De Marçal a Lula: bairros da zona leste de SP oscilam da direita à esquerda

A franja intermediária com oscilação de votos fica entre os bairros mais próximos ao centro e a periferia mais empobrecida. O primeiro grupo, com bairros como Mooca, Tatuapé, Vila Formosa e Vila Prudente, votou mais em Marçal e, agora, em Flávio Bolsonaro. "A imensa maioria dos eleitores que escolheram Marçal em 2024 votou no Flávio neste ano", afirma o cientista político. Historicamente, esses bairros votavam no ex-prefeito e ex-governador de São Paulo Paulo Maluf, depois, nos candidatos do PSDB e, mais recentemente, nos Bolsonaro, diz.
Já nos bairros do extremo da zona leste, venceram candidatos mais alinhados à esquerda. Jardim Helena, Itaim Paulista, Guaianases, Conjunto José Bonifácio, Cidade Tiradentes e São Mateus deram mais votos a Boulos, em 2024, e agora a Lula. "Esses bairros têm uma tradição de votar a esquerda", afirma D'Andrea.
Também há regiões com oscilações ideológicas menos radicais. Bairros da zona sul de São Paulo que votaram mais em Lula no primeiro turno reelegeram Nunes em 2024, ainda que com uma diferença de apenas três pontos percentuais em relação a Boulos. O partido do prefeito, o MDB, é considerado de centro, de acordo com o GPS Partidário, da Folha de S.Paulo.
'Meu voto não é pela ideologia, é pelo trabalho'
Líder comunitária e moradora do Parque do Carmo, Cida Vieira, 50, diz que escolhe o candidato com base no trabalho que ele deixa para a população. "Voto em quem tem experiência e coloca as promessas em prática, independentemente de ser de esquerda ou de direita", diz ela ao explicar o voto em Lula este ano.
Cida afirma que tinha "admiração" por Marçal em 2024 por ele aparentar ser um "político que fala o que pensa". "As pessoas começaram a ver nele um candidato corajoso, que refletia a juventude. Acho essa qualidade interessante para um político", afirma.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.