Democratas processam governo Trump por interferências nas eleições dos EUA

'Há mais de uma década, o presidente Donald J. Trump tem bombardeado o povo americano com mentiras e desinformação sobre as eleições americanas e fraudes eleitorais', diz a ação judicial. "Embora essas mentiras tenham sido refutadas repetidas vezes, isso nunca impediu o presidente de utilizá-las como pretexto para assumir o controle das eleições, mesmo diante da rejeição esmagadora dessa tentativa pelos tribunais", relata o texto.
Os democratas citaram movimentações recentes por parte de aliados de Trump. A ação descreve uma iniciativa do Departamento de Justiça na Califórnia para impedir a contagem de votos pelo correio de pessoas identificadas pelo governo federal como "prováveis" não cidadãs, até a confirmação do status migratório.
O processo é assinado pelo senador Chuck Schumer e pelo deputado Hakeem Jeffries. Os demais autores da ação são o Comitê de Campanha para o Senado do Partido Democrata, o Comitê de Campanha para a Câmara dos Representantes do Partido Democrata e a Associação de Governadores Democratas.
O Departamento de Justiça diz que a integridade eleitoral é prioridade do governo e que suas medidas têm base legal. A pasta diz que as ações do departamento baseiam-se na lei e são objeto de litígio judicial.
Trump, o Departamento de Justiça, o Departamento de Segurança Interna, o procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, e o secretário do Departamento de Segurança Interna, Markwayne Mullin, estão entre os réus. O processo foi distribuído ao juiz James Boasberg, que tem sido alvo de críticas por parte da Casa Branca devido a decisões contrárias ao governo Trump, proferidas desde o início do segundo mandato do presidente.
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