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Thursday, October 22, 2026

10h. Cisjordânia. Jovens radicais atacam palestinianos

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

10:02. Carla, começamos este jornal com a acampada no Rossio. Os manifestantes pela habitação retiraram as tendas que foram montadas esta manhã. O grupo de 30 pessoas, que ainda permanece na praça, pede ao primeiro-ministro e ao presidente da Câmara de Lisboa que ouçam as reivindicações do movimento.

As tendas foram retiradas, mas os manifestantes prometem não sair do local. Pedem diálogo com o poder político. Estes momentos foram acompanhados pela repórter Beatriz Félix, que está agora em direto do Rossio. Beatriz, temos esta imagem, os manifestantes ainda estão no local e, entretanto, é a Polícia Municipal que está a falar com eles.

Precisamente, Carla. Há ainda duas tendas. A polícia está a tentar perceber quem é o responsável por elas, para então serem retiradas, uma vez que para serem montadas tendas, é preciso uma licença. A polícia estava a fazer esse pedido. Vamos continuar a ouvir este diálogo. Pronto, a polícia termina então aqui de falar com os manifestantes. Houve aqui ainda um momento de diálogo para tentar perceber quem é o responsável por estas duas tendas, as únicas duas que restam depois do pedido da polícia para que fossem retiradas. Foram dados cinco ou 10 minutos, como dizia. Logo a seguir, nos segundos a seguir a este primeiro apelo, as tendas começaram a ser desmontadas. Restaram estas duas. A polícia veio agora, Polícia de Segurança Pública e também Polícia Municipal, pediram para que o dono destas duas tendas se identificasse. Primeiro, um manifestante disse ser dele, mas como não tinha identificação, a polícia tentou levá-lo para a esquadra. Ainda assim, outra manifestante, uma das porta-vozes deste movimento, chegou-se à frente, disse que era ela a responsável destas tendas. Ainda não conseguimos perceber qual vai ser o rumo desta situação, mas, como dizias, Carla, estes manifestantes apelam também ao diálogo político e, por isso, dentro ainda do primeiro aviso, aproveitaram para fazer um apelo, tanto ao primeiro-ministro Luís Montenegro como ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas.

Também pro primeiro-ministro e para o senhor Carlos Moedas se deslocarem aqui ao Rossio e virem conversar conosco, porque estas conversas e estas negociações não têm que acontecer com os agentes da polícia. Têm que acontecer conosco. Nós queremos começar um diálogo, faço um apelo, venham cá conversar conosco. Venham explicar-nos porque é que as nossas tendas são ilegais, quando as tendas da Juventude Social Democrata, quando as tendas dos bombeiros, dos competidores, são por mim legalizadas. Este não é o papel da polícia, não temos que pôr, não temos que criar estas situações de pseudo confronto. Nós queremos os nossos governantes cá a dialogar conosco.

Foi o apelo feito por uma das manifestantes. Para já, a ordem é para continuar aqui, seja com tendas ou sem tendas. A ideia é que esta manifestação continue até que haja ação por parte do governo. E há pouco, mais cedo, falava conosco, com o Rádio Observador, um dos porta-vozes, Bruno Cancelinha, que diz também que ontem, na Assembleia Popular, que acontece diariamente por volta das 19h, foi aprovada uma nova manifestação, desta vez uma marcha entre o Marquês de Pombal, a descer à Avenida da Liberdade, até novamente aqui à Praça do Rossio. Deverá acontecer no próximo sábado, às 15h. Este movimento pede também apoio à CGTP e à UGT para que seja convocada uma greve geral para o dia 11 de novembro, também na defesa pela habitação.

E assim vai, Beatriz Félix, este protesto em Lisboa, com este momento em que as autoridades, quer a PSP, quer a Polícia Municipal, estão a pedir aos manifestantes para que retirem as tendas. Algumas, sim, já foram levantadas, mas de acordo com o relato da repórter do Observador, ainda duas permanecem instaladas. Os manifestantes que passaram a noite ao relento no Rossio, enquanto que no Porto, a Praça Dom João I continua vazia. Os manifestantes estiveram ontem reunidos, ontem à noite, mas foram entretanto desmobilizando.

Isaltino Morais admite fazer parte da criação de um novo partido de centro. O autarca de Oeiras acusa o PS e o PSD de não conseguirem realizar reformas no país.

Isaltino Morais conta que desde que falou sobre essa possibilidade de liderar um partido ao centro, não parou de receber telefonemas de interessados, vindos de várias orientações políticas. Em entrevista à RTP, o presidente da Câmara de Oeiras diz também que hoje em dia os eleitores de centro não sabem em quem votar e, por isso, admite a criação de um novo partido.

Eu acho que mais cedo ou mais tarde vai nascer um novo partido.

