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Friday, September 18, 2026

São Vicente pode aplicar multas de até R$ 5 milhões à Sabesp por falta d'água; entenda

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Medida prevê punição em casos de desabastecimento por mais de 24 horas ligado a falhas operacionais. Valor arrecadado será destinado ao Fundo Municipal de Meio Ambiente.

  • Câmara de São Vicente aprovou nesta quarta-feira (16) projeto para multar a Sabesp em até R$ 5 milhões por falta de água superior a 24 horas.

  • A punição ocorre após recentes problemas de abastecimento na Baixada Santista. O projeto prevê exceções para "força maior" e exige fornecimento alternativo de água potável.

  • Os valores arrecadados serão integralmente destinados ao Fundo Municipal de Meio Ambiente. A atuação municipal não interfere nas atribuições de fiscalização regulatória do órgão estadual.

Diretor da Sabesp explica causas da falta de abastecimento de água na Baixada Santista

Diretor da Sabesp explica causas da falta de abastecimento de água na Baixada Santista

A Prefeitura de São Vicente, no litoral de São Paulo, poderá aplicar multas de até R$ 5 milhões à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) em casos de desabastecimento de água por mais de 24 horas. A medida foi aprovada pela Câmara Municipal na tarde desta quarta-feira (16) e prevê punições quando a interrupção estiver relacionada a falhas na operação do sistema.

As multas variam de R$ 10 mil a R$ 5 milhões, com possibilidade de aumento do limite em caso de reincidência. A medida prevê responsabilização da concessionária em situações de interrupção sem justificativa ou comunicação prévia relacionadas à falta de investimentos, problemas de manutenção ou falhas de gestão operacional.

Casos de exceção

O documento garante exceções para situações que, segundo a prefeitura, são consideradas de "força maior", como eventos climáticos extremos, manutenções previamente comunicadas e danos provocados por terceiros, desde que sejam atendidos os critérios estabelecidos.

Além da multa, a Sabesp será obrigada a adotar medidas emergenciais para amenizar eventuais transtornos e garantir o fornecimento alternativo de água potável à população atingida.

Fiscalização e recursos

O valor arrecadado com as multas será destinado integralmente ao Fundo Municipal de Meio Ambiente (FMMA), com prioridade para ações de proteção de mananciais, conservação das bacias hidrográficas e investimentos para garantir o fornecimento alternativo de água potável aos moradores.

Ainda segundo a prefeitura, a atuação municipal não interfere nas atribuições da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) e da Unidade Regional de Serviços de Abastecimento de Água Potável e Esgotamento Sanitário (Urae-1), que permanecem responsáveis pela fiscalização regulatória da concessão.

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