Argentina contesta punições da Fifa por confusão e cantos discriminatórios na Copa
A Associação do Futebol Argentino (AFA) anunciou que recorrerá ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) contra as sanções aplicadas pela Fifa por incidentes após a final da Copa do Mundo de 2026, vencida pela Espanha. As informações são da AFP.
O anúncio ocorre após a Câmara de Apelações da Fifa reduzir de sete para quatro jogos a suspensão do lateral Nahuel Molina. A multa ao jogador também caiu, de US$ 90 mil para US$ 60 mil.
A entidade, porém, manteve a suspensão de dez partidas e a multa de US$ 90 mil ao volante Leandro Paredes. Também foi preservada a penalidade de mais de US$ 320 mil à AFA por cantos discriminatórios de torcedores argentinos.
“Os próximos passos em defesa dos direitos do jogador (Paredes) e da AFA serão solicitar os fundamentos das decisões e, com eles, recorrer ao TAS para uma nova revisão”, informou a associação em comunicado divulgado na sexta-feira, 6.
A AFA afirmou que levará o caso ao tribunal por considerar que “dispõe de argumentos de fato e de direito suficientes para interpor recurso”.
O que motivou as punições
Os jogadores argentinos foram sancionados por participar de uma confusão com adversários após a derrota por 1 a 0 para a Espanha, na prorrogação da final do Mundial.
A partida foi disputada em 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A Fifa também puniu o meio-campista Thiago Almada, do River Plate, que já cumpriu a suspensão de uma partida.
Quando os jogadores poderão voltar à seleção
Molina, do Atlético de Madrid, ainda precisa cumprir um dos quatro jogos de suspensão. Com isso, poderá voltar a defender a Argentina na primeira data Fifa de 2027.
Paredes, por sua vez, já cumpriu três partidas e ficará fora dos amistosos de novembro contra Uruguai e Costa Rica.
Após os dois últimos compromissos da seleção no ano, o capitão do Boca Juniors ainda terá cinco jogos de suspensão a cumprir, caso a punição seja mantida.
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