais são os representantes brasileiros

Os dois representantes brasileiros somaram 4,35 milhões de visitas, o equivalente a quase 31% do movimento registrado entre os dez maiores parques da região.

Dos dez empreendimentos da lista, sete cresceram em público, dois tiveram queda e um permaneceu estável.

O avanço mais expressivo foi justamente o do Beto Carrero.

Fundado em 1991, o Beto Carrero World ocupa uma área de 14 milhões de metros quadrados em Penha, Santa Catarina. O parque começou como um empreendimento criado pelo empresário João Batista Sérgio Murad, conhecido nacionalmente pelo personagem Beto Carrero, uma mistura de caubói com herói de filmes de ação.

Pórtico de entrada do Beto Carrero World: todos os anos, 2,5 milhões de pessoas atravessam os portões do parque em Penha, no litoral de Santa Catarina (Leandro Fonseca /Exame)

Durante os primeiros anos, a própria figura do fundador era uma das principais ferramentas de divulgação da empresa. Ele aparecia em programas de televisão, filmes e espetáculos realizados dentro do parque.

A morte de Beto Carrero, em 2008, obrigou a família a repensar a forma de atrair visitantes.

Foi quando Alexandre Murad, filho do fundador, assumiu o comando e passou a buscar parcerias com empresas de entretenimento.

A mudança ganhou força em 2012, com um acordo com a DreamWorks para levar personagens como Shrek, Kung Fu Panda e Madagascar ao complexo catarinense.

Depois vieram outras marcas, como Hot Wheels, da Mattel, e Nerf, da Hasbro.

A estratégia passou a combinar brinquedos, personagens e experiências temáticas que também incluem restaurantes, lojas e espetáculos.

O objetivo é fazer com que uma família encontre mais motivos para visitar o parque, consumir dentro dele e retornar em outra viagem.

Em reportagem anterior da EXAME, Murad informou que o Beto Carrero havia alcançado receita próxima de 660 milhões de reais, crescimento de 14% sobre o período anterior.

“Estamos na melhor fase da nossa carreira, passando pelo nosso melhor momento financeiro”, afirma o executivo.

O avanço do público em 2025 reforça a estratégia. O parque recebeu 400.000 visitas a mais do que em 2024, enquanto o segundo colocado no ranking latino-americano acrescentou aproximadamente 31.000.

A diferença ajuda a explicar por que o Beto Carrero decidiu acelerar os investimentos. Os próximos anos devem marcar a maior expansão da história do Beto Carrero World.

O parque anunciou um programa de 2 bilhões de reais em investimentos, com recursos próprios e de parceiros, dividido entre novas atrações e estruturas de hospedagem.

Uma das principais apostas é uma área dedicada ao Bob Esponja, personagem da Paramount. O projeto prevê uma montanha-russa que, segundo Murad, será a mais cara do Hemisfério Sul.

Outra frente é ampliar o número de atrações voltadas para famílias com crianças.Essa estratégia já levou à construção de uma área da Galinha Pintadinha, que recebeu 50 milhões de reais em investimentos.

O parque também decidiu substituir brinquedos antigos para abrir espaço a novos projetos.

É o caso da Star Mountain, montanha-russa inaugurada em 1994, que teve sua aposentadoria anunciada após mais de três décadas de operação.

Segundo Murad, cerca de 35 milhões de pessoas passaram pela atração desde a inauguração.

O espaço será utilizado para uma nova área temática, maior do que a dedicada à Galinha Pintadinha.

A decisão mostra um dos desafios da operação de um parque de diversões: atrações antigas podem continuar conhecidas do público, mas também exigem manutenção, atualizações e investimentos para permanecer em funcionamento.

Montanha-russa Star Mountain: uma das primeiras atrações instaladas no Beto Carrero World, em 1994 (Leandro Fonseca /Exame)

Em outra montanha-russa, a Fire Whip, o Beto Carrero investiu mais de 24 milhões de reais para substituir trilhos e modernizar sistemas eletrônicos, sensores e freios.

O objetivo é manter o parque competitivo enquanto amplia o número de brinquedos disponíveis.

A segunda parte do programa bilionário será destinada à hotelaria. O plano inclui três torres próprias com 200 apartamentos cada, além de empreendimentos desenvolvidos em parceria com outras empresas.

Para o Beto Carrero, ampliar a hospedagem significa tentar capturar uma parcela maior dos gastos dos turistas que já visitam Santa Catarina.

Hopi Hari cresce 11,9% e também prepara expansão

O outro brasileiro entre os dez maiores parques de diversões da América Latina é o Hopi Hari, localizado em Vinhedo, a aproximadamente 70 quilômetros da cidade de São Paulo.

O empreendimento terminou 2025 com 1,45 milhão de visitas, contra 1,295 milhão em 2024.

