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Wednesday, September 16, 2026

Começou julgamento de pai e filho por tentativa de homicídio

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Dois homens, pai e filho, acusados do crime de tentativa de homicídio há um ano num bairro da Régua, recusaram esta terça-feira prestar declarações no início do julgamento, no Tribunal de Vila Real.

O pai, de 45 anos, está acusado pelo Ministério Público (MP) de três crimes de homicídio qualificado, na forma tentada, enquanto o filho, de 22, está indiciado por um crime de homicídio qualificado, na forma tentada.

O caso remonta a 12 de setembro de 2025 e aconteceu no bairro das Alagoas, na cidade do Peso da Régua, distrito de Vila Real.

Esta terça-feira, no arranque do julgamento, os dois arguidos optaram por não prestar declarações perante o coletivo de juízes.

Os arguidos são suspeitos de terem disparado vários tiros contra quatro homens, três dos quais deram entrada, ao final da tarde daquele dia, na urgência da Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Para o local foram mobilizados militares da GNR e agentes da Polícia Judiciária (PJ) de Vila Real, que apreenderam armas de fogo e munições aos arguidos.

A acusação refere que os arguidos agiram de forma livre, voluntária e consciente, sabendo que as condutas praticadas eram proibidas e punidas por lei.

O MP considera ainda que os factos praticados são graves, que os ofendidos não foram atingidos mortalmente por “mera sorte do destino” e que se “mantém a tensão entre os grupos rivais”.

O arguido mais novo já foi condenado, em processos distintos, por quatro tentativas de homicídio, por roubo e ofensa à integridade física qualificada, cumprindo, em setembro do ano passado, uma pena de prisão domiciliária de 10 meses por este último crime.

O pai foi detido no dia a seguir aos disparos na Régua e está em prisão domiciliária, enquanto o filho, detido em dezembro, ficou em prisão preventiva, medida de coação que foi interrompida para cumprimento de uma pena de prisão de oito anos relacionada com a condenação por quatro tentativas de homicídio, num processo que, entretanto, transitou em julgado.

[Outubro de 1965. O diplomata suíço Raymond Quendoz espera pela mulher na pista do aeroporto de Havana, mas a portuguesa Annie Silva Pais simplesmente não aparece. O desaparecimento dela vai dar origem a um mistério de dimensão internacional que vai mobilizar o responsável da CIA em Cuba, o chefe dos serviços de segurança suíços, o mais alto representante de Portugal no país, e até Salazar e Fidel Castro. Porque Annie não é só casada com um diplomata suíço. Também é filha de um dos homens mais importantes do Estado Novo, Fernando Silva Pais, o diretor da PIDE. Já estreou “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Pode ouvir o primeiro episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]

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