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Friday, October 9, 2026

As notícias das 13h

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Pré uma hora. Está a começar o Jornal da Uma, na Rádio Observador, com edição do Miguel Videira. Miguel, o que está a marcar o topo da atualidade hoje?

Terminou há instantes, João, o debate quinzenal com o primeiro-ministro, com a proposta de orçamento do Estado em plano de fundo, com críticas generalizadas aos partidos da oposição. Sobressaem, por exemplo, as acusações de André Ventura a Luís Montenegro, diz que não tem qualidade para ser primeiro-ministro. O PS critica as políticas de habitação seguidas pelo Executivo, mas houve outro tema trazido a este debate: o pedido para a devolução de verbas pagas indevidamente a perto de 3 mil pensionistas. Miguel Viterbo Dias.

Na ressaca da entrega do orçamento, foi o erro com o pagamento de cerca de 3 mil pensões que levou Luís Montenegro a irritar-se. Chega e Bloco acusaram o governo de cortar nas reformas e o primeiro-ministro pediu a defesa da honra.

Sr. Presidente, o governo e o primeiro-ministro foram falsamente atacados na sua honra com a afirmação segundo a qual o governo se prepara para cortar o valor de qualquer pensão. Isso é manifestamente falso.

Luís Montenegro, que aproveitou para uma pré-apresentação do orçamento, com destaque para os impostos.

Tomamos posse pela primeira vez faz hoje 920 dias. São 920 dias sem um único aumento de um imposto.

Mas André Ventura tirou outra conclusão.

Não precisam. As portagens vão ter cobrança recorde, o IVA vai ter cobrança recorde, os impostos sobre os combustíveis vão ter cobrança recorde. Quer dizer, não aumentam os impostos, mas vão sacar de forma recorde.

Já o líder do PS procurou duas garantias adicionais que o levaram a deixar em aberto mudar o sentido de voto no final da discussão na especialidade.

Tem a ver com os investimentos pós-PRR e tem a ver com as respostas das tempestades. Queira, por favor, ser claro nesta assembleia se esses compromissos são ou não para honrar.

Não há nenhuma matéria sobre isso.

As garantias de Montenegro, que quis ainda descansar Mariana Leitão, da IL, quanto ao aumento da despesa pública.

Estamos numa situação completamente equilibrada.

E atirou a Mário Centeno.

Há uma personalidade em concreto que falhou todas as previsões.

Também Paulo Núncio comparou Centeno ao professor Chibanga, com Paulo Raimundo, do PCP, a criticar a dança do primeiro-ministro entre a esquerda e a direita.

Sr. primeiro-ministro é, de fato, um bailarino. Vira-se para o Chega e aprova com o Chega a lei dos despejos. Vira-se para o Partido Socialista e aprova com o Partido Socialista este orçamento.

Bailarico no Parlamento, em vésperas do arranque da discussão do Orçamento do Estado para 2027.

Dança acompanhada pelo jornalista do Observador, Miguel Viterbo Dias, acompanhou este debate quinzenal, horas depois da apresentação da proposta de orçamento.

Vamos então às reações setoriais à proposta de orçamento do Estado para o próximo ano. A esta hora, a área da educação.

Que globalmente vê o orçamento reforçado, mais 4,9%. O secretário-geral da Federação Nacional de Educação, Pedro Barreiros, teme que este aumento possa ficar aquém das necessidades, tendo em conta que ainda não está concluída a negociação do novo estatuto da carreira docente.

Em sete matérias que importa negociar, estamos ainda na segunda, no tema dois. E estas, que têm um impacto financeiro mais estrutural e significativo, nomeadamente a estruturação da carreira, as remunerações e os salários dos professores, são o tema seis e o tema sete e, portanto, ainda falta algum tempo para verificarmos em concreto o que é que o Ministério da Educação e o governo pretendem fazer e qual o impacto que essas medidas poderão ter.

Impacto orçamental, sublinha o dirigente da FNE, Pedro Barreiros, diz que vai ser preciso esperar pelo detalhe das negociações em curso.

Uma hora e quatro minutos, seguimos com os protestos em Bruxelas. Miguel, há registo de confrontos entre manifestantes e polícia belga.

Os dois maiores sindicatos do país convocaram para esta sexta-feira uma manifestação em protesto contra os cortes previstos na proposta de orçamento. A polícia contabiliza 30 mil participantes, os sindicatos falam em mais de 50 mil. À margem da manifestação, juntaram-se centenas de estudantes mascarados, com a cara tapada. Entraram em confronto com a polícia. Há detidos, não são avançados números exatos. Os jovens rebentaram petardos, incendiaram bicicletas, atiraram garrafas, pedras e lixo contra os agentes da autoridade, que respondem com canhões de água e gás lacrimogéneo. Há indicação de que um hotel foi vandalizado. De resto, João, olhamos aqui para a televisão, vemos estas imagens de vários destroços pelas artérias das ruas de Bruxelas e precisamente um destes canhões de água que procura afastar os manifestantes.

Já em França, o dia foi mais calmo ou está a ser mais calmo. Ainda assim, Miguel, há indicação de 141 escolas encerradas.

Menos 16 do que ontem, o que significa que, de acordo com o Ministério Francês da Educação, 96% das escolas estão abertas. Alguns dos liceus continuam, no entanto, com aulas suspensas por questões de segurança. Noutros casos, são as barricadas junto aos portões que impedem a entrada de professores e alunos. Ainda assim, o dia de hoje representa apenas uma pausa. Os sindicatos já marcaram outra grande manifestação para a próxima terça-feira. Protesto convocado, apesar do ministro da Educação ter anunciado ontem à noite a contratação de mais de 3 mil novos professores.

