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Sunday, October 11, 2026

Sousa Real faltou ao quinzenal por doença do gato Mikas

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O debate quinzenal da passada sexta-feira acabou com um momento muito raro: um dos partidos não participou no confronto com o primeiro-ministro. Depois de quase todos os partidos com representação parlamentar terem intervindo, silêncio: a deputada única e líder do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) não estava na sala e o debate terminou mais cedo. Agora, sabe-se porquê: Inês Sousa Real faltou ao debate porque o seu gato, Mikas, estava seriamente doente. “Estive, e estarei sempre, onde ninguém me poderia substituir e onde o meu coração estava: com o Mikas”, confirmou a deputada.

Numa publicação na sua conta pública de Facebook, Sousa Real explicou o motivo pelo qual faltou pela primeira vez a um debate quinzenal: Mikas teve uma urgência de saúde, suspeitando-se que tenha sofrido um AVC. “É muito difícil ver o estado de saúde dos nossos melhores amigos a degradar-se e passar por um episódio como o de sexta-feira. (…) Felizmente, o Mikas está a recuperar e, a avaliar pelo seu geniozinho, parece que foi sobretudo a parte motora que ficou afetada. Até porque está consciente, come e reclama! Hoje já veio dormir a casa, o que deixa o meu coração menos apertado”, contou a deputada, agradecendo à médica que acompanhou o gato.

Depois, na mesma publicação, seguem-se as justificações políticas: “Quem acompanha o meu trabalho sabe que nunca faltei a um debate com o primeiro-ministro e conhece o sentido de responsabilidade e compromisso com que exerço diariamente o mandato que me foi confiado em nome do PAN”, escreveu Sousa Real. Mas, na sexta-feira, a deputada do partido animalista viu-se “forçada” a faltar: não por “desconsideração”, mas por considerar que o seu gato, que já soma 17 anos, faz parte da sua família.

“O Mikas está comigo desde os dois meses de vida e, ao longo destes quase 17 anos, não houve um momento de adversidade em que não fosse o primeiro a perceber que algo não estava bem e a estar presente, literalmente, ao meu lado”, conta Sousa Real. E, para a líder do PAN, se a política exige responsabilidade, também precisa de “humanidade”.

“Haverá mais debates e mais trabalho parlamentar. Mas nada nem ninguém poderia substituir-me num momento tão difícil como aquele que o Mikas viveu na sexta-feira. E foi por isso que estive, e estarei sempre, onde ninguém me poderia substituir e onde o meu coração estava: com o Mikas”, escreveu Sousa Real, numa publicação que conta com mais de 1800 comentários, com muitos desejos de melhoras para o animal de estimação.

Segundo o regimento da Assembleia da República, cabe ao presidente — neste caso, a José Pedro Aguiar-Branco — julgar as justificações das faltas dos deputados às reuniões plenárias. No regime de presenças e faltas ao plenário determina-se que “a palavra do deputado faz fé” e não precisa de comprovativos adicionais.

Enquanto líder do PAN e deputada, Inês Sousa Real tem defendido medidas para assistência aos animais. Ainda em maio passado, durante a discussão sobre a lei laboral, Sousa Real propôs precisamente que a reforma — que acabaria por não avançar — incluísse um regime de faltas justificadas do trabalho por motivo de morte ou assistência a animais de companhia, como seria o caso de Mikas.

Segundo a proposta de Sousa Real, para justificar a falta nestas situações o trabalhador teria de ter uma declaração comprovativa “emitida por entidade competente, nomeadamente pelo médico veterinário ou entidade onde foram prestados os cuidados médico-veterinários ao animal”.

O gato Mikas é bem conhecido dos seguidores de Sousa Real, que costuma mencioná-lo frequentemente em entrevistas e nas suas redes sociais.

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