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Sunday, November 1, 2026

Binance retoma saques após ataque hacker de US$ 6,3 bilhões

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A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, começou a restabelecer os saques de ativos digitais neste domingo, 1º, após suspender temporariamente as operações em resposta a um ataque hacker que resultou no roubo de aproximadamente US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 33,5 bilhões).

A retomada ocorre de forma gradual, com a liberação de diferentes redes e criptomoedas à medida que a empresa conclui as verificações de segurança e estabilidade. A primeira fase começou entre 3h e 6h, pelo horário de Brasília, conforme comunicado divulgado pela companhia.

Em atualização publicada na rede social X, a Binance informou que os saques já foram reativados para diferentes redes, incluindo Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH), BNB Smart Chain (BSC), XRP, Base, Dogecoin (DOGE), Optimism (OP), Arbitrum, Tron (TRX), Solana (SOL), Polygon e Avalanche.

Quais criptomoedas já podem ser sacadas na Binance?

A corretora informou que a liberação está sendo feita em etapas. Na atualização mais recente, publicada pela Binance Brasil no X, foram anunciadas novas liberações para Polygon e Avalanche.

Última Atualização de Saque

Os saques foram reativados para as seguintes redes e ativos:

Novos:
✅ MATIC (Polygon): POL, USDT, USDC
✅ AVAXC: AVAX, USDT, USDC

Já Habilitados:
✅ BTC: BTC
✅ ETH: ETH, USDT, USDC
✅ BSC: BNB, USDT, USDC
✅ XRP: XRP
✅ Base: ETH, USDC
✅ DOGE: DOGE
✅ OP (Optimism): ETH, USDT, USDC
✅ ARBITRUM: ARB, ETH, USDT, USDC
✅ TRX: TRX, USDT
✅ SOL: SOL, USDT, USDC

Continuaremos a restaurar ativos e redes adicionais em fases à medida que as verificações de segurança forem concluídas. Atualizações adicionais serão compartilhadas por meio dos canais oficiais da Binance.

— Binance Brasil (@BinanceBrasil) November 1, 2026

A Binance informou que continuará adicionando outras redes e ativos em etapas, conforme a conclusão das análises de segurança. Durante a implementação, os usuários podem enfrentar atrasos temporários ou prazos maiores de processamento devido ao volume de transações.

Binance diz que cobrirá perdas com recursos próprios

No comunicado, a corretora afirmou que os fundos dos clientes permanecem seguros e que assumirá integralmente o impacto financeiro dos ativos roubados, sem repassar as perdas aos usuários.

A Binance informou que já cobriu aproximadamente 95% do valor afetado pelo ataque, ante 90% na atualização anterior. Segundo a empresa, os 5% restantes correspondem a tokens menos líquidos, que demandam mais tempo para serem adquiridos nas quantidades necessárias.

A companhia também afirmou que recuperou aproximadamente 90% do valor afetado, percentual superior aos 80% informados anteriormente.

De acordo com a Binance, os saldos de BTC, ETH, USDT, BNB, SOL, USDC, XRP, USD1, RLUSD e ZEC estão totalmente garantidos, com cobertura de 100%.

Para recompor os ativos, a corretora utiliza recursos do caixa corporativo, fundos de emergência e do Secure Asset Fund for Users (SAFU), reserva criada em 2018 para proteger os clientes em situações extremas.

Os serviços de depósito permaneceram disponíveis durante a suspensão dos saques e, segundo a empresa, não foram afetados pelo incidente.

FBI atribui ataque à Coreia do Norte

O ataque hacker à Binance foi atribuído pelo FBI a hackers norte-coreanos do grupo TraderTraitor. A conclusão foi divulgada pela agência americana no sábado, 31.

Segundo a Bloomberg, empresas de inteligência em blockchain, como TRM Labs, Chainalysis e Elliptic, também apontaram a participação de hackers ligados à Coreia do Norte.

O episódio é considerado o maior roubo de criptomoedas já registrado. O valor supera em mais de quatro vezes o prejuízo de aproximadamente US$ 1,5 bilhão sofrido pela corretora Bybit em 2025, até então um dos maiores ataques do setor.

A Binance havia informado inicialmente que o incidente poderia envolver o comprometimento do computador de um engenheiro de software, o que teria permitido o acesso indevido a sistemas internos e a realização de transações não autorizadas.

Posteriormente, o co-CEO Richard Teng afirmou que o ataque envolveu um processo mais complexo do que o uso indevido das permissões de um único funcionário.

Ainda não há uma explicação definitiva sobre como a invasão ocorreu. A empresa informou que trabalha com autoridades policiais e parceiros do setor para rastrear e recuperar os valores roubados.

Binance enfrenta teste de confiança após ataque

Segundo a Bloomberg, a retomada dos saques também representa um teste para a liquidez e a confiança dos clientes na corretora.

A plataforma registrou saídas líquidas de US$ 2,5 bilhões após a reabertura dos saques, de acordo com dados da DefiLlama citados pela agência.

A Binance afirmou que publicará um relatório detalhado sobre o incidente após a conclusão das investigações.

A empresa também reiterou que os ativos virtuais de usuários brasileiros estão protegidos e que os prejuízos decorrentes do ataque serão absorvidos pela própria corretora.

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