Escócia, País de Gales e Irlanda podem anunciar fim do RU

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Conferência de imprensa na Rádio Observador. Passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou Beatriz Félix, a edição de hoje é com a jornalista Teresa Freire. Bom dia, Teresa.
Bom dia, Beatriz.
E começamos pelo jornal Público. Em destaque, o orçamento de Estado de 2027, que está a ser pressionado pelos juros da dívida pública.
Apesar de no ano passado ter sido registada uma redução acentuada do peso da dívida pública na economia portuguesa, o potencial aumento dos encargos com juros volta agora a ser a principal preocupação do governo, a um mês da apresentação da proposta do orçamento. Escreve o Público que, desta vez, a culpa não é propriamente portuguesa. A pressão acontece perante uma onda global de agravamento das taxas de juro, que pode vir a durar e à qual Portugal não consegue escapar. Perante o impacto significativo que os juros podem ter nos próximos anos, a principal questão a que Joaquim Miranda Sarmento e o governo têm de responder é de que forma vão evoluir as taxas de juro à escala mundial e até onde é que poderão ainda subir. O risco que o ministério enfrenta é o de ter de suportar uma despesa com encargos da dívida ainda maior do que a prevista e que põe em causa a meta do equilíbrio orçamental que o governo pretende manter.
E Teresa, passamos para o Negócios, que avança que o Estado terá de indenizar os trabalhadores que foram despedidos da TAP há 33 anos.
Em causa, os trabalhadores da antiga Air Atlantis, que foram alvo de um despedimento coletivo depois da liquidação pela TAP, vão ser indenizados pelo prejuízo que lhes foi causado pela violação do direito da União Europeia cometida pelo Supremo Tribunal de Justiça. A notícia é agora avançada pelo Negócios, que teve acesso a um acórdão proferido esta semana pelo Tribunal de Justiça da União Europeia. Há uma nova incógnita no processo, que já dura há muitos anos, quanto à forma como vai suceder a indenização, uma vez que já se passaram 33 anos e alguns dos indenizados já morreram.
E o Jornal de Notícias faz manchete com a notícia do Porto: mais de 4 mil caminhões vão ficar proibidos de circular na VCI.
A medida entra em vigor esta terça-feira com o objetivo de reduzir em quase 60% o fluxo da Via de Cintura Interna do Porto e de Gaia, de acordo com a Infraestruturas de Portugal. Os caminhões ficam proibidos de circular aos dias de semana, entre as 7h e as 21h. O JN falou com transportadoras, que alertam para o risco do aumento dos preços, dizem que a medida vai ter custos pagos pelos consumidores. Isto porque a via alternativa é a CREP, a Circular Regional Externa do Porto, mas que aumenta em 60 km o percurso que os caminhões passam a ter de fazer.
E no Diário de Notícias, a manchete é dedicada ao desporto, uma vez que o campeonato de futebol tem mais estrangeiros do que portugueses.
Nesta época, o Campeonato Nacional de Futebol conta com quase 70% de atletas estrangeiros, que representam 72 bandeiras diferentes. Sendo que o Brasil e a Espanha são os principais fornecedores da primeira liga, a jogar em Portugal estão 101 brasileiros e 52 espanhóis. Portugueses representam apenas 31%, mais precisamente 179, enquanto os estrangeiros são quase 400. Estes números vão de encontro aos revelados por um recente estudo sobre a evolução do mercado, onde se concluiu que Portugal e Inglaterra são as duas ligas mais estrangeiras dos 10 campeonatos mais bem cotados no ranking da UEFA.
E Teresa, passamos agora para a imprensa internacional, em destaque no The Guardian, as eleições suecas.
Os sociais-democratas venceram as eleições legislativas. Assim, o cenário mais provável é o de uma coligação de esquerda. Numa altura em que se conhecem os resultados de cerca de 85% dos votos, o partido de centro-esquerda obteve já quase 30% e a líder do partido reiterou este domingo à noite que está aberta à colaboração com todos os partidos, à exceção dos democratas suecos. Assim, os sociais-democratas, o partido do centro, os Verdes e o partido de esquerda devem avançar para um bloco de partidos à esquerda, de modo a alcançar uma maioria no Parlamento que permita formar governo. No entanto, a manterem-se estes números, a esquerda consegue apenas um deputado a mais do que a direita, 175 contra 174. Importante relembrar que, neste momento, ainda falta contar uma parte dos votos, cerca de 15%. Os resultados finais devem ser conhecidos apenas na quarta-feira, depois da contagem das urnas do estrangeiro.
Vejamos na imprensa irlandesa, que destaca as declarações de Donald Trump, que defende a reunificação do país.
O presidente dos Estados Unidos esteve reunido com o primeiro-ministro irlandês em Dublin e considerou que a reunificação da República da Irlanda com a Irlanda do Norte seria uma coisa fantástica e acredita que vai acontecer eventualmente. Isto numa altura em que está marcada pra hoje a assinatura de um memorando entre a Escócia, o País de Gales e a Irlanda do Norte e que pode anunciar o fim do Reino Unido. Isto porque, pela primeira vez, os três territórios são liderados por partidos favoráveis à independência. Os líderes reúnem-se hoje em Cardiff com a garantia de que a aproximação à Europa vai estar em cima da mesa.
E foram estes os destaques da imprensa nacional e internacional, hoje com a jornalista Teresa Freire. A conferência de imprensa regressa amanhã.
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