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Friday, September 11, 2026

Receita da Oracle com data centers dispara com aceleração de estratégia para IA

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As ações da Oracle dispararam nesta quinta-feira (10) após a empresa informar um aumento da receita de seu negócio de centros de dados, à medida que começa a disponibilizar a capacidade necessária para cumprir contratos bilionários de inteligência artificial.

A empresa fundada por Larry Ellison registrou receita de US$ 7,4 bilhões (R$ 37,7 bi) em sua unidade de infraestrutura no último trimestre e afirmou que o crescimento anual de seu negócio mais amplo de nuvem aceleraria para uma faixa entre 64% e 70%, superando as estimativas dos analistas.

A previsão positiva sugere que a Oracle está avançando em sua tentativa de alto custo e risco de deixar de ser uma empresa de software corporativo e se transformar em uma fornecedora de infraestrutura para laboratórios de IA como a OpenAI, com a qual mantém um contrato de US$ 300 bilhões (R$ 1,5 tri).

As ações da Oracle subiram cerca de 6% nas negociações após o fechamento do mercado.

Clay Magouyrk, copresidente-executivo da empresa, afirmou que o grupo colocou em operação 850 megawatts de capacidade de centros de dados no trimestre e entregou seis dos oito edifícios destinados à OpenAI em seu campus de 800 megawatts em Abilene, no Texas.

"Estamos explorando todas as diferentes vias para colocar capacidade em operação", disse Magouyrk a investidores nesta quinta. "Continuamos muito entusiasmados e bastante confiantes em nossa capacidade de seguir cumprindo [as obrigações contratuais]."

A receita total cresceu 30%, para US$ 19,3 bilhões (R$ 99,5 bi), nos três meses encerrados no fim de agosto, em comparação com o mesmo período do ano anterior, graças à "demanda ampla e contínua por infraestrutura e aplicações em nuvem", afirmou a Oracle.

A empresa assinou no trimestre novos contratos no valor de US$ 30 bilhões (R$ 153,1 bi) para o fornecimento de capacidade de centros de dados, elevando sua carteira total a US$ 664 bilhões (R$ 3,3 tri).

Dec Mullarkey, diretor-gerente da SLC Management, afirmou: "A melhora da receita no trimestre e o aumento dos contratos assinados parecem ser evidência suficiente de que a empresa está executando bem a expansão."

A Oracle levou sua capacidade financeira ao limite na tentativa de competir com rivais muito maiores da computação em nuvem, como Amazon e Google, na corrida para construir infraestrutura de IA e atender grandes empresas.

As despesas de capital chegaram a US$ 28,5 bilhões (R$ 145,4 bi), ante US$ 8,5 bilhões (R$ 43,4 bi) um ano antes. O valor dos investimentos incluiu US$ 11,4 bilhões (R$ 58,2 bi) de clientes que haviam pago antecipadamente por chips usados em centros de dados, mas ainda assim superou a receita da Oracle no segundo trimestre do ano passado. O lucro líquido foi de US$ 4,7 bilhões (R$ 24 bi).

O grupo havia dito anteriormente que investiria US$ 70 bilhões (R$ 357,2 bi) no próximo ano fiscal para financiar a construção de centros de dados, ante US$ 55,7 bilhões (R$ 284,2 bi) no ano encerrado em 31 de maio. Nesta quinta, a empresa informou que o fluxo de caixa livre no primeiro trimestre ficou negativo em US$ 5 bilhões (R$ 25,5 bi).

A Oracle afirmou ter concluído uma venda de ações de US$ 20 bilhões (R$ 102 bi), anunciada anteriormente, como parte de um pacote de medidas de US$ 50 bilhões (R$ 255,2 bi) para financiar centros de dados, incluindo uma grande emissão de títulos.

Em julho, a S&P rebaixou a classificação de crédito da Oracle para um nível acima do grau especulativo, citando sua dependência de poucos clientes e o caminho incerto até a lucratividade do negócio de centros de dados para IA.

Folha Mercado

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As ações da empresa caíram quase pela metade desde o patamar recorde atingido após o anúncio do acordo com a OpenAI, em setembro de 2025. "Temos muitos clientes que nos dizem que [a Oracle] está arriscada demais para eles", afirmou Gabriela Borges, analista do Goldman Sachs.

A Oracle enfrentou contratempos em vários grandes projetos de centros de dados devido a atrasos na concessão de licenças e à oposição local. Também foi afetada pela imposição, por órgãos reguladores, de exigências mais rigorosas para suas instalações em razão da deterioração de sua qualidade de crédito.

Magouyrk afirmou que a construção dos centros de dados da empresa estava bem encaminhada em vários locais, mas havia sido afetada por limitações de fornecimento de energia e de licenciamento. Ele sustentou que a Oracle dispunha de várias "opções de contingência".

A empresa buscou atenuar as preocupações dos investidores recorrendo a clientes para financiar chips e realizou demissões, eliminando dezenas de milhares de postos de trabalho, eliminando dezenas de milhares de postos de trabalho em uma iniciativa para reduzir custos e liberar recursos para investimentos em IA.

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