Para esse técnico brasileiro, Ancelotti é um 'morto': 'Não tem sangue e não entrega nada'
A passagem de Carlo Ancelotti pelo comando da Seleção Brasileira virou alvo de duras críticas no futebol internacional. O treinador brasileiro Ricardo "Tuca" Ferretti, com títulos no futebol mexicano e também e que foi técnico interino da seleção nacional —, não poupou palavras ao avaliar a gestão do italiano na equipe canarinho. Em declaração contundente concedida à ESPN México, Ferretti classificou a contratação do comandante europeu pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) como um erro crasso.
"O Ancelotti é um morto. Foi uma burrada da Federação Brasileira. Uma verdadeira burrada! Olha o que ele fez com a seleção brasileira. Não tem sangue, entrega, nada. Conseguiu fazer o pior. Burrada", disparou o experiente técnico, conhecido por seu perfil enérgico e franco ao analisar o esporte.
As críticas de Ferretti ganharam fôlego durante um debate sobre a presença crescente de profissionais estrangeiros no comando de equipes nacionais, tema central na discussão sobre a comissão técnica do México liderada por Javier Aguirre. Para o brasileiro, o sucesso à frente de uma seleção exige identificação cultural e compreensão profunda das características inerentes ao futebol do país.
Comparação com o Real Madrid e falhas em campo
Além de rotular a escolha da CBF como um equívoco institucional, Tuca Ferretti direcionou suas críticas ao comportamento da equipe dentro das quatro linhas, questionando a intensidade e a combatividade dos jogadores nas partidas mais recentes. O ex-treinador de clubes tradicionais como Tigres, Pumas e Chivas cobrou brio e atitude competitiva dos atletas convocados.
"Agora, pior ainda: você viu a partida contra a Noruega? Gostou? Viu a entrega dos brasileiros? Nenhuma, zero. Não houve entrega dos brasileiros. Não é possível que um jogador controle a bola, domine e faça o gol sem que nenhum jogador saia para pressioná-lo. Sabe como o Brasil jogou? Como o Real Madrid no último ano do Ancelotti", ironizou o técnico, traçando um paralelo direto com os momentos finais do trabalho do italiano no clube espanhol.
As declarações de Ferretti ecoam o debate sobre o momento de transição e o nível de atuações da Seleção Brasileira sob a batuta estrangeira, colocando pressão adicional sobre a comissão técnica em meio à preparação para os próximos compromissos da equipe nacional no calendário internacional.
Convocados de Ancelotti para os amistosos da Seleção
Goleiros:
- Hugo Souza (Corinthians)
- Pedro Morisco (Coritiba)
- Otávio (Cruzeiro)
Defensores (Zagueiros e laterais):
- Artur Dias (Athletico-PR)
- Douglas Santos (Zenit)
- Gabriel Magalhães (Arsenal)
- Jair (Nottingham Forest)
- Marquinhos (PSG)
- Matheuzinho (Corinthians)
- Mauro Júnior (PSV)
- Vitor Reis (Manchester City)
- Wesley (Roma)
Meio-campistas:
- Andrey Santos (Manchester United)
- Breno Bidon (Corinthians)
- Bruno Guimarães (Arsenal)
- Danilo (Botafogo)
- Douglas Luiz (Juventus)
- Gabriel Bontempo (Santos)
Atacantes:
- Endrick (Real Madrid)
- Estêvão (Chelsea)
- João Pedro (Chelsea)
- Pedro (Flamengo)
- Raphinha (Barcelona)
- Rayan (Bournemouth)
- Samuel Lino (Flamengo)
- Vini Jr (Real Madrid)
Amistosos da Seleção até o fim de 2026:
- 25 de setembro - Austrália x Brasil, Queensland Country Bank Stadium, às 7h
- 29 de setembro - Austrália x Brasil, no Suncorp Stadium, às 7h
- 3 de outubro - Índia x Brasil, no Salt Lake Stadium (sem horário definido)
- 14 de novembro - Japão x Brasil, no Estádio Nacional de Singapura, às 7h15
- 17 de novembro - Singapura x Brasil, no Estádio Nacional de Singapura, às 7h
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