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Monday, October 26, 2026

Estudo aponta Erika Hilton e Tebet entre as mais atacadas nas redes

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A deputada federal reeleita Erika Hilton (PSOL-SP), as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) foram as candidatas que mais receberam ataques e insultos nas redes sociais no fim de semana do primeiro turno das eleições deste ano. É o que aponta o observatório de violência política de gênero MonitorA, realizado pelo InternetLab, Instituto Democracia em Xeque e Núcleo Jornalismo.

O estudo analisou no total 2.202 comentários provenientes de 143 perfis de candidatas nas plataformas X, YouTube e TikTok, entre os dias 1º e 4 de outubro. Erika liderou o ranking dos conteúdos classificados como ataques com 73 ocorrências, seguida por Marina (63), Simone Tebet (55) e Soraya (25).

A transfobia foi a principal forma de violência direcionada à deputada Erika, representando 82,19% dos ataques identificados. No caso de Marina Silva, o etarismo com 23 ocorrências (36,51%), seguido pela desumanização (25,40%) foram os principais tipos de ataques.

Já a misoginia foi a manifestação mais recorrente nos ataques à ex-ministra Simone Tebet, com 30 ocorrências (55%), e à senadora Soraya Thronicke, com 10 casos (40% do total).

A pesquisa faz uma diferenciação entre o que são ataques e o que são insultos, sendo que o primeiro é conteúdo ofensivo caracterizado pela tentativa de inferiorizar candidatas com base em marcadores como gênero, raça, orientação sexual, deficiência, religião e identidade de gênero.

Já o insulto é definido como ofensas que utilizam "linguagem hostil e mais dura do que uma simples crítica, mas que não mobilizam diretamente desigualdades relacionadas a gênero, raça, região, religião ou sexualidade".

Levando em consideração os dois tipos, Simone Tebet lidera o ranking com 221 ocorrências de ataques e insultos, seguida por Erika Hilton (110), Soraya Thronicke (105) e Marina Silva (103). Juntas, elas concentraram 79,26% dos 680 comentários negativos identificados.

Na análise referente às plataformas, o X contabilizou o maior número de ofensas para todas as candidatas. Foram 557, sendo 226 identificadas como ataques e 331 como insultos. Na sequência, aparece o YouTube com 115 ocorrências, sendo 31 classificadas como ataques e 84 como insultos. O TikTok teve seis comentários ofensivos, todos apontados pelo estudo como insultos.

A deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG) e a deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL-SP) não estavam no escopo inicial do observatório. Após os resultados do primeiro turno, na noite de domingo (4), no entanto, o projeto afirma ter notado um aumento "expressivo de comentários nas redes contra candidatas".

Ana Elisa teve 524.219 votos nas eleições para deputada federal em Minas Gerais, sendo a segunda mais votada no estado. Já Campopiano foi a mais votada para a Assembleia Legislativa de São Paulo, com 1,9 milhão de votos.

De acordo com o observatório, o pico ocorreu no dia posterior ao primeiro turno, na segunda (5), e se estendeu até o dia 7 de outubro. "Esses resultados chamam a atenção para a continuidade da violência política para além do momento da votação, indicando que a divulgação dos resultados eleitorais e a ampliação da visibilidade de determinadas candidaturas podem desencadear novas ondas de ataques nas redes sociais", afirma o levantamento.

Uma análise qualitativa e aprofundada dos comentários contra elas será realizada pelo observatório posteriormente.

com DIEGO ALEJANDRO, JULLIA GOUVEIA e KARINA MATIAS

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