O crescimento de 11,9% representa um acréscimo de 155.000 entradas.

O desempenho colocou o parque na quarta posição regional, ligeiramente à frente do Mundo Petapa, da Guatemala, que recebeu 1,441 milhão de visitas.

Nova atração do Hopi Hari (Hopi Hari/Divulgação)

O resultado acontece depois de anos de dificuldades financeiras enfrentadas pelo Hopi Hari.

Inaugurado em 1999, o parque passou por mudanças de gestão, dívidas e um processo de recuperação judicial. Nos últimos anos, tentou recuperar público com novas ações comerciais, parcerias e a renovação de atrações.

Segundo a TEA, o Brooklyn International Group, novo controlador do parque, planeja investir aproximadamente 280 milhões de reais até 2028.

Os recursos devem ser destinados a novas atrações, brinquedos e experiências para estimular o retorno dos visitantes. O desafio é recuperar a capacidade de investimento sem repetir os problemas financeiros que marcaram parte da trajetória do empreendimento.

O crescimento de 2025 indica uma recuperação de público.

Por que o Brasil está atraindo investimentos em parques de diversão?

O relatório da TEA aponta que os parques latino-americanos estão ampliando os investimentos para atender a uma demanda crescente por lazer e turismo.

A entidade destaca três movimentos no setor: novas atrações, uso de personagens e marcas conhecidas e expansão da oferta de hotéis.

A mudança acompanha o comportamento de empresas que procuram transformar visitas de um dia em viagens de fim de semana ou férias mais longas.

No Brasil, isso aparece tanto nos parques existentes quanto nos empreendimentos em construção.

Além dos 2 bilhões de reais anunciados pelo Beto Carrero e dos investimentos previstos pelo Hopi Hari, o setor aguarda a chegada de um novo concorrente. É o Cacau Park, parque temático da Cacau Show que está sendo construído em Itu, no interior paulista.

Com investimento anunciado de aproximadamente 2 bilhões de reais, o empreendimento tem abertura prevista para 2027 e contará com áreas temáticas e atrações inspiradas no universo do chocolate.

O projeto também prevê hospedagem, com hotéis integrados ao destino.

A chegada de novos concorrentes representa uma oportunidade de ampliar o mercado, mas também eleva a pressão sobre quem já opera.

Os parques precisam continuar investindo para atrair turistas, mesmo diante de custos elevados de construção, manutenção e operação.

Na análise do ranking de 2025, a TEA afirma que a América Latina ainda possui uma infraestrutura de parques menos desenvolvida do que a América do Norte, a Europa e partes da Ásia. Isso cria espaço para novos empreendimentos, sobretudo em mercados com grande população e demanda doméstica por lazer.

'Perguntas frequentes'

Qual foi o parque de diversões mais visitado da América Latina em 2025? +

O Beto Carrero World foi o parque mais visitado da América Latina e do Caribe em 2025, segundo a Themed Entertainment Association (TEA). O empreendimento recebeu 2,9 milhões de visitas, alta de 16% sobre 2024.

Quais foram os parques mais visitados da América Latina em 2025? +

Segundo a TEA, o ranking foi liderado por Beto Carrero World, com 2,9 milhões de visitas, Six Flags México, com 2,082 milhões, Parque Xcaret, com 1,47 milhão, Hopi Hari, com 1,45 milhão, e Mundo Petapa, com 1,441 milhão. Completaram a lista Parque Mundo Aventura, Fantasilandia, Parque del Café, Xetulul e Parque de la Costa.

Qual foi a diferença de público entre Beto Carrero World e Six Flags México? +

O Beto Carrero World recebeu 818.000 visitas a mais do que o Six Flags México em 2025. Segundo a TEA, o parque brasileiro registrou 2,9 milhões de entradas, enquanto o concorrente mexicano recebeu 2,082 milhões.

Quantos visitantes os parques brasileiros receberam em 2025? +

Beto Carrero World e Hopi Hari somaram 4,35 milhões de visitas em 2025, o equivalente a quase 31% do movimento dos dez maiores parques da região. Segundo a TEA, o Beto Carrero ficou em primeiro lugar e o Hopi Hari ocupou a quarta posição.

Em que o Beto Carrero World investirá R$ 2 bilhões? +

O Beto Carrero World destinará R$ 2 bilhões, com recursos próprios e de parceiros, a novas atrações e estruturas de hospedagem. O programa inclui uma área do Bob Esponja, uma nova montanha-russa e três torres próprias com 200 apartamentos cada.

Quanto o Hopi Hari pretende investir em sua expansão? +

O Brooklyn International Group, novo controlador do Hopi Hari, planeja investir aproximadamente R$ 280 milhões até 2028, segundo a TEA. Os recursos devem financiar novas atrações, brinquedos e experiências para estimular o retorno dos visitantes.

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