9h. APAH diz que recomendações da IGAS não vão ter eficácia
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Observador. Edição das 9 com Miguel Gato. Pedro Passos Coelho pede ousadia ao governo de Luís Montenegro. Declarações de ontem à noite, em que o antigo primeiro-ministro respondeu também às críticas da vice-presidente do PSD, Leonor Beleza.
A social-democrata disse esta semana, em entrevista à RTP, não compreender as críticas que Passos faz à governação de Luís Montenegro. Passos Coelho diz que cada um tem a sua opinião. Além de voltar a falar da governação da AD, Hugo Fortunato de Oliveira, as palavras de Leonor Beleza foram um dos temas mencionados pelo ex-primeiro-ministro ontem à noite, em declarações à margem de um evento sobre fé em Lisboa.
Depois de ter feito críticas e de ter sido criticado, Passos Coelho responde.
Respeito que as pessoas possam ter outras opiniões e às vezes até alguma incompreensão, admito isso. Tenho estima pela doutora Leonor Beleza e reconheço que ela pode ter o seu direito de pensar de outra maneira, mas da mesma forma que essas pessoas podem ter uma opinião diferente, eu também posso ter as minhas e, portanto, isso é a coisa mais natural do mundo.
O antigo primeiro-ministro social-democrata que rejeita mal-estar com o partido.
Eu sou do PSD e, portanto, não ando em aventuras de fazer partidos, nem coisas dessas. Não sinto nenhuma necessidade disso, nem de estar a estimular, nem a apoiar qualquer coisa parecida com essa.
Apesar do tom reconciliador, Passos Coelho volta a deixar recados.
Mas o futuro, como eu digo, sempre chega e quando pensamos pouco nele, depois às vezes não gostamos daquilo que temos. Era importante que ousasse mais nessa matéria e, portanto, oferecesse às pessoas boas razões para acreditar que se hoje não tem as condições que são necessárias para fazer as reformas que são precisas, então se calhar vamos ter de lhas dar no futuro.
Ainda assim, manifesta um desejo.
O que eu desejo é que ele possa, apesar das circunstâncias difíceis, ser bem-sucedido.
Depois de quase três horas a falar sobre fé, Passos Coelho termina a depositar fé no PSD de Luís Montenegro.
A reportagem do Hugo Fortunato de Oliveira com as declarações de Passos Coelho ontem à noite, as recomendações a Luís Montenegro e também a resposta às críticas da vice-presidente social-democrata Leonor Beleza.
E para evitar o chamado turismo de saúde, a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde quer taxas moderadoras pagas à entrada dos hospitais e sistemas de check-out para evitar fugas a pagamentos.
São algumas das recomendações que a IGAS faz aos hospitais e à administração central do sistema de saúde com o objetivo de evitar a prestação de cuidados de saúde a não residentes que não pagam pelos serviços. Em resposta enviada ao Observador, a entidade recomenda ainda tornar públicos os valores das dívidas de cidadãos estrangeiros atendidos em hospitais públicos em Portugal. A IGAS revela ainda ter recomendado à administração central do sistema de saúde que analise os dados das nacionalidades mais representadas nos serviços de urgências nacionais, de forma a definir e adequar os acordos feitos com outros países às necessidades atuais. Estas recomendações surgem após a presidente do Hospital Amadora-Sintra ter alertado para os acessos indevidos de cidadãos estrangeiros ao Serviço Nacional de Saúde e também a esta unidade em especial. Ela que disse que 40% dos utentes no Hospital Amadora-Sintra são cidadãos estrangeiros. Já a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, também já veio defender a melhoria dos mecanismos de gestão e também já reconheceu as dificuldades na cobrança dos serviços aos cidadãos não residentes que recorrem ao SNS.
Já a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares diz que as recomendações da IGAS não vão ter muita eficácia.
Ao Observador, o presidente da associação, Xavier Barreto, afirma perceber a intenção das propostas, mas sublinha também que as unidades locais de saúde nada podem fazer se os cidadãos não residentes alegarem que não têm meios financeiros para pagar essas mesmas dívidas. Xavier Barreto diz, no entanto, concordar com esta divulgação pública das dívidas propostas pela IGAS. Defende ainda que as dívidas devem ser cobradas aos países de origem, mesmo que as pessoas não tenham meios financeiros para pagar estas dívidas, e alerta para o sentimento de injustiça que esta situação cria nos portugueses.
É um artigo em destaque no site do Observador, assinado pelo jornalista Tiago Caeiro. Os Estados Unidos chegaram a acordo com a Dinamarca para o controle permanente da segurança da Gronelândia.
De acordo com o que escreveu o presidente norte-americano na rede social Truth Social, o acordo vai impedir que países chamados rivais por Donald Trump instalem bases militares ou realizem investimentos estratégicos na ilha sem autorização de Washington. Entretanto, a Dinamarca confirmou a assinatura deste acordo, através de um comunicado no site oficial da primeira-ministra dinamarquesa. Mette Frederiksen fala num grande acordo para a Gronelândia, para a Dinamarca e para os Estados Unidos, que fortalece a segurança comum no Ártico e na região do Atlântico Norte. A líder do governo da Dinamarca classifica ainda este acordo como vantajoso para a NATO e para toda a Europa. O acordo entre as partes deverá ser assinado na próxima semana na Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York.
