Penálti bizarro na Bolívia pára o jogo: futebol ou novela?

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Olha.
Vou começar a gravar isto e dizer isto.
Olha que às vezes não confio. Este fim de semana promete ser um fim de semana em grande para o triatlo português. O triatlo tem dado muitas alegrias ao desporto e a todos os portugueses. Tem sido uma das modalidades nos últimos anos mais forte, até com presença relevante nos Jogos Olímpicos, e podemos, pela primeira vez, ter um campeão mundial no setor masculino. Já tivemos uma campeã mundial em 2007.
A grande Vanessa.
A grande Vanessa Fernandes. Aliás, Vasco Vilaça, que neste momento lidera a classificação do Campeonato do Mundo, que é feita em várias provas, sempre disse que a sua grande inspiração foi Vanessa Fernandes e pode homenageá-la agora com o título mundial. Para isso, basta que só precise ficar em quinto lugar na superfinal, que se disputa em Pontevedra, Espanha. Em princípio, não será muito difícil. Isto até parece que é fácil. Não é nada fácil, exige muito, mas tem que conseguir o quinto lugar. Se conseguir o quinto lugar, é campeão do mundo. Ricardo Batista, neste momento, é outro triatleta português, está em terceiro, mas tem poucas possibilidades de ir além do terceiro lugar. A preocupação dele será manter esse terceiro lugar, que neste momento está ameaçado pelo brasileiro Miguel Hidalgo. Vamos ver como é que corre a prestação dos portugueses, que será no domingo. Quatro atletas portugueses, para além dos mencionados Vasco Vilaça, Ricardo Batista, João Nuno Batista e Miguel Tiago Silva, também participam na prova às 17h de domingo. No setor feminino, estaremos representados por Maria Tomé. Já ontem houve uma boa notícia, porque para além das elites, também há o Campeonato do Mundo de juniores e tivemos um português a conquistar uma medalha de prata. Dinis Ferreira ficou em segundo lugar. Neste caso, o Campeonato do Mundo disputa-se a uma única prova. Ele ficou atrás de um atleta suíço, mas conseguiu este feito de uma medalha de prata, uma grande notícia para o desporto português. E agora todos a torcer pelos atletas portugueses, em particular por Vasco Vilaça, que se poderá sagrar campeão do mundo de triatlo. Boas notícias também no desporto, no último fim de semana. Aqueles desportos que muitas vezes passam ao lado. Desta vez foi na ginástica acrobática, no Campeonato do Mundo de juniores, que se disputou em Itália. Portugal conseguiu duas medalhas, uma de ouro, campeões mundiais nos pares mistos, Mariana Pinheiro e Jorge Silva, e uma medalha de prata nos pares masculinos, João Samico e Gabriel Vilela. Uma referência aqui também para o treinador destes jovens, que se chama Lourenço França. Não sei se o apelido vos diz alguma coisa.
Diz. Nada. Não tem nada a ver com o Judite França.
Não tem nada.
Não é nada o irmão.
Não é nada. Não, mas esta ginástica acrobática não é uma modalidade olímpica, mas não interessa, acaba por ser um grande resultado para estes jovens. Aliás, a Federação de Ginástica de Portugal destacou, e justamente, este feito. Chamou um dia memorável para a ginástica nacional. Houve outras participações com bons resultados, um oitavo lugar no grupo feminino. O par misto Salvador Oliveira e Benedita Lopes também conseguiu um quarto lugar. Portanto, foi um conjunto de resultados muito bons neste Campeonato do Mundo de juniores. Deixa-me voltar só aqui ainda ao triatlo, porque para além dos atletas que já competiram ontem, o Dinis Ferreira conseguiu essa medalha de prata e também no setor feminino, a participação de Catarina Santos e Letícia Magalhães. Deixa-me destacar no paratriatlo a participação hoje de Filipe Marques às 10h45. Também ainda teremos os sub-23 a competir hoje em Pontevedra. Portanto, é bom não esquecer nenhum destes atletas que vão representar Portugal no Campeonato do Mundo de Triatlo. E acabamos com uma notícia bizarra da Bolívia. Aqui temos falado muito de pênaltis estranhos, mas haverá poucos mais estranhos do que este. Isto aconteceu na Copa Simón Bolívar, Copa Taça da Bolívia, um jogo entre os clubes Wilstermann Cooperativas e o Atlético Independiente, e aos 90 mais quatro minutos, portanto, já no prolongamento, no tempo de compensação, o árbitro marcou um pênalti inacreditável que deixou toda a gente de boca aberta. O árbitro assinalou um pênalti e a polêmica foi tanta que só acabaram por marcar o pênalti 20 minutos depois de ter sido assinalado. Agora imaginem. Às vezes queixamo-nos aqui. Este jogo não tinha VAR. Polêmica.
O jogo esteve parado?
O jogo esteve parado 20 minutos.
Em discussões.
Em discussões.
Não havia VAR.
Não havia VAR. A discussão sobre o pênalti passou no relvado. E ainda houve um fenômeno muito raro: depois de estar tudo resolvido, depois dos tais 20 minutos, a equipa ia marcar o pênalti e o guarda-redes decidiu não defender o pênalti e encostou-se à trave da baliza, ao poste, como protesto, mas não valeu de nada, porque eles marcaram mesmo o gol e a equipa acabou por perder.
Só faltava terem falhado com a baliza toda aberta.
Podia ter acontecido. Até podiam ter feito de propósito, reconhecendo que não era pênalti, mas não fizeram, não tiveram essa bondade, essa generosidade. Agora, o que acontece? Isto não se vê sempre. O árbitro, depois do jogo, acabou mesmo por ser suspenso por tempo indefinido. Ali há consequências para os árbitros que falham.
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