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Monday, October 5, 2026

Quais são os países com F16 que ainda não compraram F35?

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Tem havido algum debate no espaço público entre os que defendem e os que se opõem à substituição preconizada pela Força Aérea Portuguesa (FAP) dos nossos 27 F16 operacionais por outros tantos F35, cuja despesa total foi estimada em 5 mil milhões de euros ao longo de 20 anos, ou seja, 250 milhões de euros por ano, o equivalente, por exemplo, a 6,5 por cento do orçamento do MDN aprovado para este ano.

Contudo, nem sempre os intervenientes no debate tiveram o cuidado de informar com precisão como nos comparamos nessa matéria com os outros estados-membros (EM) da OTAN, ou com os países ocidentais não europeus, o que decerto ajudaria a compreender a preferência da FAP.

Desde logo que Portugal, entre os onze EM da OTAN que, além dos EUA, operam ou operaram F16, é um dos dois únicos que ainda não compraram F35, sendo que o outro, a Turquia, foi afastado do projeto em 2019 porque entretanto comprara mísseis anti-aéreos SS-400 à Rússia.

Dos onze EM da OTAN que, além dos EUA, operam ou operaram F16 são pois nove os que já compraram F35, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Grécia, Holanda, Itália, Noruega, Polónia e Roménia, a que se somam quatro que, apesar de não terem nunca operado F16, também já o fizeram, Alemanha, Chéquia, Finlândia e Grã-Bretanha.

E são cinco os países ocidentais que, não sendo EM da OTAN, tanto na Europa, Suíça, como na Ásia, Austrália, Coreia, Japão e Singapura, também já compraram F35, embora só dois deles operem F16, Coreia e Singapura.

Além da Turquia, e de Portugal, os outros detentores de F16 que não compraram F35 são Chile, Egipto, Marrocos, Paquistão e Taiwan.

Nenhum dos caças à venda no mercado produzidos por EM europeus da OTAN são de quinta geração sendo, por conseguinte, essa a razão mais provável pela qual todos os aliados europeus que operam ou operaram F 16, com as duas únicas exceções referidas, compraram F35.

Acresce que os membros, por ora apenas três, do projeto ocidental mais consolidado de caça de sexta geração, o Programa Aéreo de Combate Global (Global Combat Air Programme), isto é, Grã-Bretanha, Itália e Japão, compraram 100 caças F35 cada um, não sendo assim provável que um país que não opere já F35 possa vir a aderir a esse projeto.

Apesar destas informações não serem naturalmente as únicas que pesam na decisão dos países que operam F16 e ainda não compraram F35, é importante que quem se pronuncia sobre ela não as desvalorize ou escamoteie.

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