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Monday, September 28, 2026

Lembra dele? Ex-zagueiro recorda ano especial com o Atlético-MG e quase acerto com Flamengo

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Lima foi revelado pelo Atlético em 2005, ano traumático para o clube, que terminou rebaixado. O ex-zagueiro, contudo, se tornou peça importante na temporada seguinte, na campanha do acesso que rendeu o título da Série B ao Galo.

Em 2006, foram 50 jogos e quatro gols. Naquele ano, o Atlético virou a chave e alcançou o grande objetivo. Lima, contudo, relembrou que ficou fora de um dos jogos mais emblemáticos da campanha atleticana.

- Eu lembro que eu estava pendurado e eu vinha conversando muito com o Levir, 'professor, estou pendurado, vou até onde com esse cartão?'. E contra o Coritiba eu acabei fazendo o pênalti e tomei o cartão amarelo. Fiquei a semana toda desesperada por causa desse cartão.

Lima, novo diretor de futebol à direita, junto com Juliano Leonel, vice-presidente de futebol, Lucineia Fernandes, advogada do clube e Edson Faleiros, presidente da SAF — Foto: EC Meia-Noite

- Eu não acredito. A gente faria o jogo do acesso lá contra o Ceará, em Fortaleza. Até hoje eu tenho essa dor no coração de ter ficado fora, de não ter tomado o terceiro amarelo e ter cumprido antes. Mas fui para o aeroporto, para ir comemorando, mas eu não fui na viagem.

Mas joguei o último jogo em casa com a festa da nossa torcida. E que foi para mim um momento muito emocionante no início da minha carreira.

Frustração na Europa e quase acerto com Fla

Em 2007, Lima foi negociado com o Real Betis, da Espanha. A ida para a Europa, contudo, não saiu como o esperado. Na época, o clube espanhol pagou 3 milhões de euros (algo em torno de R$ 7,8 milhões) ao Atlético para contar com o zagueiro.

- Para mim, foi um sonho que se tornou realidade naquele momento. O primeiro ano foi muito especial, no qual eu tive muita participação, joguei, tive mais minutagem. Era um ano de adaptação para mim, um ano desafiador.

Lima fez 12 jogos no primeiro ano, mas depois perdeu espaço e ainda teve que lidar com uma ruptura parcial do ligamento deltoide no tornozelo. O Real Betis, contudo, dificultou o processo de recuperação do então jogador.

- Fizeram um tratamento muito errado em mim. No meio do ano, quando eu retornei para a pré-temporada, voltei a sentir, e o clube sempre falando para mim que eu não tinha nada, que era só adaptação. E eu muito preocupado. Naquele momento me estressei e quis voltar para o Brasil.

Lima, ex-Atlético, relembra quase acerto com Flamengo

Lima, ex-Atlético, relembra quase acerto com Flamengo

Na época, uma proposta do Flamengo atraiu Lima. Contudo, a questão física foi um impeditivo para fechar o contrato. Foi preciso recalcular a rota.

- O Flamengo foi um clube que se mostrou interessado e naquele momento eu fui muito claro com o Marcos Braz. Falei que tinha uma dor, que ia levar os exames. Quando eu retornei eles detectaram que eu tinha uma lesão de cartilagem e que se eu não tivesse uma intervenção cirúrgica, poderia agravar.

Com a negativa do Flamengo, Lima precisou entrar na Justiça para resolver a questão com o Real Betis. O então zagueiro entrou com um processo para realizar a cirurgia no tornozelo. A situação ficou tramitando por mais de 10 anos, segundo o próprio ex-atleta.

Na sequência, Lima retornou ao Atlético, para a segunda passagem, onde ficou até 2012. Depois, ainda defendeu Portuguesa, Botafogo-SP, Fortaleza, Ituano, América-MG e Villa Nova.

Nova função

Quando pendurou as chuteiras, em 2020, Lima decidiu que queria seguir no futebol. Depois de fazer alguns cursos, quem abriu as portas foi o Atlético. Até agosto deste ano, ele ficou na Cidade do Galo como auxiliar técnico do Sub-17 e na coordenação da iniciação do clube. No último ano, viu de perto a conquista do Brasileiro Sub-17.

- A gente fica muito feliz de ver todo esse sucesso hoje dos meninos, entendendo que o futebol é a longo prazo. Então a gente fica muito feliz de ver tudo que a gente vinha construindo nesse projeto e eles caminhando.

Neste mês, ele assumiu uma nova função. No Meia-Noite, clube do interior de São Paulo, o foco também será na base, mas sob uma outra perspectiva: a de diretor de futebol.

Lima, ex-zagueiro do Atlético — Foto: Bruno Sousa / Atlético

- Essa vinda para meia-noite foi dentro de uma oportunidades de estar aqui em Ribeirão Preto, na minha casa. Eu já tinha também esse desejo de voltar para perto da minha família. Foram 23 anos distante.

- As negociações ficam ainda com a diretoria. Claro que eu vou participar do projeto da captação, alinhar o departamento de captação do clube, estruturar o processo do desenvolvimento do futebol. E estruturar realmente o projeto de crescimento do clube, tanto quanto desenvolvimento, tanto quanto captação.

Lima ainda contou que tem o desejo de voltar ao Atlético. O diretor evitou "escolher" uma função, mas deixou claro que a relação com o Galo é inquebrável.

- Penso em me capacitar o máximo nessa função, porque é uma função que eu acredito que posso um dia no futuro fazer coisas também de desenvolvimento. No Atlético, fiquei muito próximo ao Luiz (Azevedo, gerente da base). Aprendi muito o que é o desenvolvimento da base.

- Se um dia tiver oportunidades de estar voltando para Atlético, base ou até mesmo no profissional, para mim vai ser um grande sonho.

É um clube que eu tenho um amor muito grande, um carinho muito grande. O contato com o torcedor mexe muito comigo.
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