Ainda nos Estados Unidos, Donald Trump baniu a CNN, o Político e a MSNBC News da Casa Branca.
A decisão tem efeitos imediatos e ontem, na Sala Oval da Casa Branca, o presidente norte-americano explicou o porquê.
Porque são notícias falsas. E fico tão cansado de ler e ver notícias falsas. Quando olho para a CNN, é tudo falso. É por isso que as audiências deles não são boas. Quando olho para a NBC, que antes era MSNBC, que até algumas pessoas chamavam de MSDNC, referindo-se a Comitê Nacional Democratas, porque são notícias falsas. E olho para o Político, o governo do presidente Biden deu-lhes oito milhões de dólares para mantê-los em pé. As histórias que eles escrevem são falsas e talvez ainda venham mais notícias e talvez fiquem melhores e seria bom tê-las, mas o nosso país tem que ter notícias honestas.
Declarações de Donald Trump depois de ter banido os correspondentes da CNN, do Politico e da MSNBC News da Casa Branca.
Miguel, na Alemanha, as sondagens antecipam novas derrotas da CDU em eleições regionais este fim de semana.
Uma dessas eleições é amanhã na capital alemã, Berlim. As sondagens colocam a força de centro-direita do chanceler Friedrich Merz com apenas 20% das intenções de voto. Beatriz Félix.
É uma inversão dos papéis que se tem verificado na política nacional alemã. A CDU costumava ser o partido da estabilidade e senso comum. Kai Wegner, do partido, só é presidente da Câmara de Berlim desde 2023, preparava-se para assumir um segundo mandato à frente da cidade-estado. Contudo, suas críticas à gestão da crise provocada por um ataque à rede elétrica de Berlim, em janeiro deste ano, resultaram numa queda nas sondagens que acabou por levar Wegner a retirar a candidatura. Mas a troca de Wegner por Stefan Evers, o ministro das Finanças no governo regional, não foi suficiente para inverter a tendência. Uma sondagem da Wahlen para a ZDF, na semana antes das eleições, coloca a CDU com apenas 20% das intenções de voto. Wolfgang Muhno, professor de Ciência Política na Universidade Rostock, antecipa que se a CDU se sair mal em Berlim e perder o presidente da Câmara, então muita pressão vai ser exercida sobre o chanceler do mesmo partido, Friedrich Merz. Mas a CDU não quer iniciar uma manobra arriscada de trocar Merz no atual contexto internacional. Uma carta assinada por oito líderes regionais da CDU destaca que a Alemanha vai continuar a precisar de um governo federal estável e eficaz. Se este apoio interno sobreviver ao pior cenário possível, o mais provável é que Merz volte a empreender movimentações dentro do governo à procura de uma renovação. Mas esta ferramenta já foi utilizada e, como podemos ver agora, não assegura a sustentabilidade a longo prazo.
A jornalista Beatriz Félix com a reviravolta que se antecipa nas eleições regionais da Alemanha, que têm lugar este fim de semana em Berlim, mas também na região de Mecklemburgo, e a pressão que pode colocar no chanceler alemão em caso de derrota da CDU.
E no desporto, antes do clássico deste domingo entre Futebol Clube do Porto e Benfica, o Sporting joga esta noite em casa com o Arouca.
Um jogo que está marcado para às 20h30 no Estádio José Alvalade. Os Leões tentam uma resposta ao empate frente ao Famalicão, que colocou o Sporting a quatro pontos da liderança do Futebol Clube do Porto. Na antevisão, o técnico dos Leões responde às críticas, lembra aquilo que já conquistou ao comando do Sporting e desvaloriza também os dois empates que foram já registados pelos Leões nesta temporada.
Temos dois empates com dois autogolos, coisas que não controlamos, muito honestamente, porque o resto é em termos daquilo que é consistência, e eu vou ter que puxar atrás a cassete e relembrar aquilo que tem sido o trabalho da equipa técnica Rui Borges. É perceber que a consistência é que foi campeão nacional, esteve em duas finais da Taça de Portugal, esteve numa final da Taça da Liga, esteve numa meia-final da Taça da Liga, disputou uma Supertaça, fez 82 pontos em duas épocas. Num ano foi campeão, na outra não chegou para ser campeão. É a equipa ou a equipa técnica que mais gols tem à frente do Sporting, em gols marcados, logo por aí expõe também aquilo que às vezes possamos ou não, em alguns momentos, estar mais expostos.
A resposta aos críticos de Rui Borges antes do Sporting-Arouca. O técnico dos Leões informa ainda que o defesa central Ba, que chegou do Famalicão nesta época, está fora da convocatória por lesão e João Simões, o médio, está de regresso e volta a ser opção.
Sporting-Arouca com relato hoje a partir das 20h30 aqui na Rádio Observador. Amanhã também o clássico Futebol Clube do Porto e Benfica, assim é que é, porque é jogado no Dragão, também à mesma hora, às 20h30.
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