E é um projeto em que o senhor está a começar a trabalhar?

Não, revejo-me numa situação dessas. Quer o PS, quer o PSD, não têm sido capazes de fazer as reformas que o país precisa. A habitação é um bom exemplo.

O senhor está disponível para esse movimento, para fundar esse partido e liderar esse projeto?

Não estou a dizer que estou disponível.

Estou a lhe perguntar.

Não, eu vou dizer. A pergunta que me está a fazer, já me fizeram noutro canal.

Está bem, mas nesse canal não se afasta e aproveita esta oportunidade pra fazer.

E eu respondi o seguinte: que estaria disponível pra fazer parte de um movimento desses. O que eu fui fazer.

Por quê?

Porque neste momento, trouxe-

Recebe muita gente sempre.

Muita gente de todo o país a dizer que é preciso. Não, só se está a confirmar aquilo que eu digo.

Mas quem são essas pessoas?

Muita gente de partidos políticos diferentes

Muita gente. Isaltino Morais garante que, esteja ou não envolvido no processo, de certeza absoluta que vai nascer em Portugal um partido de centro, moderado. Esta manhã, em instantes aqui na comissão de inquérito da Rádio Observador, o deputado socialista Luís Dias rejeita que um eventual novo partido ao centro seja uma ameaça para o PS.

Não enquanto o PS se mantiver igual a si próprio. Nós sempre respeitámos muito a liberdade de pensamento dentro do Partido Socialista. Nós não temos a cartilha normal dos partidos mais à extrema e, portanto, nós privilegiamos também o pensamento diferente dentro do Partido Socialista, porque é esse pensamento diferente que faz o progresso e nós somos um partido progressista. Todas as vozes que, de alguma forma, dentro dos órgãos próprios do partido, contribuam para que haja esse debate interno, são sempre bem-vindas. Se querem que vos diga, não tem sentido, dentro do Partido Socialista, particulares divisões e acho que o Partido Socialista está mais unido do que alguma vez esteve.

A garantia deixada esta manhã aqui pelo deputado do PS, Luís Dias, foi o convidado da comissão de inquérito de hoje.

Olhamos agora para o Médio Oriente. Na Cisjordânia, há um grupo de jovens radicais mascarados que ataca palestinianos, jornalistas e também diplomatas.

São os chamados Jovens das Colinas. São judeus extremistas, vivem nos colonatos, na Cisjordânia. Atacam, intimidam e expulsam os palestinianos que, por exemplo, fazem a apanha da azeitona na região. Na maior parte das vezes, o exército de Israel é um mero espectador. O enviado especial do Observador às legislativas em Israel, Pedro Jorge Castro, explica que há centenas de jovens radicalizados que recebem recursos do governo de Tel Aviv.

Estamos a falar de cerca de 800 jovens radicalizados que vivem nestes colonatos ilegais, dos quais cerca de 300 são suspeitos de envolvimento em atos violentos. São jovens judeus ultranacionalistas e radicais. Eles acreditam que toda a terra histórica de Israel foi dada por Deus exclusivamente ao povo judeu. Eles desconfiam e rejeitam as instituições estatais de Israel, exceto, curiosamente, para receber ajudas materiais. O pretexto é para eles se protegerem e, no fundo, para manifestarem o apoio à expansão e ao alargamento do território de Israel. Mas, na verdade, estes mesmos meios, estes veículos todo-o-terreno e estes meios de vigilância, são utilizados por eles precisamente para estes ataques.

Pedro Jorge Castro, que está a acompanhar as eleições legislativas em Israel, que estão marcadas para o próximo dia 27.

Este é o tema da história do dia de hoje, com os enviados especiais do Observador a Israel, Pedro Jorge Castro e João Porfírio. Um episódio que já pode ouvir no nosso site e também nas plataformas de podcast. São 10:10, Carla, antes do Contracorrente, que outras notícias marcam esta manhã?

Ainda no Médio Oriente, Estados Unidos e Israel estarão a preparar o regresso dos ataques contra o Irão para depois das eleições intercalares nos Estados Unidos, as eleições de 3 de novembro. É o que indicam funcionários e outras fontes norte-americanas citadas pelo New York Times. Os ataques russos à Ucrânia desta madrugada resultaram em sete mortes e cerca de 20 feridos. De acordo com as autoridades ucranianas, os bombardeamentos provocaram vários incêndios e danos materiais graves em várias estruturas em Kiev. Por cá, os revisores, trabalhadores das bilheteiras e chefias da CP vão estar em greve dia 30 de outubro, sendo que estão previstos também constrangimentos para o dia anterior e o seguinte. A paralisação de 24 horas pretende chamar a atenção para a valorização do trabalho e a dignidade das condições de vida dos trabalhadores.

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