Rússia. Reportagens falsas nos media europeus aumentam

O número de reportagens falsas que imitam os códigos dos media tradicionais tem vindo a aumentar exponencialmente desde o início do ano, segundo a organização NewsGuard, que atribui estas operações de desinformação à Rússia.
De um modo geral, “há uma intensificação das campanhas russas antes das eleições”.
Este fenómeno de usurpação de identidade tem vindo a ser observado desde a ofensiva militar russa na Ucrânia, em fevereiro de 2022, e ganhou força no primeiro semestre de 2026, registando quase dez vezes mais reportagens falsas do que um ano antes (421 contra 44), segundo um relatório da NewsGuard publicado na segunda-feira.
A organização, que analisa a fiabilidade de sites e conteúdos online, contabilizou, desde 2022, cerca de 906 reportagens produzidas no âmbito de operações de influência russa que usurparam a identidade de veículos de comunicação.
Estas operações atingem sobretudo media europeus, “provavelmente devido ao apoio” destes países à Ucrânia, e têm como principal alvo a França, com 8 veículos afetados entre os 15 que tiveram a identidade mais usurpada.
Só em França, foram divulgadas 85 reportagens falsas relacionadas com a eleição presidencial desde o verão passado, realçou à agência France-Presse (AFP) Chine Labbé, editora-chefe da NewsGuard.
Com a sua atuação a nível europeu, o canal Euronews é o mais visado, com 82 reportagens falsas registadas entre março de 2023 e setembro de 2026, estando muito à frente do Libération (39), do Charlie Hebdo (35) e da Agence France-Presse (20), segundo o relatório.
[Annie está de volta a Havana. Apesar das relações privilegiadas com altas figuras do regime, quer viver como os cubanos, divertir-se como os cubanos e… sofrer como os cubanos. Mas continua a ser filha do diretor da PIDE. E Fernando Silva Pais e Armanda Palhota não estão dispostos a deixá-la passar tão facilmente para o lado do inimigo. Já pode ouvir o terceiro episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]
Entre outros órgãos de comunicação social frequentemente visados estão a BBC, a Deutsche Welle e o Politico.
“Em cada caso, as campanhas russas apropriam-se indevidamente de logótipos e identidades visuais das marcas, chegando, por vezes, a criar um novo site com um URL semelhante ao original”, descreve a NewsGuard.
Embora o modus operandi seja frequentemente o mesmo, as narrativas são mais variadas (falsas acusações de pornografia infantil, declarações ameaçadoras ou insultuosas totalmente inventadas) e visam minar a confiança nos media.
Estas operações são atribuídas aos grupos pró-Rússia “Matriochka”, o mais conhecido e prolífico, e “Storm-1516”, que é mais sofisticado e utiliza narrativas mais complexas.
Os autores do relatório registaram um aumento expressivo, impulsionado pelos avanços da IA generativa, que permite criar facilmente vídeos ou artigos falsos de grande credibilidade.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.