E já foi revelado o vencedor deste ano do Prêmio Nobel da Paz. Pelo segundo ano consecutivo, o comitê do Nobel distinguiu uma mulher.

"The Norwegian Nobel Committee has decided to award the Nobel Peace Prize for 2026 to Navanethem 'Navi' Pillay".

Navi Pillay, distinguida pelos esforços na promoção da paz e do direito internacional. O comitê indica que Pillay responsabilizou Estados e líderes nacionais e trouxe esperança às vítimas de violência e conflitos. A decisão já foi saudada pela ONU. Agora com a ajuda do jornalista Carlos Pedro, ficamos a conhecer com mais detalhe a vida de Navi Pillay.

Jurista de profissão, nasceu em 1941, na cidade de Durban, na África do Sul, mas tem origens indianas. Formou-se em Direito pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e tornou-se na primeira mulher não branca a atuar no Supremo Tribunal da África do Sul. Serviu também como juíza no Tribunal Penal Internacional para o Ruanda. Já nas Nações Unidas, a jurista iniciou em 2008 o mandato como Alta Comissária para os Direitos Humanos. Navi Pillay cresceu sob o apartheid na África do Sul, destacou-se na luta contra o regime, defendeu, entre outras figuras, Nelson Mandela e nunca esqueceu o passado colonial em solo africano.

O envolvimento de pessoas afrodescendentes na governação, criação de políticas e nos sistemas judiciais é crucial para enfrentar esse legado cruel.

Legado de escravidão, entenda-se. O mandato da sul-africana como Alta Comissária para os Direitos Humanos terminou em 2014. Na ONU, Navi Pillay foi também presidente de uma comissão de inquérito que acusou Israel de cometer genocídio na Faixa de Gaza.

A comissão conclui que Israel cometeu genocídio contra o povo palestiniano e que esse genocídio ainda continua.

A luta para garantir que os crimes de guerra, os crimes contra a humanidade e o genocídio sejam processados, entretanto, continua. A mais recente vencedora do Nobel da Paz está agora envolvida no caso que opõe Gâmbia a Myanmar, no Tribunal Internacional de Justiça. Myanmar é acusado de genocídio.

Algumas marcas do percurso de Navi Pillay, que lhe garantiram este Prémio Nobel da Paz. Tem 85 anos. Escutámos um trabalho do jornalista Carlos Pedro.

E a grande vencedora, Miguel, entretanto, já reagiu e com alguma ironia.

Se me aplaudirem mais, talvez partilhe este prémio com Trump.

"Se aplaudirem mais, talvez partilhe este prémio com Trump", disse Navi Pillay no ano passado, durante uma visita de Maria Corina Machado a Washington. A líder da oposição venezuelana deu a medalha do Nobel da Paz a Donald Trump. Navi Pillay garantiu que não vai parar com o trabalho de apoio aos princípios de Nuremberga.

Vamos ao futebol neste jornal da uma. O Futebol Clube do Porto defronta amanhã o Marítimo na Madeira. Na antevisão do encontro, o treinador dos Dragões diz que as condições difíceis do relvado não devem servir de desculpa.

O Porto regressa ao campeonato depois da vitória no Dragão frente ao Benfica, antes da pausa das seleções. Foram três semanas. Francesco Farioli espera que o relvado do Estádio dos Barreiros esteja em melhores condições. Se não estiver, o treinador do Porto não quer desculpas.

Vai ser um jogo desafiante por razões diferentes. O relvado é um tema já falado várias vezes. Espero que nesta pausa tenham feito tudo para que esteja da melhor forma possível. Penso que eles esperam ter um campo bom para jogar toda a época e esperamos que esteja bom. Se não estiver, não há desculpas e temos de usar outras ferramentas para passar por cima disso.

Não desculpas, cem desculpas para o resultado que o Porto vier a alcançar na Madeira. Nesta conferência de imprensa, o técnico portista foi ainda questionado sobre a polêmica que envolve Cristiano Ronaldo. Francesco Farioli não quis aprofundar o tema, diz apenas que admira muito duas das maiores lendas do futebol português, Ronaldo e Jorge Jesus.

O apito inicial do Marítimo e Futebol do Porto está marcado para às 18h de amanhã. É uma partida para acompanhar com relato em direto aqui na Rádio Observador. Uma hora e 10 minutos, Miguel. Que outras notícias vão marcando a atualidade?

Devem chegar ainda hoje a território nacional os dois portugueses que ontem foram detidos na Cisjordânia. O Ministério dos Negócios Estrangeiros revela que os dois aceitaram a deportação. Um dos detidos é jornalista. Acrescenta que não foram alvo de violência física. A detenção ocorreu em Ramallah. Não se conhecem as circunstâncias. Dados do Instituto Nacional de Estatística, até agosto, as exportações subiram 2,9%, as importações 5,3. Isto na comparação com o mesmo período do ano passado, o déficit comercial agravou-se 47 milhões de euros. Mais uma, tem sido frequente, a Polícia Marítima apreendeu mais de 450 kg de droga entre Cabo Espichel e Sines. Segundo esta força, presumivelmente, trata-se de haxixe. A droga está distribuída por 10 fardos. Não há indicação de detidos. Ontem foram apreendidas cerca de quatro toneladas de cocaína e duas embarcações, também na costa alentejana. Desta feita, três pessoas foram detidas.

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