Bellão resume atuação do Botafogo após empate: "A gente pecou muito"

O Botafogo saiu atrás no placar neste sábado, buscou o empate no Nilton Santos, mas não conseguiu aproveitar a vantagem numérica depois da expulsão de um jogador do Bragantino e ficou no 1 a 1. Depois da partida, Bellão resumiu a atuação em jogo da 27ª rodada do Brasileirão e disse que sua equipe "pecou muito".
O gol do Bragantino saiu no primeiro tempo, com Monzón marcando contra. Antes do intervalo, Wallace Yan acertou o rosto de Ferraresi e recebeu o cartão vermelho. Vitinho, de cabeça, deixou tudo igual aos 10 da segunda etapa.
- Acho que a gente iniciou um jogo conseguindo ter posse no campo ofensivo, mas começamos a sofrer um pouco com as transições. Acabou condicionando por ser um jogo lá e cá, lá e cá no primeiro tempo, isso é ruim para a nossa equipe e favorece o jogo do nosso adversário - avaliou Bellão na coletiva.
- Sofremos um gol, como eu tenho falado, sofrer gol no primeiro tempo desestabiliza um pouco o coletivo. Teve a expulsão no final do primeiro tempo, que também condiciona. No intervalo, a gente conseguiu enxergar onde teria vantagens e conseguiu começar muito bem o segundo tempo, com chances, levantando o astral da equipe. A gente faz o gol, depois começa a trocar por ansiedade. A ansiedade acaba condicionando a gente a errar e voltar a sofrer com transição - completou ele.
Bellão, Botafogo x Bragantino — Foto: André Durão / ge
"A gente pecou muito em conseguir entender o que precisava fazer no segundo tempo. Essa é a atitude que a gente precisa ajustar para entender bem o que a gente precisa fazer o jogo inteiro", concluiu.
Com o resultado, o Botafogo estaciona nos 32 pontos e ocupa neste momento a 14ª posição na tabela. A equipe precisa se preocupar com a zona de rebaixamento? Bellão respondeu na coletiva:
- Precisamos ter atenção com responsabilidade. Estou sempre olhando para cima, mas lógico que olho 360. A gente precisa reagir rápido. Entender o momento e reagir rápido para conseguir buscar a vitória. O sentimento que eu tenho e que acho que a equipe tem, porque temos discutido sobre, é que a gente precisa reagir rápido e mudar algumas situações para construir essa vitória - disse ele.
O Botafogo volta a campo pelo Brasileirão no próximo sábado para enfrentar o Mirassol, às 17h (de Brasília), no Maião.
Veja as outras respostas de Bellão, técnico do Botafogo, na entrevista coletiva:
Posicionamento do Montoro
- O Montoro jogou exatamente como fez contra o Palmeiras e foi muito bem. Ele alterna dentro e fora. Em alguns momentos ele está aberto para dar uma amplitude, porque é algo que ele sabe fazer e que a gente, hoje, não tem tantos jogadores pelo lado esquerdo. E ao mesmo tempo ele flutua por dentro. Não acho que ele ficou aberto. São recortes. Em vários momentos era o Telles que estava aberto e ele ia jogar entre linhas. Como a equipe do Bragantino fecha muito bem na compactação deles, a gente precisava criar situações de 2 para 1 no lado e às vezes não conseguimos. Mas é uma variação e é a mesma posição que ele jogou contra o Palmeiras e foi muito elogiado.
Como melhor aproveitar o Danilo Santos?
- Eu discordo. Acho que ele não joga de 10 e não jogou de 10 no começo da temporada. Ele é um camisa 8 que muitas vezes corria mais para frente. Não acho que ele jogou de 10. Ele andava mais para frente e pisava mais na área. Acho que ele passou por um momento da Copa, ficou fora do nosso contexto. Treinou bastante, mas jogou pouco e acho que não conseguiu pegar esse ritmo. A equipe ainda não conseguiu se consolidar em evitar transições e acho que também por isso ele opta por vir mais para trás. É um outro recorte. Pra mim ele está jogando de oito, porque o cinco é o Huguinho. Como a equipe deles fechava bem, ele escorregava para o lado do campo. No intervalo tentei ajustar para ele estar mais na frente, ele pisou mais na área. Mas é um cara que queremos isso. Que ele pise mais na frente, pise mais na área e finalize jogadas para voltar a ter volume do primeiro semestre.
Como pretende fazer um acerto defensivo no Botafogo?
— Acho que a gente tem que entender que tem momentos que não precisa ter efeito. É um problema mais recorrente do que minha passagem aqui. Acho que neste senso de urgência precisamos entender o momento do jogo. Trocaria a palavra maldade por necessidade. Entender a necessidade e o que o jogo está pedindo. Não é só quando tomamos gols, mas às vezes também perdemos bola no campo de defesa. Uma reação rápida para mudar algumas coisas para conseguir a vitória. Tomar gol no primeiro tempo é muito ruim para nossa estratégia. Hoje era um jogo aberto, mas em outros éramos melhores e tomamos o gol. Acho que precisamos desse sentimento de urgência para entender o que precisamos fazer no jogo. Eu consigo analisar o jogo na sua totalidade. O gol escancara muito, mas vejo outros momentos que isso também aparece e por isso acho que nossa equipe precisa entender e ter esse sentimento de urgência.
Como que é dentro do vestiário? Existe uma cobrança para que esse tipo de jogada (saída de bola na defesa) seja diferente?
— Eu vou dizer o seguinte: a gente não se conforma. Eu não estou conformado com isso. Me incomoda muito, incomoda os atletas. O jogo de futebol é condicionado ao comportamento. Quando você tem o hábito, é difícil mudar. Às vezes você quer mudar e não consegue, isso é do ser humano. Nossa equipe tem o hábito de jogar saindo de trás, construindo e não está conseguindo entender esse momento de mudança. Vejo no vestiário, no treinamento, no dia a dia. Mas acho que está faltando no jogo também a gente conseguir estar inconformado. No dia a dia de trabalho está melhorando, mas no jogo ainda não está acontecendo.
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